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Filho tirou a mãe da cadeira de rodas, colocou-a nas costas e atravessou o palco carregando-a para receber o diploma de farmacêutico, meses depois de enterrar o pai e de dividir os últimos anos de faculdade entre as aulas e o quarto de hospital

Filho tirou a mãe da cadeira de rodas, colocou-a nas costas e atravessou o palco carregando-a para receber o diploma de farmacêutico, meses depois de enterrar o pai e de dividir os últimos anos de faculdade entre as aulas e o quarto de hospital

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Filho tirou a mãe da cadeira de rodas, colocou-a nas costas e atravessou o palco carregando-a para receber o diploma de farmacêutico, meses depois de enterrar o pai e de dividir os últimos anos de faculdade entre as aulas e o quarto de hospital

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 07/08/2026 às 08:52

Atualizado em 07/08/2026 às 08:53

Curiosidades

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Formando carregou a mãe nas costas para receber o diploma de farmacêutico, meses após perder o pai e passar a graduação entre as aulas e o hospital.

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Phạm Trung Trí Dũng se formou com distinção na Universidade Nguyễn Tất Thành, no Vietnã. Ele é natural de Gò Công e passou os últimos anos de curso pegando ônibus de madrugada para assistir às aulas na capital econômica do país e voltando à tarde para o hospital.

A mãe chegou à cerimônia em uma cadeira de rodas e assistiu de longe até o momento em que o nome do filho foi chamado para receber o diploma, quando ele a colocou nas costas e subiu ao palco com ela, conforme reportagem publicada em 24 de janeiro de 2026 pelo jornal vietnamita Tuổi Trẻ. A justificativa que ele deu para o gesto foi direta: sem a mãe, não estaria ali.

O curso concluído tem relação com a história da casa. Ele se formou em Farmácia, mesma área em que a mãe trabalhou durante anos, em uma pequena drogaria na cidade natal da família.

O trajeto diário entre a faculdade e o hospital

A rotina que sustentou os últimos anos de graduação envolvia duas cidades e dois compromissos incompatíveis entre si.

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Todas as manhãs, ele pegava um ônibus em Gò Công com destino à capital econômica do país para assistir às aulas. À tarde, fazia o caminho de volta para cuidar dos pais internados.

O deslocamento que no início parecia longo acabou virando rotina. Ele aparenta ser mais velho que os colegas de turma, em parte porque de fato é, e em parte pelo desgaste acumulado nesse período, segundo a descrição feita pelo jornal.

O conhecimento que saiu do livro e foi para o leito

Sua mãe foi uma grande fonte de incentivo para que Dung concluísse seu programa universitário – Foto: N.T.

Existe um detalhe nessa história que altera a relação dele com o próprio curso. O conteúdo estudado deixou de ser matéria de prova e virou instrumento de cuidado.

Ele passou a ler e interpretar as receitas da mãe, acompanhar efeitos colaterais dos medicamentos e identificar quando era necessário avisar o médico.

Estudar deixou de ser apenas responsabilidade com o próprio futuro. A formação virou também a forma que ele encontrou de proteger a família, e cada disciplina cursada tinha aplicação imediata no quarto de hospital.

A morte do pai a um mês da defesa

O golpe mais duro chegou no pior momento possível do calendário acadêmico. Faltava exatamente um mês para a defesa do trabalho de conclusão de curso quando o pai morreu, após longo período de doença.

A perda desestruturou tudo, e ele descreve a sensação como a de que o chão havia desabado.

A decisão que tomou em seguida é o que explica o desfecho da história. Ele concluiu que não tinha o direito de desmoronar, e entregou o trabalho no prazo, com resultado classificado como excelente.

O discurso que a plateia ouviu

Dung recebe seu diploma universitário com sua mãe – Foto: NT

Ele foi escolhido para falar em nome dos formandos, e a voz falhou mais de uma vez durante a fala.

Na plateia, a mãe enxugou as lágrimas várias vezes. O irmão mais velho também chorava, com a mão agarrada à perna dela.

A mensagem que ele dirigiu à mãe reunia todas as ausências daquele percurso. Ele disse que o diploma não era conquista apenas dele, mas o sonho da mãe, o sacrifício silencioso do pai, as noites longas no hospital e as refeições simples que ela preparava para os dois, e prometeu ocupar o lugar do pai ao lado dela na luta contra a doença.

O que disse a professora

A avaliação de quem acompanhou o percurso acadêmico dele vem da farmacêutica Nguyễn Thị Xuân Liễu, chefe do departamento de gestão farmacêutica da faculdade e responsável pela turma.

Segundo ela, em muitos anos como professora responsável por turmas, raramente encontrou um estudante com aquela determinação e aquele senso de disciplina.

O que ela destaca não é apenas o desempenho nas provas. Ela afirma que ele nunca afrouxou nos estudos mesmo correndo entre o hospital e a sala de aula, e classifica a imagem dele carregando a mãe como símbolo de alguém que se manteve firme na adversidade e foi até o fim do caminho escolhido.

Uma família ligada à farmácia

O curso escolhido não foi acaso nem cálculo de mercado. Ele nasceu e cresceu em uma família ligada à profissão.

A mãe é farmacêutica e trabalhou durante anos em uma pequena drogaria na cidade onde a família mora, no delta do Mekong.

A infância dele foi atravessada por essa rotina. Ele cresceu vendo a mãe conferir receitas à noite, sob a luz de uma lâmpada amarela, cena que voltaria anos depois em outro contexto, com ele conferindo as receitas dela.

Um diploma que subiu ao palco em duas pessoas

O que torna essa cena diferente de tantas homenagens de formatura é que ela não foi simbólica. Ele não levou um objeto, uma foto ou uma dedicatória.

Levou a própria pessoa homenageada, fisicamente, nas costas, porque ela não conseguia subir sozinha.

A imagem que sobra é a de um percurso que os dois fizeram juntos até ali, um deles carregando o outro em cada etapa, em ordem invertida conforme o ano. Durante o curso, foi a mãe quem sustentou o sonho; no dia da entrega, foi ele quem carregou o corpo dela até o palco.

E você, faria uma homenagem assim na sua formatura ou acha que a emoção deve ficar fora da cerimônia? Conhece alguém que estudou cuidando de um familiar doente ao mesmo tempo? Conta nos comentários quem carregou você quando foi preciso.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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