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Filha que inicialmente queria seguir outra profissão, se apaixonou pela Enfermagem ao acompanhar a trajetória acadêmica da mãe, tornou-se sua colega de faculdade e acabou dividindo com ela a mesma cerimônia de formatura após anos de estudos

Filha que inicialmente queria seguir outra profissão, se apaixonou pela Enfermagem ao acompanhar a trajetória acadêmica da mãe, tornou-se sua colega de faculdade e acabou dividindo com ela a mesma cerimônia de formatura após anos de estudos

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5 min de leitura

Filha que inicialmente queria seguir outra profissão, se apaixonou pela Enfermagem ao acompanhar a trajetória acadêmica da mãe, tornou-se sua colega de faculdade e acabou dividindo com ela a mesma cerimônia de formatura após anos de estudos

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 10/08/2026 às 19:51

Atualizado em 10/08/2026 às 19:54

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Mãe e filha estudaram juntas, foram bolsistas do Prouni e celebraram na mesma noite a graduação em Enfermagem pela Unesc. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

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Mãe e filha estudaram juntas, foram bolsistas do Prouni e celebraram na mesma noite a graduação em Enfermagem pela Unesc.

Mãe e filha que não planejavam concluir a faculdade juntas acabaram dividindo a mesma cerimônia de formatura em 21 de março de 2025. Cheila Oliveira da Silva e Geórgia da Silva Jardim receberam o diploma de Enfermagem pela Unesc, em Santa Catarina, depois de transformarem uma mudança de cidade e uma troca de carreira em uma trajetória acadêmica compartilhada.

Moradoras de Araranguá, as duas chegaram ao AM Master Hall como integrantes da mesma turma, mas carregavam histórias profissionais distintas. Cheila já trabalhava havia 15 anos como técnica de Enfermagem, enquanto Geórgia inicialmente havia escolhido outro caminho antes de se interessar pela profissão que já fazia parte da vida da mãe.

Mãe e filha não começaram a graduação com o mesmo plano

Cheila iniciou sua formação quando a família ainda vivia no Rio Grande do Sul. Seu objetivo era terminar o curso por lá, mas a mudança para Araranguá exigiu uma alteração de rota e a transferência da matrícula para a Unesc.

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Geórgia, por sua vez, não havia escolhido Enfermagem inicialmente. Ao acompanhar a experiência acadêmica da mãe e se aproximar da área, passou a enxergar naquela profissão uma possibilidade para o próprio futuro.

Foi assim que caminhos que começaram separados acabaram chegando à mesma faculdade. A possibilidade de uma formatura conjunta não fazia parte do projeto inicial, mas ganhou força conforme mãe e filha avançaram na graduação.

Bolsas do Prouni ajudaram a sustentar a formação

As duas estudaram como bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni), transformando também a rotina familiar em uma parceria acadêmica.

Em relato divulgado pela Unesc, Geórgia contou que as duas passaram a estudar, preparar trabalhos e compartilhar experiências da faculdade, embora nem todas as disciplinas fossem cursadas ao mesmo tempo por causa das diferenças no início da formação.

A relação ganhou, portanto, uma nova dimensão. Fora da universidade elas continuavam sendo mãe e filha; dentro dela, também se tornaram colegas que precisavam lidar com avaliações, conteúdos e responsabilidades semelhantes.

Mãe e filha estudaram juntas, foram bolsistas do Prouni e celebraram na mesma noite a graduação em Enfermagem pela Unesc. Fonte: Mayara Cardoso/ Agecom Unesc.

Cheila chegou ao diploma após 15 anos como técnica

Para Cheila, a graduação representou também uma progressão dentro de uma profissão que ela já conhecia na prática.

Ela atuava havia cerca de 15 anos como técnica de Enfermagem quando finalmente chegou à conclusão do curso superior. Em declaração publicada pela Unesc, resumiu o momento dizendo que, depois da caminhada, restava celebrar a conquista ao lado da filha.

A experiência acumulada no trabalho colocava Cheila em uma situação diferente da de muitos colegas. O diploma não significava entrar pela primeira vez na área da saúde, mas avançar profissionalmente em um setor no qual já havia construído grande parte de sua vida.

Geórgia encontrou a própria profissão acompanhando a mãe

A mudança mais profunda aconteceu com Geórgia. Ela havia iniciado sua trajetória pensando em outra área, mas o contato com a formação da mãe modificou seus planos.

O interesse cresceu até que Enfermagem deixou de ser apenas a profissão escolhida por Cheila e passou a fazer sentido também para a filha. A decisão levou as duas para um cenário improvável: compartilhar parte da graduação e, posteriormente, a mesma cerimônia.

Geórgia descreveu a parceria acadêmica com a mãe como algo especial. Mesmo quando estavam matriculadas em disciplinas diferentes, encontravam maneiras de estudar e participar juntas de tarefas da graduação.

Cerimônia transformou conquista familiar em momento coletivo

Na noite da colação de grau, um detalhe simbólico acompanhou as formandas: um terço personalizado com o nome do curso. O objeto passou a representar uma profissão que, a partir daquele momento, as duas poderiam exercer como graduadas em Enfermagem.

A celebração ocorreu diante de familiares, amigos e outros estudantes. A história de mãe e filha ganhou destaque justamente pela raridade de duas gerações da mesma família dividirem não apenas a escolha profissional, mas também a mesma turma de formandos.

Outra coincidência familiar chamou atenção naquela cerimônia. As irmãs gêmeas Tainá e Tuane Benincá também concluíram juntas a graduação, acrescentando outro caso de formação compartilhada à noite.

Mãe e filha estudaram juntas, foram bolsistas do Prouni e celebraram na mesma noite a graduação em Enfermagem pela Unesc. Fonte: Mayara Cardoso/ Agecom Unesc.

Formatura destacou responsabilidade de quem escolhe a Enfermagem

A sessão solene foi presidida por José Otávio Feltrin, pró-reitor de Administração e Finanças da Unesc e também enfermeiro de formação.

Durante seu discurso, Feltrin destacou que avanços tecnológicos podem assumir tarefas técnicas no futuro, mas não substituem características humanas fundamentais do cuidado, como acolhimento, percepção e atenção às pessoas.

Ele também pediu aos novos profissionais que tratassem a Enfermagem com responsabilidade e lembrassem que qualquer paciente poderia ocupar, em outro momento, o lugar de um familiar ou do próprio profissional.

Mãe e filha encerraram juntas uma etapa que começou separada

A formatura de Cheila e Geórgia ganhou significado justamente porque nenhuma das duas entrou na universidade planejando aquele desfecho.

Cheila carregava anos de experiência como técnica e precisou transferir a graduação depois da mudança de estado. Geórgia seguiu inicialmente outra direção, mas acabou encontrando na trajetória da mãe uma profissão que também quis transformar em sua.

Em 21 de março de 2025, essas escolhas convergiram no mesmo palco. Mãe e filha receberam juntas o diploma de Enfermagem e encerraram uma etapa construída com bolsas do Prouni, estudos compartilhados e uma mudança de planos que transformou uma relação familiar também em parceria acadêmica.

Fonte

UNESC


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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