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Fiat 147 completa 50 anos e relembra quando um pequeno carro lançado no Brasil fez história ao se tornar o primeiro automóvel a etanol produzido em série no mundo
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 06/08/2026 às 01:53
Automotivo
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Lançado em 1976, Fiat 147 trouxe motor transversal, pneus radiais e vidro laminado antes de entrar para a história mundial com sua versão a etanol em 1979.
O Fiat 147 completa 50 anos em 2026 carregando uma história diretamente relacionada à transformação da indústria automotiva brasileira.
Apresentado em 1976, em Ouro Preto, Minas Gerais, o compacto marcou a estreia industrial da Fiat no país e conquistou diferentes gerações de famílias brasileiras.
Seu projeto trouxe soluções consideradas avançadas para aquele período, incluindo motor transversal, pneus radiais e para-brisa de vidro laminado.
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Três anos depois, entretanto, o modelo alcançaria seu principal marco histórico.
Em 5 de julho de 1979, o Fiat 147 tornou-se o primeiro automóvel movido a etanol produzido em série no mundo, segundo registros da Fiat e da Stellantis.
Fiat 147 trouxe soluções inéditas para sua época
Desde o lançamento, o compacto chamou atenção pela forma como aproveitava suas dimensões reduzidas.
O motor instalado transversalmente permitia organizar melhor o conjunto mecânico e, consequentemente, otimizar o espaço disponível dentro do automóvel.
Outro destaque estava nos pneus radiais, solução incorporada ao veículo durante um período de transformação tecnológica do mercado brasileiro.
O para-brisa de vidro laminado também fazia parte do conjunto apresentado pelo modelo.
Essas características ajudaram o Fiat 147 a estabelecer novas referências de segurança, conforto, eficiência e aproveitamento interno entre os compactos daquele período.
Primeiro carro a etanol produzido em série no mundo
O capítulo mais conhecido da trajetória do Fiat 147 começou apenas três anos depois de sua estreia.
Em 1979, a fabricante colocou em produção uma versão desenvolvida para funcionar com etanol.
O modelo chegou oficialmente ao mercado em 5 de julho daquele ano.
Segundo informações históricas divulgadas pela Fiat e pela Stellantis, aquele veículo tornou-se o primeiro carro movido exclusivamente a etanol produzido em série no mundo.
Popularmente, o automóvel recebeu o apelido de “Cachacinha”.
A novidade transformou o compacto brasileiro em uma referência internacional relacionada ao desenvolvimento de novas tecnologias de motorização.
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Viviane Alves
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Tecnologia abriu caminho para evolução dos motores flex
A introdução do Fiat 147 a etanol também representou o início de uma trajetória tecnológica que continuaria avançando nas décadas seguintes.
O desenvolvimento acumulado nessa área posteriormente contribuiria para a consolidação dos motores flex.
Atualmente, essa tecnologia ocupa posição predominante entre os veículos leves da frota brasileira.
O Fiat 147, portanto, passou a representar muito mais do que o primeiro automóvel produzido pela fabricante italiana no país.
Seu legado também ficou diretamente associado ao desenvolvimento de uma tecnologia que se tornaria característica importante do mercado automotivo brasileiro.
Fiat 147 originou diferentes versões e derivados
O sucesso do projeto também permitiu que o modelo desse origem a uma família completa de versões e veículos derivados.
Diferentes configurações chegaram ao mercado ao longo de sua trajetória e permaneceram na memória de várias gerações.
Segundo a Fiat, o 147 representou o espírito inovador da fabricante desde seus primeiros anos de atuação industrial no Brasil.
Seu legado permanece relacionado aos pilares de inovação, eficiência, acessibilidade e transformação da mobilidade destacados pela própria empresa.
50 anos reforçam importância do modelo para a indústria brasileira
Cinco décadas depois de seu lançamento, o aniversário do Fiat 147 recupera um período importante da história automotiva nacional.
Sua trajetória começou em 1976, quando o compacto foi apresentado em Minas Gerais e marcou o início da produção brasileira da Fiat.
Seu maior marco tecnológico aconteceu em 1979, com a chegada da versão movida a etanol.
Essa sequência transformou um pequeno automóvel brasileiro em protagonista de um momento relevante para a indústria mundial.
Brasil virou palco de uma inovação automotiva histórica
O aniversário também reforça o papel desempenhado pelo Brasil como espaço de desenvolvimento de soluções automotivas.
A produção em série de um veículo movido a etanol colocou o país no centro de uma inovação que ganharia importância nas décadas seguintes.
O Fiat 147 permaneceu, dessa maneira, associado tanto à história da fabricante italiana quanto à evolução tecnológica da indústria brasileira.
Seu tamanho compacto contrastava com a dimensão do legado que seria construído posteriormente.
O que ficou do Fiat 147 após cinco décadas?
Aos 50 anos, o Fiat 147 continua lembrado por unir diferentes acontecimentos importantes em um único projeto.
O compacto estreou em 1976, trouxe soluções técnicas inovadoras para seu segmento e alcançou um feito mundial apenas três anos depois.
Sua versão a etanol, lançada em 1979, garantiu ao veículo uma posição particular na história da indústria automotiva.
Décadas mais tarde, a expansão dos motores flex ajudaria a mostrar a continuidade dessa trajetória tecnológica iniciada naquele período.
O Fiat 147 permanece, assim, como um símbolo da relação entre indústria brasileira, inovação automotiva e desenvolvimento do etanol como combustível para veículos.
Você acredita que o Fiat 147 a etanol foi uma das contribuições mais importantes do Brasil para a história da indústria automotiva mundial? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

