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Fim dos pedreiros furando concreto ponto por ponto: robô autônomo da DEWALT trabalha até 10 vezes mais rápido, já abriu mais de 230 mil furos com 99,97% de precisão, opera em frotas coordenadas e transforma obras de data centers numa linha de perfuração contínua

Fim dos pedreiros furando concreto ponto por ponto: robô autônomo da DEWALT trabalha até 10 vezes mais rápido, já abriu mais de 230 mil furos com 99,97% de precisão, opera em frotas coordenadas e transforma obras de data centers numa linha de perfuração contínua

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Fim dos pedreiros furando concreto ponto por ponto: robô autônomo da DEWALT trabalha até 10 vezes mais rápido, já abriu mais de 230 mil furos com 99,97% de precisão, opera em frotas coordenadas e transforma obras de data centers numa linha de perfuração contínua

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 05/08/2026 às 23:39

Atualizado em 05/08/2026 às 23:40

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Robô autônomo desenvolvido pela DEWALT e pela August Robotics leva a perfuração de concreto a uma escala inédita, combinando velocidade, precisão, operação coordenada e monitoramento remoto enquanto redefine uma das atividades mais repetitivas encontradas na construção de grandes data centers.

Milhares de pontos que antes precisavam ser medidos, marcados e perfurados manualmente em pisos de concreto agora podem ser executados por uma operação autônoma criada para trabalhar continuamente em grandes canteiros e atender projetos com elevado grau de repetição.

Desenvolvido pela DEWALT em colaboração com a August Robotics, o DALE percorre as áreas programadas, identifica digitalmente cada posição prevista no projeto e realiza furos descendentes destinados à montagem de estruturas essenciais para o funcionamento de data centers.

Durante o programa-piloto, segundo informações divulgadas pela DEWALT, a máquina alcançou velocidades de perfuração até dez vezes superiores às dos métodos tradicionais, reduzindo o tempo consumido por uma tarefa repetitiva e fisicamente desgastante.

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Além do ganho de velocidade, o equipamento registrou 99,97% de precisão depois de abrir mais de 230 mil furos, resultado que demonstra sua capacidade de manter o posicionamento definido digitalmente mesmo durante operações realizadas em grande escala.

Em 26 fases de construção atendidas pelo sistema, a fabricante calculou uma redução acumulada de 190 semanas nos cronogramas, considerando diferentes frentes nas quais milhares de perfurações precisavam ser concluídas antes da instalação dos demais componentes.

Esse resultado não representa a antecipação de 190 semanas em uma única obra, mas a soma do tempo economizado em vários projetos, nos quais a perfuração funcionava como etapa preparatória para equipes mecânicas, elétricas e hidráulicas.

Robô DALE automatiza a perfuração de concreto

Criado para realizar perfurações verticais em posições previamente determinadas, o DALE prepara pontos usados na instalação de limitadores para racks de servidores, suportes estruturais e componentes relacionados aos sistemas técnicos presentes no interior dos edifícios.

No processo convencional, trabalhadores precisam consultar o planejamento, encontrar cada coordenada, conferir as medidas e operar ferramentas individuais, repetindo a sequência centenas ou milhares de vezes ao longo de pisos extensos e praticamente uniformes.

Sob o modelo automatizado, o planejamento digital orienta diretamente o deslocamento e a perfuração, permitindo que a plataforma avance pela área programada enquanto controla a localização e a profundidade necessárias para as fases posteriores da montagem.

Como cada unidade pode receber uma área específica, várias máquinas conseguem trabalhar no mesmo empreendimento, criando uma operação coordenada que amplia a capacidade diária sem depender apenas do aumento do número de profissionais com ferramentas manuais.

Apresentado como o primeiro robô comercial de perfuração descendente preparado para trabalhar em frotas, o DALE leva ao canteiro uma organização semelhante à encontrada em linhas industriais, embora adaptada às condições variáveis de uma obra.

Dentro dessa estrutura, as máquinas executam sequências programadas e podem ser acompanhadas remotamente, enquanto os profissionais organizam o fluxo de trabalho, analisam o projeto e preparam os componentes que serão posteriormente instalados nos furos.

