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Filho de pedreiro e costureira começa aos 18 anos consertando computadores em fábrica de castanhas, ganha R$ 800 no primeiro estágio, consegue trabalho internacional aos 20 e, aos 27, lidera empresa que faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta chegar a R$ 100 milhões em 2027

Filho de pedreiro e costureira começa aos 18 anos consertando computadores em fábrica de castanhas, ganha R$ 800 no primeiro estágio, consegue trabalho internacional aos 20 e, aos 27, lidera empresa que faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta chegar a R$ 100 milhões em 2027

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Filho de pedreiro e costureira começa aos 18 anos consertando computadores em fábrica de castanhas, ganha R$ 800 no primeiro estágio, consegue trabalho internacional aos 20 e, aos 27, lidera empresa que faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta chegar a R$ 100 milhões em 2027

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 24/08/2026 às 14:49

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Carlos Levir começou consertando computadores aos 18 anos, ganhou R$ 800 no primeiro estágio e hoje lidera a Coders, que projeta faturar R$ 100 milhões em 2027.

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Carlos Levir, de 27 anos, saiu do Ceará, começou aos 18 consertando computadores em fábrica de castanhas, recebeu R$ 800 no primeiro estágio e conseguiu trabalho internacional aos 20. Em 2023, fundou a Coders, que faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta R$ 100 milhões para 2027 na receita.

Carlos Levir, de 27 anos, é filho de um pedreiro e de uma costureira e iniciou sua trajetória profissional na tecnologia aos 18 anos, como jovem aprendiz em uma fábrica de castanhas. Depois do primeiro estágio na área, com remuneração de R$ 800, trabalhou para empresas brasileiras e conseguiu, aos 20 anos, a primeira oportunidade internacional.

As informações foram publicadas pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). Levir fundou a Coders em 2023 e hoje lidera uma operação que faturou R$ 20 milhões em 2025, projeta R$ 45 milhões para 2026 e estabeleceu como meta atingir R$ 100 milhões em 2027.

Carlos Levir nasceu em município cearense com cerca de 27 mil habitantes

Carlos Levir começou consertando computadores aos 18 anos, ganhou R$ 800 no primeiro estágio e hoje lidera a Coders, que projeta faturar R$ 100 milhões em 2027.

A trajetória de Levir começou em Marco, município do interior do Ceará com aproximadamente 27 mil habitantes.

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Aos 3 anos, ele se mudou para Fortaleza. Filho de um pedreiro e de uma costureira, cresceu na capital cearense antes de entrar no mercado de tecnologia.

Aos 18 anos, jovem aprendiz consertava computadores em fábrica de castanhas

Levir começou a trabalhar com tecnologia aos 18 anos, enquanto buscava maneiras de melhorar sua realidade financeira.

Como jovem aprendiz em uma fábrica de castanhas, tinha entre suas funções retirar computadores que apresentavam problemas dentro da unidade, levá-los para conserto e depois reinstalá-los.

O trabalho exigia que colocasse bata e touca antes de entrar na fábrica. Os equipamentos, descritos por ele como modelos antigos, brancos e pesados, eram carregados de um lado para outro da instalação.

Faculdade de programação veio junto com a primeira experiência profissional

Enquanto trabalhava na fábrica, Levir também ingressou em uma faculdade de programação.

Pouco tempo depois, conseguiu seu primeiro estágio diretamente ligado à área de tecnologia. A remuneração era de R$ 800.

Primeiro trabalho internacional chegou aos 20 anos

Levir passou cerca de dois anos trabalhando para diferentes empresas no Brasil antes de alcançar uma oportunidade fora do mercado nacional.

Aos 20 anos, começou a prestar serviços para companhias localizadas nos Estados Unidos e na Europa, antecipando o tipo de carreira internacional que mais tarde se tornaria o foco de seu negócio.

Pandemia revelou dificuldade de brasileiros para acessar vagas no exterior

Durante a pandemia, o aumento das contratações no setor de tecnologia chamou a atenção do empreendedor.

Levir percebeu uma diferença entre a demanda das empresas estrangeiras e a capacidade de profissionais brasileiros de chegar a essas oportunidades. Segundo ele, havia programadores qualificados no Brasil, mas faltava uma ponte para conectá-los às companhias internacionais.

Grandes recrutadoras focavam no “top 1%”, segundo Levir

O empreendedor identificou ainda que grandes empresas de recrutamento direcionavam esforços principalmente aos profissionais mais qualificados.

Na avaliação dele, o foco estava no “top 1%”, enquanto os outros 99% tinham menos suporte para construir uma carreira internacional.

A partir dessa percepção, Levir estruturou uma proposta inicialmente baseada em inglês, posicionamento profissional e preparação para processos seletivos internacionais.

Coders nasceu em 2023 e foi fundada inicialmente por Levir sozinho

A Coders foi fundada em 2023 por Carlos Levir.

O empreendedor iniciou a empresa sozinho. Cerca de um ano depois, estabeleceu sociedade com Samuel Giovelli Garcia, inicialmente para fortalecer a área de marketing.

Giovelli ocupa atualmente o cargo de diretor de novos negócios. Em 2026, Lucas Gomes e Lucas Brehm também entraram na operação como diretor de marketing e diretor comercial, respectivamente.

Empresa faturou R$ 20 milhões em 2025 e projeta R$ 45 milhões em 2026

A Coders encerrou 2025 com faturamento de R$ 20 milhões.

Para 2026, a projeção é alcançar R$ 45 milhões em receita, mais que o dobro do resultado registrado no ano anterior.

