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Família deixa São Paulo pela segurança e educação da filha, troca escola de R$ 3 mil no Brasil por uma de cerca de R$ 400 no Japão e passa a trabalhar em fábricas da Toyota, enquanto filha de 7 anos aprende japonês em um ano e caminha sozinha até a escola

Família deixa São Paulo pela segurança e educação da filha, troca escola de R$ 3 mil no Brasil por uma de cerca de R$ 400 no Japão e passa a trabalhar em fábricas da Toyota, enquanto filha de 7 anos aprende japonês em um ano e caminha sozinha até a escola

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Família deixa São Paulo pela segurança e educação da filha, troca escola de R$ 3 mil no Brasil por uma de cerca de R$ 400 no Japão e passa a trabalhar em fábricas da Toyota, enquanto filha de 7 anos aprende japonês em um ano e caminha sozinha até a escola

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 22/08/2026 às 12:33

Atualizado em 22/08/2026 às 12:34

Curiosidades

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Erica Yamabe deixou São Paulo com a família, trocou escola de R$ 3 mil por uma de R$ 400 no Japão e viu a filha aprender japonês em um ano.

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Erica Yamabe deixou São Paulo com o marido e a filha por segurança e educação, mudou-se para Kariya, no Japão, e trocou escola de R$ 3 mil por outra de R$ 400. Em um ano, a menina de 7 anos aprendeu japonês e passou a ir a pé à escola.

Erica Yamabe deixou São Paulo com o marido e a filha e se mudou para Kariya, na província de Aichi, no Japão, buscando principalmente mais segurança e uma educação que a família considerava melhor para a menina. A mudança alterou também a rotina profissional dos pais, que passaram a trabalhar em fábricas diferentes da Toyota.

As informações foram publicadas pela BBC Brasil em 14 de maio de 2018, em reportagem de Camilla Veras Mota. Na época, Erica vivia havia cerca de um ano no Japão e relatava que a filha, então com 7 anos, havia aprendido japonês nesse período e caminhava aproximadamente 800 metros até a escola acompanhada por um grupo de crianças do bairro.

Segurança e educação pesaram mais que a expectativa de ganhar dinheiro

Erica Yamabe deixou São Paulo com a família, trocou escola de R$ 3 mil por uma de R$ 400 no Japão e viu a filha aprender japonês em um ano.

Erica explicou que a decisão de deixar o Brasil não foi motivada apenas pela possibilidade de conseguir emprego no Japão. A família colocou segurança e educação da filha entre as principais razões para a mudança.

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“Nós decidimos sair do Brasil pela questão da segurança e, principalmente, para dar uma educação melhor para nossa filha”, afirmou.

Escola no Butantã custava cerca de R$ 3 mil por mês

Antes da mudança, a menina frequentava uma escola em período integral no Butantã, em São Paulo.

A mensalidade custava à família aproximadamente R$ 3 mil por mês. O valor fazia parte das despesas que os pais mantinham para garantir a rotina educacional da filha no Brasil.

No Japão, família passou a pagar cerca de R$ 400

Em Kariya, os gastos informados com a escola caíram para aproximadamente R$ 400.

O valor pago à instituição mantida pela prefeitura incluía refeições e uma jornada escolar das 8h às 18h, além de atividades como artes, música e natação.

Menina chegou praticamente sem falar japonês

A filha de Erica tinha pouco domínio do idioma quando a família se estabeleceu no Japão.

Em aproximadamente um ano, porém, ela aprendeu japonês e passou a acompanhar a rotina escolar local. A adaptação linguística tornou-se um dos elementos destacados pela mãe ao avaliar a experiência da mudança.

Escola fica a cerca de 800 metros da casa da família

A instituição frequentada pela menina estava localizada a aproximadamente 800 metros da residência.

Aos 7 anos, ela fazia o percurso a pé junto com um grupo de crianças da vizinhança, com idades entre 6 e 12 anos. Para Erica, essa autonomia era uma experiência que dificilmente a filha teria nas mesmas condições no Brasil.

Erica e o marido já haviam vivido no Japão entre 2007 e 2009

A mudança não representou o primeiro contato do casal com o país asiático. Erica e o marido já haviam morado no Japão entre 2007 e 2009.

Os dois retornaram ao Brasil naquela ocasião por questões familiares. Anos depois, decidiram fazer novamente o caminho para o Japão, desta vez acompanhados da filha.

Pais passaram a trabalhar em fábricas diferentes da Toyota

Em Kariya, Erica e o marido foram contratados por fábricas diferentes da Toyota.

A cidade de Aichi é apontada como uma das localidades japonesas com grande concentração de brasileiros. O mercado industrial permanece entre as principais portas de entrada profissional para muitos descendentes de japoneses que chegam ao país.

Erica deixou carreira no setor financeiro no Brasil

Antes da mudança, Erica trabalhava no setor financeiro, especificamente com recuperação judicial e falências.

O marido trabalhava como taxista. A ida para as linhas de produção representou, portanto, uma mudança considerável em relação às atividades profissionais que os dois exerciam no Brasil.

Salário no Japão não era necessariamente maior que no Brasil

Erica afirmou que a renda obtida pela família no Japão não chegava necessariamente a superar aquilo que os dois poderiam ganhar no Brasil.

Para o casal, outros elementos da experiência compensavam essa diferença. Segurança, educação e contato da filha com determinados aspectos da cultura japonesa pesavam na avaliação sobre permanecer no país.

Família valoriza contato da filha com cultura japonesa

Erica destacou características sociais que considera positivas na formação da menina.

“Ganhar dinheiro vai ser uma consequência. Pra gente é muito positivo que ela esteja em contato com uma cultura que respeita os mais velhos, os professores, que pensa no outro”, afirmou.

Nova migração de brasileiros ao Japão crescia desde 2016

A experiência da família fazia parte de um movimento mais amplo de retomada da migração de descendentes de japoneses para o país.

Dados de 2016 mostravam que os consulados japoneses no Brasil haviam emitido 11.506 vistos para descendentes, cônjuges e dependentes, quase três vezes os 4.695 registrados em 2014.

Agência enviava até 200 brasileiros por mês ao Japão

Kleber Ariyoshi, sócio-diretor da agência de empregos Itiban, afirmou que a procura vinha crescendo de maneira significativa desde 2016.

Naquele período, a agência enviava entre 150 e 200 brasileiros por mês para o Japão, aproximadamente três vezes a média mensal registrada em 2015.

Maioria das vagas estava concentrada em fábricas

A maior parte das oportunidades oferecidas aos brasileiros estava na indústria, principalmente nos segmentos de autopeças, eletrônicos e alimentos.

O Japão enfrentava ainda um problema estrutural de falta de mão de obra, enquanto empresas japonesas intensificavam ações de recrutamento no Brasil antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020.

Filha adaptada à escola se tornou principal referência da decisão familiar

Um ano depois de chegar a Kariya, Erica Yamabe avaliava a mudança principalmente pelos efeitos observados na rotina da filha. A menina havia aprendido japonês, frequentava uma escola municipal em tempo integral e percorria a pé, com outras crianças, os cerca de 800 metros entre casa e escola.

Erica e o marido continuavam trabalhando em fábricas da Toyota e reconheciam que os salários não eram necessariamente superiores aos que tinham no Brasil, mas consideravam que segurança, educação e a experiência cultural da filha compensavam a mudança.

Na sua opinião, segurança e educação podem pesar mais do que salário na decisão de uma família deixar o Brasil para viver em outro país? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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