Automação muda a rotina das equipes no canteiro

Nas áreas atendidas pelo robô, medir, marcar e perfurar cada ponto manualmente deixa de ocupar o centro da atividade, abrindo espaço para funções relacionadas à supervisão, ao planejamento, ao controle do equipamento e à verificação da qualidade.

A presença humana continua necessária para preparar o ambiente, coordenar a operação e executar as etapas dependentes das perfurações, porém o esforço repetitivo aplicado diretamente sobre a ferramenta passa a ser assumido pela plataforma autônoma.

Por estar posicionada no início de diversas sequências de montagem, a perfuração influencia diretamente o ritmo de outras equipes, que precisam encontrar os pontos de fixação concluídos antes de instalar racks, tubulações, bandejas e suportes.

Quando os furos são entregues mais rapidamente, profissionais responsáveis pelas fases seguintes podem acessar uma área previamente preparada, reduzindo interrupções entre os serviços e permitindo melhor coordenação dentro de cronogramas marcados por atividades interdependentes.

Também interfere nesse fluxo a precisão informada pela fabricante, pois um ponto executado fora da posição ou da profundidade prevista pode exigir nova medição, correção do concreto e atraso antes da montagem do componente correspondente.

Ao alcançar 99,97% de acerto em mais de 230 mil perfurações, o sistema mostrou capacidade para repetir a operação milhares de vezes sem abandonar o padrão estabelecido pelos dados digitais utilizados no planejamento da obra.

Extração de poeira e baterias sustentam a produtividade

Durante a abertura dos pontos, um sistema automático de extração recolhe parte da poeira produzida pela perfuração, evitando que a área dependa somente de uma etapa posterior de limpeza antes da entrada das equipes de instalação.

A produtividade, desse modo, não está associada apenas à velocidade da broca, mas também à capacidade de deixar o local preparado para receber suportes, elementos elétricos, sistemas hidráulicos e outros componentes previstos para cada posição.

Outro recurso voltado à continuidade operacional aparece nas baterias de troca rápida, que podem ser substituídas para devolver a unidade ao trabalho sem interrupções prolongadas em projetos compostos por milhares de pontos distribuídos sobre grandes lajes.

Já o monitoramento remoto oferece aos responsáveis uma visão centralizada sobre o andamento da frota, facilitando a distribuição das áreas, o acompanhamento das perfurações e a identificação dos trechos liberados para as próximas equipes.

Data centers concentram condições favoráveis à automação

Após aproximadamente um ano de programa-piloto, a DEWALT anunciou a disponibilidade comercial do DALE, levando ao mercado uma solução anteriormente demonstrada no World of Concrete e testada em infraestrutura destinada a uma grande empresa de tecnologia.

Data centers aparecem como o ambiente inicial dessa aplicação porque combinam pisos extensos, projetos digitais detalhados, grande quantidade de fixações e uma sequência de operações repetitivas que exige precisão antes da instalação dos equipamentos.

Nessas construções, diferenças aparentemente pequenas no tempo necessário para cada perfuração podem se transformar em dias ou semanas quando multiplicadas por milhares de pontos, especialmente em projetos com várias fases executadas de maneira coordenada.

A preparação do concreto integra uma cadeia que envolve racks de servidores, redes de climatização, instalações elétricas, tubulações e estruturas suspensas, tornando a velocidade dessa etapa relevante para o avanço físico de diferentes áreas.

Frotas autônomas alteram a medição da produtividade

Com a chegada desse tipo de equipamento, o desempenho do canteiro deixa de depender exclusivamente da quantidade de trabalhadores usando ferramentas individuais e passa a considerar integração digital, distribuição das máquinas, autonomia energética e coordenação das etapas.

Para os profissionais, a transformação desloca parte do esforço físico para atividades de controle, interpretação e acompanhamento, enquanto o robô assume continuamente o ciclo de localizar a posição, perfurar o concreto e avançar ao próximo ponto programado.

Disponível para pedidos comerciais, segundo a fabricante, o DALE ultrapassou a fase de demonstração e permanece direcionado a operações descendentes com alto volume e padronização, cenário em que o trabalho manual concentra milhares de movimentos semelhantes.

Se frotas de robôs já conseguem abrir centenas de milhares de furos com precisão quase total e velocidade muito superior, quanto tempo falta para outras tarefas repetitivas dos grandes canteiros seguirem o mesmo caminho?

Fonte

https://augustrobotics.co


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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