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Família alemã transforma antigo caminhão de bombeiros Mercedes-Benz 1113 em motorhome após 3 mil horas de trabalho e parte para viajar pelo mundo com cinco pessoas e dois cães

Família alemã transforma antigo caminhão de bombeiros Mercedes-Benz 1113 em motorhome após 3 mil horas de trabalho e parte para viajar pelo mundo com cinco pessoas e dois cães

7 min de leitura

Família alemã transforma antigo caminhão de bombeiros Mercedes-Benz 1113 em motorhome após 3 mil horas de trabalho e parte para viajar pelo mundo com cinco pessoas e dois cães

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 10/08/2026 às 16:28

Atualizado em 10/08/2026 às 16:32

Curiosidades

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Família posa com os cães diante do caminhão inspirado no Mercedes-Benz 1113, adaptado como uma casa sobre rodas para viagens internacionais.

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Família Ruh adaptou antigo caminhão de bombeiros alemão com cozinha, banheiro, energia solar, tanque de 300 litros e espaço para sete moradores durante viagem internacional.

Em 2023, a família Ruh iniciou uma viagem internacional a bordo de um antigo Mercedes-Benz 1113 de 1984, veículo que anteriormente havia sido utilizado pelo Corpo de Bombeiros de Heilbronn, na Alemanha. O caminhão foi comprado em um leilão online e passou por aproximadamente dois anos de transformação até se tornar uma casa móvel preparada para viagens de longa duração.

O projeto chamou atenção não apenas pelas dimensões do veículo, mas pelo trabalho necessário para adaptar uma estrutura criada para emergências. Ao todo, a família dedicou cerca de 3 mil horas à construção do motorhome, que passou a reunir cozinha, banheiro, sistema solar, lavanderia, áreas de armazenamento e espaço para três crianças, dois adultos e dois cães.

Mercedes-Benz 1113 de 1984 deixou serviço dos bombeiros e virou base para o motorhome da família Ruh

A transformação começou quando o Corpo de Bombeiros de Heilbronn deixou de utilizar o Mercedes-Benz 1113 e disponibilizou o caminhão em um leilão online. Segundo Tina Ruh, a família encontrou o anúncio, participou da disputa e conseguiu comprar o veículo aproximadamente dois anos e meio antes da reportagem publicada pelo Truck Camper Magazine em março de 2023.

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A compra trouxe um problema imediato. Nenhum dos integrantes da família possuía naquele momento a habilitação necessária para conduzir o caminhão. Um amigo com licença para veículos pesados precisou levá-lo até a casa da família, enquanto os novos proprietários obtiveram posteriormente suas próprias autorizações para dirigir.

O Mercedes-Benz 1113 utiliza motor diesel OM 352 A de 5,7 litros, seis cilindros em linha, transmissão manual e tração nas quatro rodas. A combinação de tamanho, robustez e tração 4×4 ajudou a convencer a família de que o antigo caminhão poderia servir como plataforma para viagens fora das rotas convencionais.

Cabine de nove lugares foi transformada em sala de estar, jantar e espaço de estudos para as crianças

O veículo possuía originalmente uma cabine longa com nove assentos, característica herdada de sua antiga função como caminhão de bombeiros. Durante a reforma, a família decidiu preservar grande parte desse espaço e reorganizá-lo para seis ocupantes.

Os três assentos dianteiros podem ser girados para formar uma área de convivência. Dessa maneira, a cabine passou a funcionar como sala de estar, sala de jantar e espaço de aprendizagem, permitindo que todos permaneçam reunidos durante chuva, frio ou períodos com grande presença de mosquitos.

A solução também ajudou a distribuir melhor os ambientes dentro do projeto. Em vez de concentrar todas as atividades na cabine residencial traseira, a família aproveitou a estrutura original do caminhão para criar uma segunda área funcional.

Antigo Mercedes-Benz 1113 ainda em configuração de caminhão de bombeiros.

Reforma substituiu pneus duplos, instalou tanque de 300 litros e preparou o caminhão para viagens

Poucos dias depois da compra, o Mercedes-Benz foi levado para uma oficina, onde a família começou a desmontar os equipamentos utilizados pelo Corpo de Bombeiros. Os pneus traseiros duplos também foram removidos e substituídos por pneus simples off-road 385/65 R22.5.

O trabalho incluiu ainda a instalação de um tanque de combustível com capacidade para 300 litros, bancos com suspensão a ar, isolamento interno e materiais destinados a reduzir o nível de ruído dentro da cabine. Molas, amortecedores, filtros, óleos e baterias também foram substituídos durante a preparação.

Mais do que uma reforma estética, as modificações procuravam adaptar o veículo às necessidades de uma família que pretendia permanecer longos períodos na estrada. O caminhão precisava funcionar ao mesmo tempo como meio de transporte, base estrutural e suporte para a nova residência construída sobre o chassi.

Casa sobre rodas foi construída com painéis compostos durante dois anos e cerca de 3 mil horas de trabalho

O módulo residencial foi construído com painéis compostos de fibra de vidro e espuma de 40 milímetros, unidos por adesivo. Segundo a família, todo o processo levou aproximadamente dois anos e exigiu cerca de 3 mil horas de trabalho.