A empresa afirma operar sem investimentos externos, direcionando o negócio à preparação de profissionais de tecnologia para oportunidades remuneradas em dólar e euro.

Meta para 2027 é chegar a R$ 100 milhões de faturamento

O plano financeiro avança mais um estágio no ano seguinte.

A meta estabelecida pela Coders é alcançar R$ 100 milhões em faturamento em 2027, cinco vezes o resultado registrado em 2025.

Operação reúne cerca de 140 colaboradores diretos e indiretos

A companhia tem sede em Florianópolis, Santa Catarina, e reúne cerca de 140 colaboradores diretos e indiretos.

A operação está instalada atualmente em um espaço de 450 metros quadrados no bairro Saco Grande, conhecido como polo tecnológico da capital catarinense.

Nova sede terá 800 metros quadrados em Florianópolis

A expansão também chegará à estrutura física da empresa.

A Coders prevê mudar para uma nova sede de 800 metros quadrados, também localizada em Saco Grande. A transferência estava programada para ocorrer dentro dos dois meses seguintes.

Coders não atende profissionais juniores e exige dois anos de experiência

A empresa direciona o programa de aceleração para profissionais que já tenham experiência no mercado.

Atualmente, a Coders não atende profissionais de nível júnior e exige pelo menos dois anos de experiência profissional.

Levir afirma que, embora uma pessoa com apenas um ano de experiência possa eventualmente conseguir uma vaga internacional, esse não representa o padrão observado pela operação, o que levou a empresa a estabelecer o requisito mínimo.

Mais de 5 mil profissionais já passaram pela consultoria

A Coders informa que mais de 5 mil profissionais já passaram por sua consultoria.

O cadastro reúne cerca de 3 mil nomes ativos, enquanto a operação recebe, em média, aproximadamente 350 novos ingressantes por mês.

O acompanhamento começa com um diagnóstico para identificar lacunas técnicas, de domínio da língua inglesa e comportamentais.

Mais de dez consultorias de recrutamento usam conexão com a plataforma

A empresa mantém também uma frente B2B, voltada ao relacionamento com outras companhias na área de recursos humanos.

Essa estrutura reúne parcerias com mais de dez consultorias de recrutamento, que podem contratar profissionais diretamente a partir da plataforma. Entre as empresas citadas estão Sigma e Strider.

A Coders também trabalha com recrutadores internacionais que fornecem informações sobre demandas específicas do mercado externo para orientar a preparação dos participantes.

Consultoria gratuita dura 60 minutos e programa custa em média até R$ 11 mil

A empresa oferece consultorias gratuitas semanais de 60 minutos para profissionais interessados.

Quem decide ingressar no programa de aceleração paga, em média, entre R$ 10 mil e R$ 11 mil, com 12 meses de acompanhamento.

Pacotes premium podem chegar a R$ 20 mil.

Vagas conquistadas podem pagar de R$ 15 mil a R$ 50 mil mensais

Levir relaciona o custo do programa aos salários encontrados nas oportunidades internacionais.

Segundo ele, as vagas conquistadas pelos profissionais podem pagar entre R$ 15 mil e R$ 50 mil por mês, com remuneração em moeda estrangeira.

O empreendedor informa ainda uma taxa de aprovação de 55% dos alunos em processos seletivos e um tempo médio de realocação de três meses e meio a quatro meses.

Mentorias e simulações reproduzem processos seletivos internacionais

O acompanhamento inclui orientação técnica de profissionais que já trabalham no exterior.

A operação também realiza simulações de entrevistas, com o objetivo de reduzir o nervosismo e aquilo que Levir descreve como “síndrome de impostor” durante processos seletivos.

Nos pacotes premium, integrantes da Coders também procuram vagas e realizam manualmente candidaturas em nome do profissional.

Coders University oferece pós-graduações voltadas à inteligência artificial

O grupo criou também a Coders University, voltada para cursos de pós-graduação ligados à Inteligência Artificial.

A iniciativa mantém parceria com a Esic University, instituição sediada na Espanha, para oferecer dupla certificação em formações relacionadas a negócios digitais e inteligência artificial.

O objetivo declarado da parceria é facilitar o reconhecimento do diploma brasileiro por recrutadores internacionais.

Alunos desenvolvem projetos reais todos os meses

A grade da Coders University exige que os participantes desenvolvam projetos reais mensalmente em todas as disciplinas.

O curso foi estruturado em conjunto com a universidade espanhola para responder às demandas do mercado internacional. “É pensado e formulado com a Esic para ingresso em empresas internacionais, europeias ou dos Estados Unidos”, afirmou Levir.

Aos 27 anos, Carlos Levir projeta multiplicar faturamento até 2027

Aos 27 anos, Carlos Levir passou da rotina de carregar computadores para conserto em uma fábrica de castanhas a comandar uma empresa com cerca de 140 colaboradores diretos e indiretos, mais de 5 mil profissionais atendidos e faturamento de R$ 20 milhões em 2025.

A Coders projeta chegar a R$ 45 milhões em 2026 e R$ 100 milhões em 2027, enquanto amplia a sede em Florianópolis e mantém o foco em profissionais brasileiros interessados em oportunidades internacionais. Ao refletir sobre o início da carreira, Levir afirma que o erro faz parte do processo de aprendizado e recomenda aos jovens se exporem a experiências diferentes no começo da trajetória profissional.

Na sua opinião, o que mais chama atenção na trajetória de Carlos Levir: conseguir o primeiro trabalho internacional aos 20 anos ou transformar essa experiência em uma empresa que projeta faturar R$ 100 milhões em 2027? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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