Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Filho de agricultores e ex-caminhoneiro abre pequena revenda de cal e cimento em Blumenau em 1969, negócio passa por três gerações da família, entra nos mercados de concreto, argamassa e fundações e chega a quase seis décadas de história com mais de 400 colaboradores

Filho de agricultores e ex-caminhoneiro abre pequena revenda de cal e cimento em Blumenau em 1969, negócio passa por três gerações da família, entra nos mercados de concreto, argamassa e fundações e chega a quase seis décadas de história com mais de 400 colaboradores

SC

7 min de leitura

Filho de agricultores e ex-caminhoneiro abre pequena revenda de cal e cimento em Blumenau em 1969, negócio passa por três gerações da família, entra nos mercados de concreto, argamassa e fundações e chega a quase seis décadas de história com mais de 400 colaboradores

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 21/08/2026 às 05:49

Curiosidades

Canal

Max Mohr nasceu como pequena revenda de cal e cimento em Blumenau em 1969, atravessou três gerações e hoje reúne mais de 400 colaboradores.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Fundada em Blumenau por Max Mohr, filho de agricultores e ex-caminhoneiro, a pequena revenda de cal e cimento aberta em 1969 atravessou três gerações da família. Ao longo de quase seis décadas, a empresa expandiu atuação para concreto, argamassa e fundações e hoje reúne mais de 400 colaboradores em estrutura.

A Max Mohr nasceu em 1969 como uma pequena revenda de materiais de construção na Rua 2 de Setembro, em Blumenau, Santa Catarina. Criada por Max Mohr, filho de agricultores que havia trabalhado como caminhoneiro, a empresa começou comercializando principalmente cal e cimento e depois avançou para diferentes segmentos da construção civil.

As informações foram publicadas pelo NSC Total em 18 de agosto de 2026, em reportagem de Victor Guerreiro. A trajetória empresarial passou por três gerações da mesma família, ganhou unidades em diferentes cidades, incorporou concreto, argamassa e fundações e chegou a mais de 400 colaboradores.

Max Mohr deixou trabalho como caminhoneiro e abriu revenda em 1969

1969: Filho de agricultores e caminhoneiro, Max Mohr, funda a Max Mohr ME para revenda de materiais de construção na Rua 2 de Setembro, em Blumenau. (Foto: Divulgação)

Max Mohr vinha de uma família de agricultores e trabalhou como caminhoneiro antes de iniciar o próprio negócio. Em 1969, fundou a Max Mohr ME para atuar na revenda de materiais de construção.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

A primeira operação funcionava na Rua 2 de Setembro, em Blumenau. Cal e cimento estavam entre os principais produtos comercializados naquele início.

Filho assumiu a direção apenas cinco anos depois da fundação

1974: Max Hermann Mohr, filho do fundador, e a esposa Sueli assumem a direção da empresa, surgia a Max Mohr Filho & Cia Ltda. (Foto: Divulgação)

A primeira sucessão familiar aconteceu em 1974, cinco anos depois da abertura da empresa. Max Hermann Mohr, filho do fundador, assumiu a direção ao lado da esposa, Sueli Mohr.

A nova fase deu origem à Max Mohr Filho & Cia Ltda. A administração ampliou a procura por fornecedores e passou a trazer cimento de diferentes regiões do Brasil.

Empresa ganhou destaque no comércio de cimento ensacado nos anos 1980

1987 e 1992: A Max Mohr é transferida para a Rua Pedro Zimmermann e inicia no ramo de Concreto Dosado em Central, abrindo a primeira filial em Blumenau. (Foto: Divulgação)

A expansão comercial avançou durante a década de 1980. Segundo a própria empresa, naquele período a Max Mohr tornou-se a maior atacadista de cimento ensacado de Santa Catarina.

A companhia também passou por uma mudança física importante. Entre os marcos registrados está a transferência da operação para a Rua Pedro Zimmermann, em Blumenau.

Entrada no concreto em 1992 mudou o perfil do negócio

Uma das principais transformações aconteceu em 1992, quando a empresa começou a atuar com Concreto Dosado em Central e abriu sua primeira filial em Blumenau.

A mudança levou a Max Mohr além da simples comercialização de materiais. A companhia passou a participar diretamente de outra etapa da cadeia da construção civil.

Marca de 10 milhões de sacos de cimento vendidos veio em 1998

1997 e 1998: Implantação da filial concreteira em Jaraguá do Sul e Max Mohr alcança a marca de 10 milhões de sacos de cimento vendidos. (Foto: Divulgação)

A expansão alcançou Jaraguá do Sul em 1997, com a implantação de uma filial concreteira no município.

Em 1998, a empresa atingiu a marca de 10 milhões de sacos de cimento vendidos, consolidando uma trajetória iniciada quase três décadas antes com a pequena revenda de Blumenau.

Itajaí e Piçarras receberam novas unidades na sequência

1999: A filial de Itajaí começa a operar. (Foto: Divulgação)

A filial de Itajaí começou a operar em 1999. Três anos depois, em 2002, foi iniciada a atividade da unidade concreteira de Piçarras.

