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Filha transforma parte do próprio quintal em solução para os pais de 74 e 75 anos e constrói casa de apenas 67 m² a cerca de 20 passos dos três netos depois que o casal desistiu dos imóveis disponíveis na região

Filha transforma parte do próprio quintal em solução para os pais de 74 e 75 anos e constrói casa de apenas 67 m² a cerca de 20 passos dos três netos depois que o casal desistiu dos imóveis disponíveis na região

4 min de leitura

Filha transforma parte do próprio quintal em solução para os pais de 74 e 75 anos e constrói casa de apenas 67 m² a cerca de 20 passos dos três netos depois que o casal desistiu dos imóveis disponíveis na região

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 10/08/2026 às 09:54

Atualizado em 10/08/2026 às 09:56

Construção

Diante dos altos preços dos imóveis, uma família encontrou uma alternativa dentro do próprio terreno. O projeto de cerca de 67 m² reuniu cozinha, sala, quarto, banheiro e lavanderia sem tirar dos avós a independência que queriam preservar.

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Diante dos altos preços dos imóveis, uma família encontrou uma alternativa dentro do próprio terreno. O projeto de cerca de 67 m² reuniu cozinha, sala, quarto, banheiro e lavanderia sem tirar dos avós a independência que queriam preservar.

Depois de mais de 40 anos vivendo na mesma casa em Nova Jersey, Patti e Gary Christie queriam se aproximar da família. A ideia era vender o imóvel, mudar de cidade e passar a acompanhar de perto a rotina dos filhos e dos netos.

O plano esbarrou no mercado imobiliário de Fairfield, em Connecticut. As casas que o casal encontrava dentro do orçamento não agradavam, em uma região onde o preço mediano de uma residência unifamiliar chegou a US$ 902,5 mil.

Foi quando a filha percebeu que a resposta talvez estivesse dentro do próprio terreno.

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Um anúncio no Facebook mudou o plano da família

Caitlin Swann, de 42 anos, vive com o marido e os três filhos em uma propriedade de aproximadamente 2 mil m².

Em novembro de 2024, enquanto conversava com os pais sobre alternativas de moradia, ela recebeu no Facebook um anúncio de uma pequena casa independente pensada para ser instalada no terreno de outra residência.

Caitlin enviou a imagem à mãe quase como uma brincadeira. Patti, porém, enxergou ali uma possibilidade real.

A família não comprou a estrutura anunciada. Caitlin pesquisou as regras urbanísticas de Fairfield e descobriu que poderia construir no terreno uma unidade habitacional acessória, conhecida nos Estados Unidos pela sigla ADU.

A ideia então saiu da tela do celular e virou projeto.

Casa de 67 m² ficou pronta em seis meses

A casa de cerca de 67 m² foi construída no mesmo terreno onde vive a filha do casal, permitindo que os pais mantenham independência enquanto permanecem a poucos passos dos netos. Na varanda, o novo espaço também funciona como extensão da rotina diária da família. Fonte: The Picket Fence Projects / Business Insider.

Patti e Gary financiaram integralmente a construção. Caitlin, que trabalha como designer de interiores, ficou à frente da concepção estética, em parceria com a arquiteta Eileen Duffy. A execução foi feita pela Paul Delco Builders.

As obras começaram em maio de 2025.

Em novembro do mesmo ano, o casal já podia se mudar para a residência de aproximadamente 67 m², formada por um quarto, banheiro, cozinha, sala, lavanderia e varanda coberta.

Segundo o Business Insider, veículo norte-americano que publicou a história, Caitlin queria evitar a aparência de uma construção simplesmente acrescentada ao fundo do lote.

Por isso, utilizou elementos semelhantes aos da casa principal, como revestimento externo, cobertura e calhas de cobre.

Cada metro quadrado precisava ter uma função

O tamanho compacto exigiu soluções para aproveitar o espaço.

Logo na entrada, armários planejados concentram áreas para roupas, sapatos, roupa de cama e a máquina lava e seca. Cozinha e sala foram integradas, enquanto o teto mais alto ajuda a aumentar a sensação de amplitude.

Como não havia espaço para uma sala de jantar convencional, uma grande ilha passou a servir tanto para refeições quanto para armazenamento.

A cozinha recebeu móveis sob medida, refrigerador com cerca de 91 centímetros de largura e fogão de aproximadamente 76 centímetros. Caitlin contou que os pais passaram a ter mais espaço para guardar utensílios na nova cozinha do que na residência anterior.

A sala ganhou ainda uma lareira construída com pedra de Connecticut.

Terreno pequeno trouxe obstáculos para a obra

Construir menos metros quadrados não significou ter uma obra simples.

A posição da casa precisou ser calculada para evitar que as janelas das duas residências ficassem diretamente voltadas umas para as outras.

Além disso, o terreno está no limite de uma área sujeita a inundações, o que exigiu cuidados com a altura mínima do piso.

Mesmo depois da mudança, a família ainda trabalhava com topógrafos e engenheiros para tentar viabilizar uma segunda entrada para veículos.

O custo final da construção não foi divulgado.

Duas horas de distância viraram cerca de 20 passos

A maior transformação apareceu depois que as chaves foram entregues.

Durante aproximadamente 15 anos, Caitlin viveu a cerca de duas horas dos pais. Agora, quando Patti e Gary estão em Connecticut, basta atravessar parte do quintal para chegar à casa da filha.

As duas residências ficam separadas por aproximadamente 20 passos.

Os avós passaram a encontrar os três netos praticamente todos os dias, ajudam na rotina familiar, fazem refeições com a filha e continuam mantendo a própria casa, com quarto, cozinha, banheiro, sala, lavanderia e entrada independentes.

Gary segue fazendo caminhadas até a praia, Patti participa de grupos de pickleball, e os dois continuam viajando e passando os invernos na Flórida.

A casa de 67 m² não surgiu para colocar duas gerações sob o mesmo teto. Ela transformou uma parte do quintal em uma solução intermediária: proximidade suficiente para participar da vida dos netos, mas com espaço próprio para que os pais continuem vivendo de forma independente.

Fonte

Business Insider


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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