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Família começa com apenas duas mudas de banana-da-índia, enfrenta desconfiança e perdas na lavoura, espera cerca de cinco anos pelos primeiros frutos e transforma a aposta em 860 árvores, marca própria, pedidos antes da colheita e vendas a € 7,80 o quilo, quase R$ 50

Família começa com apenas duas mudas de banana-da-índia, enfrenta desconfiança e perdas na lavoura, espera cerca de cinco anos pelos primeiros frutos e transforma a aposta em 860 árvores, marca própria, pedidos antes da colheita e vendas a € 7,80 o quilo, quase R$ 50

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Família começa com apenas duas mudas de banana-da-índia, enfrenta desconfiança e perdas na lavoura, espera cerca de cinco anos pelos primeiros frutos e transforma a aposta em 860 árvores, marca própria, pedidos antes da colheita e vendas a € 7,80 o quilo, quase R$ 50

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 24/08/2026 às 20:33

Atualizado em 24/08/2026 às 20:34

Agronegócio

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Família Mađerić começou com duas mudas de banana-da-índia na Croácia, chegou a 860 árvores e vende a fruta por € 7,80 o quilo, com pedidos antes da colheita.

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Família Mađerić começou com duas mudas de banana-da-índia em Reka, na Croácia, enfrentou perdas na lavoura e esperou cerca de cinco anos pelos primeiros frutos. O cultivo cresceu para 860 árvores, ganhou a marca Inbanana, recebe pedidos antes da colheita e vende a fruta por € 7,80 o quilo atualmente.

A família Mađerić transformou uma experiência iniciada com apenas duas mudas no quintal em uma plantação de 860 árvores de banana-da-índia na Croácia. O cultivo começou há cerca de oito anos em Reka, próximo a Koprivnica, e avançou mesmo após desconfiança de outras pessoas, perdas provocadas por ratazanas-do-campo e anos de espera até o início da produção.

As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 20 de agosto de 2026, em reportagem de Thiago Felipe Camargo. Atualmente, a família comercializa a fruta pela marca Inbanana, cobra € 7,80 por quilo — quase R$ 50 na conversão aproximada apresentada — e afirma receber pedidos antes mesmo de começar a colheita.

Kristinko começou a experiência com apenas duas mudas no quintal

Algumas árvores recebem nomes próprios, como Renata, em homenagem à esposa de Kristinko / Nikola Wolf

O projeto nasceu em escala doméstica. Kristinko Mađerić plantou inicialmente duas mudas para descobrir se a espécie conseguiria se adaptar às condições da região.

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“Primeiro plantei duas mudas no quintal e, quando me convenci de que elas também eram adequadas para a nossa região, decidi, sem nenhuma dúvida, montar uma plantação”, contou.

Cultivo começou há cerca de oito anos em Reka

A primeira experiência foi realizada há aproximadamente oito anos, em Reka, nas proximidades de Koprivnica.

Depois de verificar que as árvores conseguiam se desenvolver no local, Kristinko ampliou gradualmente a quantidade plantada até chegar às atuais 860 árvores.

Banana-da-índia não pertence ao gênero das bananas tradicionais

A família criou a marca Inbanana para comercializar a produção / Nikola Wolf

A espécie cultivada pela família também é conhecida como pawpaw.

Apesar do nome banana-da-índia, a fruta não pertence ao mesmo gênero das bananas tradicionais. Ela cresce em árvores e chamou atenção dos Mađerić justamente por ser pouco comum na região onde predominam outras culturas agrícolas.

Ratazanas-do-campo destruíram parte da plantação

O crescimento da lavoura encontrou um problema sério durante o processo.

Ratazanas-do-campo atacaram as plantas e chegaram a destruir uma parcela do cultivo. Kristinko contou que ficou próximo de abandonar o projeto diante dos prejuízos.

“Elas destruíam nossa plantação e eu já estava no limite dos nervos e pensando em desistir de tudo. Mas então encontrei uma solução”, relatou.

Revolver o solo ajudou a controlar o problema na lavoura

Os Mađerić recebem pedidos antes mesmo do início da colheita / Nikola Wolf

A família conseguiu enfrentar os animais ao revolver o solo da plantação.

A continuidade do projeto também teve participação de Renata, esposa de Kristinko. Quando ele cogitou desistir, ela o incentivou a manter o cultivo.

“Foi aí que minha esposa Renata teve um papel fundamental, porque disse que não havia motivo para desistir”, contou.

Primeiros frutos exigem cerca de cinco anos de espera

A banana-da-índia não oferece retorno rápido para quem começa a plantá-la.

Kristinko afirma que a árvore precisa de aproximadamente cinco anos para começar a produzir frutos. O intervalo aumenta até a produção atingir uma escala mais significativa.

Colheitas mais expressivas começam a partir do sétimo ano

O produtor diferencia o aparecimento inicial dos frutos das chamadas colheitas efetivas.