Matthias Ruh é engenheiro, conhecimento que ajudou durante algumas etapas do projeto. O casal também possuía experiência adquirida na reforma de uma casa, trabalho que havia consumido oito anos antes da construção do motorhome.

Mecânicos e carpinteiros participaram de momentos específicos, mas a família continuou trabalhando ao lado dos profissionais. Tina relatou que algumas falhas atrasaram a obra e aumentaram os gastos, tornando determinadas fases especialmente difíceis.

Sistema de fixação permite que módulo residencial absorva movimentos do chassi em trajetos fora de estrada

A parte inferior da cabine residencial possui uma estrutura de alumínio conectada a um subchassi instalado sobre o Mercedes-Benz. Esse conjunto é ligado ao quadro principal do caminhão por meio de fixações com molas.

A finalidade do sistema é reduzir a transferência das torções do chassi para o módulo durante deslocamentos fora de estrada. Dessa forma, os movimentos naturais da estrutura do caminhão exercem menos força sobre as paredes da residência.

O módulo permanece tecnicamente removível, embora a família reconheça que o processo de retirada exige trabalho. Essa característica foi mantida desde o desenvolvimento inicial do projeto.

Interior recebeu cozinha completa, sistema solar, lavanderia, chuveiro e vaso sanitário seco

O interior do motorhome foi planejado para atender às necessidades de uma família numerosa. Logo na entrada existe um piso elevado, sob o qual ficam três tanques de resíduos, a bateria do sistema solar, um aquecedor a diesel, o boiler de água e parte da instalação elétrica.

A cozinha possui sete gavetas, forno, cooktop de indução, pia, lava-louças e armários suspensos. Dois grandes compartimentos também foram construídos para armazenar alimentos e calçados, ampliando a capacidade de organização durante as viagens.

Ao lado da cozinha fica uma máquina de lavar com capacidade para três quilos. O banheiro, por sua vez, possui chuveiro e vaso sanitário seco, completando a estrutura necessária para que a família permaneça no veículo em tempo integral.

Motorhome mede 8,5 metros de comprimento e família faria mudanças em uma segunda construção

O conjunto formado pelo caminhão e pelo módulo residencial alcança 8,5 metros de comprimento, 3,75 metros de altura e 2,45 metros de largura. Mesmo depois de concluir o projeto, a família identificou mudanças que faria caso precisasse construir novamente.

Uma delas seria utilizar paredes com 60 milímetros de espessura, já que diversos sistemas de portas e janelas se adaptariam melhor a essa medida. O tanque de águas residuais da cozinha, com 64 litros, também seria ampliado.

A cama dos pais poderia ganhar um pouco mais de largura, enquanto o banheiro seria ligeiramente reduzido. Essas observações surgiram depois do uso prático do veículo e mostram como a experiência na estrada influenciou a avaliação do projeto.

Nome Djegobear veio de um dos cães da família e acabou identificando também o caminhão

O nome escolhido para o veículo surgiu a partir de Djego, um dos cães que acompanha a família. Como o animal é grande, os proprietários costumavam chamá-lo de Djegobear, referência à aparência semelhante à de um urso.

O apelido inicialmente foi utilizado no perfil criado para registrar o cachorro e suas viagens. Com o tempo, o mesmo nome passou a identificar também o caminhão e o projeto de vida da família.

A pintura azul seguiu outra lógica. Tina explicou que o veículo precisava manter uma cor compatível com seu período de fabricação para preservar o enquadramento histórico na Alemanha. A tonalidade escolhida pertence a uma paleta antiga da Mercedes-Benz e também coincidia com a preferência da família.

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Caio Aviz

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Família iniciou viagem pela Áustria, atravessou a Itália e chegou à Sicília morando no caminhão

Antes da jornada principal, a família havia realizado uma viagem pela França e alguns deslocamentos menores dentro da Alemanha. Cerca de quatro semanas antes da reportagem publicada em março de 2023, começou a viagem internacional planejada pelos proprietários.

O trajeto passou pela Áustria, atravessou diferentes regiões da Itália e chegou à Sicília. Nesse período, os cinco integrantes da família e os dois cães passaram a morar integralmente dentro do motorhome.

As crianças também estudavam durante a viagem, enquanto os pais utilizavam os deslocamentos como oportunidade para apresentar diferentes culturas, cidades e paisagens aos filhos.

Projeto transformou antigo caminhão de emergência em casa, sala de aula e base para conhecer diferentes culturas

A proposta da família Ruh ultrapassava a adaptação de um antigo caminhão de bombeiros. O objetivo era construir uma estrutura capaz de sustentar uma rotina mais simples e permitir que os filhos tivessem contato direto com diferentes lugares e modos de vida.

Segundo Tina Ruh, a família buscava reduzir a importância atribuída ao dinheiro e aos símbolos de status, prestando mais atenção ao que consumia e ao que realmente precisava durante a viagem.

A história do Mercedes-Benz 1113 transformado em motorhome ganhou força justamente por reunir engenharia, trabalho manual e vida familiar em um mesmo projeto. Depois de dois anos de construção e 3 mil horas de trabalho, o antigo caminhão de bombeiros passou a funcionar como casa, veículo, espaço de estudos e ponto de partida para uma viagem internacional.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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