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Filho de diarista e motorista, jovem estudou sozinho sem cursinho, usou videoaulas gratuitas, deixou redes sociais e celular de lado e, aos 17 anos, conquistou vaga em Medicina na UFC após ouvir que o curso não era para alguém de sua realidade

Filho de diarista e motorista, jovem estudou sozinho sem cursinho, usou videoaulas gratuitas, deixou redes sociais e celular de lado e, aos 17 anos, conquistou vaga em Medicina na UFC após ouvir que o curso não era para alguém de sua realidade

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5 min de leitura

Filho de diarista e motorista, jovem estudou sozinho sem cursinho, usou videoaulas gratuitas, deixou redes sociais e celular de lado e, aos 17 anos, conquistou vaga em Medicina na UFC após ouvir que o curso não era para alguém de sua realidade

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 29/08/2026 às 06:09

Atualizado em 29/08/2026 às 06:10

Curiosidades

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Medicina na UFC foi a conquista de Mateus, de 17 anos, que estudou em escola pública e se preparou para o Enem sem cursinho. (Imagem da esquerda: arquivo pessoal; direita: Fabiane de Paula)

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Medicina na UFC foi a conquista de Mateus, de 17 anos, que estudou em escola pública e se preparou para o Enem sem cursinho.

Mateus Rodrigues de Freitas, de 17 anos, aguardava o início de uma etapa que durante a preparação para o Enem havia sido colocada em dúvida por outras pessoas. Filho de uma diarista e de um motorista, o jovem conquistou uma vaga em medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC) depois de estudar em escola pública, preparar-se sem cursinho particular e organizar sozinho boa parte de sua rotina. As aulas estavam previstas para começar no segundo semestre de 2026

A aprovação também contrariou comentários que Mateus dizia ter ouvido durante o caminho, entre eles a afirmação de que medicina não seria uma possibilidade para alguém de sua realidade. Quando sua história foi publicada pelo Só Notícia Boa, em abril de 2026, ele tratava o resultado como uma oportunidade de mostrar a outros estudantes de baixa renda que o ensino superior poderia fazer parte de seus projetos.

Notícia da UFC chegou enquanto Mateus estava dentro de um ônibus

A confirmação não aconteceu em uma cerimônia na escola nem diante de familiares reunidos. Mateus estava voltando para casa de ônibus quando soube que havia conquistado a vaga na universidade federal.

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O resultado encerrou um período de preparação que havia ganhado intensidade no fim de 2024, quando ele terminava o segundo ano do ensino médio. A partir daquele momento, o estudante decidiu organizar o ano seguinte em torno do Enem e do objetivo de disputar um dos cursos mais concorridos do país.

Em abril de 2026, contudo, a mudança ainda estava começando. Ele não havia iniciado a graduação e falava sobre a aprovação como a entrada em uma rotina completamente diferente daquela que conhecia até então.

Sem cursinho, YouTube virou uma das principais ferramentas de estudo

A condição financeira da família impedia que Mateus recorresse a um preparatório pago. A alternativa foi montar sua própria estratégia utilizando videoaulas disponíveis gratuitamente na internet e os conteúdos trabalhados pela escola.

Durante os dias úteis, as manhãs permaneciam destinadas às aulas regulares. O período da tarde ganhava aproximadamente quatro horas de estudo individual, enquanto parte do restante do dia era preservada para lazer e recuperação.

Os fins de semana tinham outra dinâmica e recebiam uma carga maior de preparação. O estudante atribuía menos importância a jornadas ocasionais extremamente longas do que à capacidade de manter o trabalho acadêmico continuamente ao longo dos meses.

Medicina na UFC foi a conquista de Mateus, de 17 anos, que estudou em escola pública e se preparou para o Enem sem cursinho.

Celular deixou de permanecer ao alcance durante os estudos

Preparar-se para medicina também significou reorganizar hábitos que competiam pela atenção. Mateus abandonou as redes sociais durante o período mais intenso e chegou a deixar o celular em outro cômodo para evitar interrupções.

A rotina foi construída com decisões bastante concretas:

Segundo Mateus, a constância foi o elemento mais importante desse processo. Em vez de depender de uma estrutura de cursinho, ele precisava administrar sozinho horários, distrações e conteúdos.

Projeto de medicina também provocou mudanças na vida pessoal

O grau de concentração buscado pelo estudante ultrapassou a organização dos estudos. Durante a preparação, Mateus encerrou um namoro e reduziu drasticamente sua presença nas redes para direcionar mais tempo ao objetivo acadêmico.

A escolha não surgiu em um contexto de abundância de recursos. Ele continuava estudando na rede pública e utilizava materiais gratuitos disponíveis online, enquanto os pais mantinham profissões distantes do ambiente universitário que o filho pretendia alcançar.

Professores enxergavam nele um desempenho diferenciado, mas o próprio jovem apresentava a aprovação como resultado de uma rotina construída progressivamente, e não como consequência de uma única prova ou de um período curto de dedicação.

Aprovação ganhou significado além da futura profissão

Ao falar sobre o resultado, Mateus relacionou sua entrada em medicina à possibilidade de servir como referência para jovens vindos de famílias com menos recursos. Para ele, exemplos concretos poderiam ajudar outras pessoas a considerar caminhos acadêmicos que inicialmente parecessem inacessíveis.

Essa dimensão aparecia justamente porque ele próprio havia escutado que o curso não seria para ele. A vaga na UFC mudou a resposta possível a esse tipo de comentário: em abril de 2026, ele já havia sido aprovado e esperava apenas o começo das atividades universitárias.

Medicina na UFC foi a conquista de Mateus, de 17 anos, que estudou em escola pública e se preparou para o Enem sem cursinho. (Imagem da esquerda: arquivo pessoal; direita: Fabiane de Paula)

O estudante também projetava para o futuro a responsabilidade ligada à profissão. Ao comentar o que esperava da nova fase, afirmou acreditar que poderia se tornar um bom profissional. Essa diferença ajuda a situar o momento vivido pelo jovem: a preparação para o Enem havia terminado, enquanto a experiência universitária ainda estava por começar.

Aos 17 anos, o filho de uma diarista e de um motorista chegava a essa transição sem ter frequentado cursinho preparatório. A vaga em medicina havia sido construída entre escola pública, aulas gratuitas pela internet e uma rotina em que controlar o próprio tempo se tornou parte tão importante quanto aprender o conteúdo cobrado na prova.

Fonte

Só Notícia Boa


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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