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Filha de professora e técnico em eletrônica, jovem abandonou Odontologia e, aos 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial do Brasil: Heloisy concluiu o pioneiro bacharelado da UFG, era a única mulher entre 15 formandos e passou a incentivar outras meninas a seguirem carreira na tecnologia

Filha de professora e técnico em eletrônica, jovem abandonou Odontologia e, aos 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial do Brasil: Heloisy concluiu o pioneiro bacharelado da UFG, era a única mulher entre 15 formandos e passou a incentivar outras meninas a seguirem carreira na tecnologia

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Filha de professora e técnico em eletrônica, jovem abandonou Odontologia e, aos 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial do Brasil: Heloisy concluiu o pioneiro bacharelado da UFG, era a única mulher entre 15 formandos e passou a incentivar outras meninas a seguirem carreira na tecnologia

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 07/08/2026 às 15:48

Atualizado em 07/08/2026 às 15:49

Curiosidades

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Heloisy, de 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial no Brasil após concluir graduação na UFG. Fonte: Arquivo pessoal.

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Heloisy, de 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial no Brasil após concluir graduação na UFG.

Aos 24 anos, Heloisy Pereira Rodrigues tornou-se a primeira mulher do Brasil a concluir uma graduação em Inteligência Artificial. Natural de Ceres, em Goiás, ela terminou o bacharelado da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, no fim de 2023, como a única mulher de uma turma formada por 15 estudantes. A conquista colocou a jovem em uma posição pioneira e reforçou, para ela, a necessidade de ampliar a presença feminina nas áreas tecnológicas.

O curso começou em 2020 no Instituto de Informática do Campus Samambaia. Segundo matéria publicada pelo g1 em 25/03/2024, a graduação em Inteligência Artificial, criada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2019 como o primeiro bacharelado do Brasil na área, tornou Heloisy a primeira mulher formada em Inteligência Artificial do Brasil.

Heloisy quer que outras mulheres enxerguem espaço na tecnologia

A representatividade ganhou peso especial depois da formatura. Em entrevista ao g1, Heloisy afirmou sentir gratidão e alegria por concluir a graduação e, ao mesmo tempo, poder servir de referência para outras mulheres interessadas no setor.

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Para ela, a tecnologia não deve ser vista como um território predominantemente masculino. A jovem avalia que muitas meninas crescem com menos contato com computadores, jogos e outras experiências que podem despertar curiosidade por programação e áreas relacionadas.

Essa diferença aparece também na ausência de referências femininas próximas. Na avaliação de Heloisy, torna-se mais difícil escolher profissionalmente um campo que sequer foi apresentado durante a infância. A pioneira defende, por isso, que mais mulheres ocupem esses espaços e mostrem às gerações seguintes que carreiras tecnológicas também estão ao alcance delas.

Heloisy, de 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial no Brasil após concluir graduação na UFG.Fonte: Arquivo pessoal.

Escolha pela Inteligência Artificial surgiu após outra graduação

O caminho de Heloisy até a tecnologia não começou de forma direta. Antes de entrar na UFG, ela cursou Odontologia durante seis meses. A experiência, porém, mostrou que aquela não era a carreira que desejava seguir.

A mudança começou a ganhar forma durante a colação de grau de sua irmã, quando soube que uma graduação em Inteligência Artificial estava sendo criada. Heloisy pesquisou as possibilidades profissionais da área e percebeu uma aproximação com algo que já fazia parte de suas habilidades: as ciências exatas.

A descoberta levou à decisão de abandonar o curso anterior e ingressar em uma formação completamente nova. Quatro anos depois, a mudança resultaria em um marco para a participação feminina no ensino de IA no país.

A graduação, também chamada informalmente de BIA pelos bacharéis, não se concentra apenas no aprendizado técnico. De acordo com Heloisy, a formação trabalha resolução de problemas e mentalidade empreendedora ao mesmo tempo em que aproxima os estudantes de situações encontradas no mercado.

Projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados em parceria com empresas privadas são parte dessa experiência. Esse contato permite conhecer ambientes profissionais antes da conclusão do curso e pode ainda resultar em bolsas remuneradas ligadas às atividades desenvolvidas dentro da universidade.

Para Heloisy, essa aproximação contribui para que o aluno compreenda mais cedo onde os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados.

Heloisy, de 24 anos, tornou-se a primeira mulher formada em Inteligência Artificial no Brasil após concluir graduação na UFG.Fonte: Arquivo pessoal.

Processamento de linguagem natural é uma das áreas preferidas

Entre as diferentes possibilidades da Inteligência Artificial, Heloisy tem maior interesse pelo processamento de linguagem natural. Ela descreveu a área como o trabalho destinado a fazer máquinas compreenderem a linguagem utilizada pelas pessoas.

A matemática aparece entre os desafios encontrados durante a formação, mas a jovem ressalta que a dificuldade pode ser enfrentada com estudo. Na visão dela, uma exigência ainda mais permanente é acompanhar as transformações de uma área que muda rapidamente.

Pesquisar, atualizar conhecimentos e continuar aprendendo tornam-se, portanto, parte da própria profissão.

Outra característica que atraiu Heloisy foi a possibilidade de aplicar os conhecimentos em setores muito diferentes. Ela cita áreas como saúde, agronegócio, varejo e atendimento por call center entre os ambientes nos quais ferramentas de Inteligência Artificial podem ser empregadas.

Essa variedade está ligada à capacidade de desenvolver soluções para problemas específicos, e não apenas criar tecnologias isoladas. Para Heloisy, formar profissionais especializados em IA pode contribuir justamente para enfrentar desafios da sociedade em diferentes setores.

Heloisy vê transformação também no mercado de trabalho

A expansão da Inteligência Artificial traz ainda questionamentos sobre empregos que poderão desaparecer ou sofrer mudanças. Heloisy avaliou que algumas ocupações poderão deixar de existir, enquanto novas funções mais especializadas deverão surgir.

A adaptação, segundo ela, será necessária para acompanhar essas possibilidades. A jovem também enxerga um papel diferente para a própria tecnologia: retirar das pessoas atividades repetitivas e permitir maior dedicação a tarefas que dependem de interpretação, pensamento e características humanas mais subjetivas.

A trajetória de Heloisy, iniciada com a desistência de uma graduação que não correspondia aos seus interesses, terminou em um curso ainda pouco comum e em uma turma na qual ela era a única mulher.

Ao se tornar a primeira brasileira formada em Inteligência Artificial, a goiana passou a representar também uma possibilidade concreta para meninas que ainda não enxergam a tecnologia como uma carreira acessível.

Com informações do g1

Fonte

G1


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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