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Fazenda de Minas Gerais planta 22 mil árvores em dois anos, protege três nascentes que produzem cerca de 20 mil litros por hora e transforma áreas de baixo retorno agrícola em modelo capaz de gerar receita

Fazenda de Minas Gerais planta 22 mil árvores em dois anos, protege três nascentes que produzem cerca de 20 mil litros por hora e transforma áreas de baixo retorno agrícola em modelo capaz de gerar receita

4 min de leitura

Fazenda de Minas Gerais planta 22 mil árvores em dois anos, protege três nascentes que produzem cerca de 20 mil litros por hora e transforma áreas de baixo retorno agrícola em modelo capaz de gerar receita

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 17/08/2026 às 13:01

Atualizado em 17/08/2026 às 13:42

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A Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, chegou a aproximadamente 22 mil árvores plantadas desde 2024 e transformou áreas de baixo retorno agrícola em espaços de restauração financiada. O projeto protege três nascentes, recebe compensações ambientais e busca provar que conservar água e vegetação também pode gerar receita dentro da propriedade rural.

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A Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, chegou a aproximadamente 22 mil árvores plantadas desde 2024 e transformou áreas de baixo retorno agrícola em espaços de restauração financiada. O projeto protege três nascentes, recebe compensações ambientais e busca provar que conservar água e vegetação também pode gerar receita dentro da propriedade rural.

Em uma propriedade rural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, áreas de encosta, terrenos úmidos e faixas próximas a represas que tinham pouco retorno agrícola passaram a receber outro tipo de investimento. A Fazenda Copaíba acelerou a restauração florestal a partir de 2024 e chegou a aproximadamente 22 mil árvores plantadas em dois anos.

O projeto, conduzido por Fábio Garcia, aposta em transformar preservação em atividade economicamente viável. Em vez de depender apenas de lavoura ou pecuária, a propriedade passou a receber projetos de compensação ambiental, recuperação de áreas degradadas e serviços ambientais financiados por empresas e iniciativas públicas.

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A restauração começou antes das 22 mil árvores

Equipe participa de ação de reflorestamento na Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre (MG), onde o projeto de restauração ambiental alia plantio de árvores, proteção de nascentes e recuperação de áreas de baixo retorno agrícola.

As 22 mil árvores representam a fase mais recente de uma história iniciada muito antes. A Fazenda Copaíba informa que protege suas nascentes desde 2001 e que já vinha recuperando trechos da propriedade com plantios florestais antes da expansão iniciada em 2024.

O avanço ganhou escala quando a fazenda venceu o primeiro chamamento do programa Refloresta P.A., da Prefeitura de Pouso Alegre. O projeto previa 9 mil mudas em seis hectares, com densidade de 1.500 por hectare, dentro de uma estratégia municipal que direciona compensações ambientais para propriedades aptas à restauração.

Em 2025, publicações sobre o projeto já registravam 12 mil mudas plantadas desde 2024. Em 2026, o total divulgado subiu para aproximadamente 22 mil árvores, enquanto a propriedade afirma ter capacidade para ampliar significativamente o plantio nos próximos ciclos.

Três nascentes colocam a água no centro

A recuperação florestal está ligada à proteção de três nascentes existentes na propriedade. Segundo a Fazenda Copaíba, essas fontes são protegidas há mais de duas décadas e produzem aproximadamente 20 mil litros de água por hora, que seguem para o rio Mandu, importante para o sistema hídrico de Pouso Alegre.

O aumento da cobertura vegetal ajuda a proteger o solo, reduzir erosão e favorecer a infiltração. O projeto também relaciona a restauração à recarga hídrica, embora não tenha sido localizado estudo independente que quantifique quanto o plantio recente elevou a vazão das nascentes ou o nível das águas subterrâneas.

A distinção é relevante: a proteção ambiental está documentada, mas eventuais ganhos específicos de vazão ainda aparecem como avaliação do próprio projeto, e não como resultado medido por pesquisa científica pública.

Árvores rastreadas viram serviço ambiental

Muda de massaranduba (Persea willdenovii) monitorada pelo projeto PAS na Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre (MG), onde árvores nativas são georreferenciadas e acompanhadas como parte das ações de restauração ambiental e proteção hídrica.

O modelo desenvolvido por Fábio Garcia não depende exclusivamente de créditos tradicionais de carbono. A estratégia comercial se baseia na restauração rastreável, com mudas identificadas, acompanhamento técnico, registros fotográficos, georreferenciamento e relatórios periódicos sobre o desenvolvimento do plantio.

Parte da demanda vem de empresas que precisam cumprir obrigações de compensação ambiental. Outra parcela pode vir de organizações interessadas em financiar conservação, recuperação de Mata Atlântica e projetos associados a metas ambientais.

Em 2026, publicações ligadas ao projeto mencionavam seis clientes ativos e estimavam potencial de faturamento de até R$ 200 mil por hectare no mercado de varejo ambiental. O valor é uma projeção comercial e não deve ser confundido com lucro já obtido pela fazenda.

O campo ganha uma nova fonte de renda

A lógica da Copaíba chama atenção porque usa áreas de menor produtividade agrícola para criar outro tipo de valor. Encostas, margens de represas, terrenos úmidos e trechos destinados à conservação podem receber investimentos de terceiros, permanecer florestados e gerar receita vinculada ao serviço ambiental prestado.

Em Minas Gerais, onde programas de pagamento por serviços ambientais já remuneram produtores por conservação de água e vegetação, o caso mostra uma possibilidade de evolução do modelo. A renda não vem do corte da floresta, mas de mantê-la em pé, monitorada e vinculada a compromissos ambientais.

O que começou como proteção de nascentes e recuperação de áreas dentro de uma fazenda passou a funcionar como experimento econômico: preservar água, recompor vegetação e transformar hectares pouco úteis para a produção tradicional em ativos ambientais capazes de atrair dinheiro para a propriedade rural.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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