“Para dar frutos, a banana-da-índia precisa de cerca de cinco anos, e as verdadeiras colheitas começam a partir do sétimo ano”, explicou.

A característica ajuda a dimensionar o período necessário entre o início da plantação e uma produção com maior potencial comercial.

Moscas, e não abelhas, fazem a polinização da espécie

A banana-da-índia também apresenta uma particularidade no processo de reprodução.

Kristinko explicou que o principal polinizador não é a abelha, mas a mosca, atraída por uma característica incomum da flor.

Segundo ele, a flor possui cheiro semelhante ao de carne estragada, o que favorece a aproximação desses insetos.

Plantação da família chegou a 860 árvores

O cultivo iniciado com duas unidades ganhou outra dimensão depois dos anos de adaptação e crescimento.

A propriedade reúne atualmente 860 árvores de banana-da-índia, resultado de uma expansão que transformou o teste inicial em atividade comercial da família.

Algumas árvores chegaram a receber nomes próprios. Uma delas foi chamada de Renata, em homenagem à esposa de Kristinko.

Filho Mišel assumiu marketing e vendas do negócio

A atividade deixou de depender exclusivamente de Kristinko quando o filho, Mišel Mađerić, passou a participar da operação.

Mišel assumiu principalmente as frentes de marketing e comercialização, áreas importantes porque a fruta não conta com uma estrutura ampla de compradores que absorva automaticamente a produção.

Família criou a marca própria Inbanana

A profissionalização levou à criação da marca Inbanana, usada para comercializar os frutos diretamente aos consumidores.

A estratégia permitiu que os Mađerić construíssem sua própria rede de clientes em vez de depender de grandes compradores para escoar a produção.

“As vendas estão indo bem e já temos nossa própria marca, Inbanana”, afirmou Mišel.

Pedidos chegam antes mesmo do início da colheita

A procura alcançou um ponto em que parte dos consumidores tenta reservar a fruta antecipadamente.

Antes mesmo da colheita, recebemos pedidos para ter certeza de que conseguiremos vender tudo o que colhermos”, contou Mišel.

A maior parte dos compradores está em Zagreb e na região litorânea da Croácia. Na Podravina, onde fica a plantação da família, a demanda permanece menor.

Banana-da-índia custa € 7,80 por quilo

Na temporada apresentada, a família vendia a banana-da-índia por € 7,80 o quilo.

O valor correspondia a quase R$ 50 por quilo na conversão aproximada utilizada. Mesmo nesse patamar, Mišel afirmou que a família estava entre os vendedores mais baratos do país.

“Com esse preço, estamos entre os mais baratos da Croácia”, disse.

Nova plantação começou a ser preparada com 760 mudas

Uma nova plantação com 760 mudas começou a ser preparada pela família / Nikola Wolf

A expansão do negócio continua.

Em 2026, Mišel começou a preparar uma nova área com 760 mudas, ampliando a aposta familiar na fruta depois do desenvolvimento das primeiras 860 árvores.

A decisão acompanha a procura observada pelos produtores e a expectativa de que o cultivo ajude a complementar o orçamento da família.

Família estuda transformar fruta também em aguardente

Os Mađerić não pretendem depender exclusivamente da venda do fruto fresco.

A família estuda criar diferentes produtos derivados da banana-da-índia e já acertou com um produtor de Virovitica a fabricação de aguardente utilizando a fruta.

A diversificação busca ampliar as possibilidades comerciais da produção cultivada na propriedade.

Mišel descreve a banana-da-índia como uma fruta com propriedades nutricionais importantes, mas afirma que o consumo não deve ser excessivo.

Ele recomenda não ultrapassar três frutas por dia, argumentando que exagerar na quantidade de qualquer alimento não traz benefícios.

Família afirma não receber incentivos para a plantação

A expansão ocorre sem acesso aos programas de apoio destinados a outras culturas agrícolas.

Os Mađerić afirmam que a banana-da-índia, por não ser tradicional na região, não conta com incentivos específicos do Ministério da Agricultura, do condado ou da cidade.

“Não podemos obter nenhum tipo de apoio para nossas plantações ou para qualquer investimento”, explicou Mišel.

Aposta iniciada com duas mudas agora avança para uma nova área

A família Mađerić mantém 860 árvores depois de começar o cultivo com apenas duas mudas, superar perdas na plantação e aguardar anos até que a espécie começasse a produzir.

Com a marca Inbanana, pedidos recebidos antes da colheita, preço de € 7,80 por quilo e uma nova área sendo preparada com 760 mudas, os produtores decidiram continuar expandindo mesmo sem incentivos públicos específicos para a cultura.

Na sua opinião, o que mais chama atenção na trajetória dos Mađerić: esperar anos pelo retorno da lavoura, insistir depois das perdas ou transformar uma fruta pouco conhecida em um produto vendido antes mesmo da colheita? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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