A multiplicação das operações acompanhou a entrada cada vez maior da empresa no fornecimento de concreto. Em 2003, essa atividade passou a utilizar a denominação Concremohr.

Terceira geração entrou na diretoria em 2006

A terceira geração da família chegou oficialmente à direção em 2006. Cristian Mohr, neto do fundador, passou a integrar a diretoria depois de acumular seis anos de experiência em diferentes áreas da empresa.

Cristian afirmou considerar fundamental ter passado por diversos setores antes de assumir responsabilidades de gestão. Para ele, essa experiência ajuda a estruturar a sucessão e a conciliar a preservação do legado familiar com inovação e preparação para o futuro.

Argamassa estabilizada entrou no portfólio em 2007

A diversificação avançou novamente em 2007, quando a Max Mohr entrou no segmento de argamassa estabilizada e lançou o Sistema Mormix.

O produto completou dez anos no mercado em 2017, quando conquistou um selo de Garantia de Qualidade. A nova área ampliou a presença da companhia para além do concreto e da venda tradicional de materiais.

Concremohr Express começou a operar em 2008

Em 2008, a empresa iniciou a operação do negócio Concremohr Express.

No ano seguinte, uma nova filial foi aberta em Indaial. A expansão territorial continuava acompanhada pela criação de serviços e estruturas relacionadas à cadeia do concreto.

Administração foi concentrada em novo prédio em 2010

2010: Mudança administrativa para um novo prédio, concentrando as principais áreas corporativas da empresa. (Foto: Divulgação)

A estrutura corporativa também mudou à medida que a empresa cresceu. Em 2010, as principais áreas administrativas foram transferidas para um novo prédio.

A medida concentrou funções corporativas que antes acompanhavam uma operação de menor escala. Dois anos depois, em 2012, a empresa inaugurou uma filial em Joinville.

Usinas começaram a ser automatizadas em 2013

A modernização dos processos ganhou força em 2013, com o início da automação das usinas.

A empresa também implantou software especializado em gestão de processos. Em 2015, a expansão chegou a São José, onde começou a funcionar uma nova filial concreteira.

Certificação ISO 9001:2015 foi conquistada em 2016

Em 2016, o Max Mohr Grupo tornou-se, segundo o histórico apresentado, a primeira empresa brasileira do ramo da construção civil a conquistar o Certificado ISO 9001:2015.

O marco ocorreu em uma fase na qual a companhia já operava diferentes unidades e havia deixado de depender exclusivamente do comércio de cimento que marcou sua origem.

Operação chegou ao Paraná em 2019

A expansão ultrapassou Santa Catarina em 2019, com o início das atividades de uma filial em Pinhais, no Paraná.

No mesmo ano, foi formado o conselho consultivo de administração. A medida acompanhou o processo de profissionalização e reorganização da governança do negócio familiar.

Cristian Mohr assumiu a presidência na terceira geração

A transição para a terceira geração avançou até a presidência da companhia. O histórico da empresa registra que Cristian Mohr assumiu a presidência em 2021.

O comando que começara com Max Mohr na pequena revenda de Blumenau passou, assim, oficialmente ao neto do fundador. O Sr. Max passou a se dedicar à presidência do conselho consultivo e de sócios.

Porto Belo recebeu unidade de concreto e argamassa em 2022

A expansão continuou em 2022, quando começaram as atividades de uma filial de concreto e argamassa em Porto Belo.

A empresa passou a atuar em diferentes cidades catarinenses e também no Paraná, oferecendo concreto, argamassa e serviços ligados à aplicação e às fundações.

Fundador deixou conselho consultivo em 2023 após profissionalização

Em 2023, com a empresa profissionalizada, o Sr. Max deixou o conselho consultivo.

A saída marcou outra etapa da sucessão construída ao longo das décadas. O negócio que nasceu sob o comando direto do fundador permaneceu ligado à família, mas já funcionava com uma estrutura de gestão mais ampla.

Empresa hoje reúne mais de 400 colaboradores e atua em diferentes segmentos

Quase seis décadas depois da abertura da primeira revenda, a Max Mohr reúne mais de 400 colaboradores e atua em diferentes frentes da construção civil.

A companhia fornece concreto e argamassa e trabalha também com serviços relacionados à aplicação e fundações. Entre os empreendimentos dos quais participou está o Senna Tower, em Balneário Camboriú.

Negócio iniciado em 1969 chegou à terceira geração da família

A Max Mohr percorreu uma trajetória que começou com cal e cimento vendidos em Blumenau e avançou para concreto, argamassa, aplicação e fundações, com unidades em diferentes municípios de Santa Catarina e também no Paraná.

A terceira geração permanece à frente da empresa com Cristian Mohr na presidência, enquanto a estrutura atual supera 400 colaboradores. O negócio familiar iniciado por um filho de agricultores e ex-caminhoneiro em 1969 segue em operação quase seis décadas depois.

Na sua opinião, qual é o maior desafio para uma empresa familiar atravessar três gerações sem perder capacidade de crescer e se profissionalizar? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

Sair da versão mobile