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Fim dos pedreiros medindo e corrigindo tijolo por tijolo: novo robô usa laser para identificar erros, reposiciona as peças automaticamente, projeta instruções diretamente na parede para o operador humano e consegue levantar alvenarias tradicionais e desenhos complexos com precisão digital

Fim dos pedreiros medindo e corrigindo tijolo por tijolo: novo robô usa laser para identificar erros, reposiciona as peças automaticamente, projeta instruções diretamente na parede para o operador humano e consegue levantar alvenarias tradicionais e desenhos complexos com precisão digital

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Fim dos pedreiros medindo e corrigindo tijolo por tijolo: novo robô usa laser para identificar erros, reposiciona as peças automaticamente, projeta instruções diretamente na parede para o operador humano e consegue levantar alvenarias tradicionais e desenhos complexos com precisão digital

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 06/08/2026 às 13:52

Atualizado em 06/08/2026 às 13:53

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Robô usa laser e projeção para medir, alinhar e reposicionar tijolos, enquanto orienta trabalhadores e corrige desvios na alvenaria.

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Robô colaborativo desenvolvido por pesquisadores combina escaneamento a laser, projeção visual e correções automáticas para orientar o assentamento de tijolos, enquanto testes em paredes reais mostram como a máquina mede peças, ajusta posições e coordena tarefas humanas em uma etapa tradicional da construção civil.

Um sistema robótico desenvolvido por pesquisadores da Princeton University transfere para a máquina duas tarefas decisivas da alvenaria: medir cada peça antes do assentamento e corrigir desvios durante a montagem, reduzindo a dependência de conferências manuais repetidas ao longo da parede.

Equipado com sensor a laser e projetor instalado junto à garra, o robô identifica posição e dimensões de cada tijolo, calcula o ponto de colocação e exibe diretamente sobre a estrutura a área em que o trabalhador deve aplicar o adesivo.

Ao transferir para o sistema a conferência, o alinhamento e a correção de cada tijolo, a tecnologia reorganiza o trabalho no canteiro, enquanto mantém com os operadores a aplicação do material e a supervisão da sequência automatizada.

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Depois de escanear a peça, o braço ajusta o ponto de captura, recolhe o tijolo e projeta na parede um contorno luminoso correspondente à posição planejada; concluída essa etapa, o trabalhador aplica o adesivo e libera a máquina para o posicionamento final.

Robô da Princeton usa laser para corrigir a alvenaria

Descrito no estudo Adaptive Human-Robot Collaboration for Masonry Construction Under Material and Assembly Uncertainty, o sistema foi elaborado por Jutang Gao e Arash Adel, da Princeton University, e aceito nos anais do 43º Simpósio Internacional de Automação e Robótica na Construção.

Os pesquisadores apresentaram testes físicos em escala real com alvenaria convencional e composições de tijolos fora do padrão, o que permitiu observar o comportamento do robô tanto em paredes repetitivas quanto em arranjos que exigem rotações e deslocamentos específicos.

Ao contrário de equipamentos programados apenas para repetir coordenadas fixas, o protótipo utiliza informações obtidas durante a própria execução, ajustando seus movimentos conforme as características reais das peças e da parede já construída naquele momento.

Robô usa laser e projeção para medir, alinhar e reposicionar tijolos, enquanto orienta trabalhadores e corrige desvios na alvenaria.

Antes de cada captura, um sensor a laser unidimensional percorre a superfície superior do tijolo e produz uma medição usada para estimar posição, orientação e dimensões, dados que modificam o movimento da garra e reduzem o risco de recolhimentos desalinhados.

A correção prossegue depois que uma fiada é concluída, porque o robô escaneia a parte superior da parede, compara a altura medida com o modelo previsto e recalcula a posição dos tijolos que serão instalados na etapa seguinte.

Nesse ajuste vertical, entram a superfície já executada, a altura real da nova peça e a camada de adesivo, definida no experimento com espessura de 0,8 milímetro, valor que exige controle preciso para evitar o acúmulo de pequenas diferenças.

Também existe compensação horizontal, já que tijolos podem apresentar variações discretas de comprimento; por essa razão, o sistema desloca lateralmente cada unidade para preservar o alinhamento das bordas sem abandonar a configuração definida no projeto.

Para permitir essa correção, os pesquisadores adotaram um intervalo nominal de 3 milímetros entre as peças, espaço suficiente para acomodar diferenças dimensionais sem comprometer o desenho planejado nem provocar desalinhamentos progressivos ao longo das fiadas.

Projeção mostra onde o adesivo deve ser aplicado

Outro problema comum na interação entre pessoas e máquinas é resolvido pela projeção luminosa, que leva a instrução até a própria superfície de trabalho e dispensa a consulta constante a telas distantes ou coordenadas numéricas difíceis de interpretar.

Sobre a parede, o operador enxerga o contorno exato da área em que deve atuar, enquanto a marcação aparece no momento necessário e acompanha a posição calculada para cada tijolo, inclusive quando a peça precisa ser girada ou deslocada.

Durante o ciclo, o robô escaneia a peça, executa a captura e move o projetor até uma posição capaz de exibir o contorno planejado; em seguida, um trabalhador aplica o adesivo dentro da marcação e realiza verificações locais de segurança.

Enquanto um profissional atua junto à parede, outro acompanha o estado do sistema, coordena a operação e confirma que a máquina pode continuar, formando uma sequência em que leitura, captura e posicionamento ficam sob controle mecânico.

A aplicação do material e a supervisão permanecem com a equipe, mas a projeção reduz a necessidade de prever mentalmente o espaço ocupado por tijolos rotacionados ou deslocados, situação especialmente relevante em paredes com desenhos complexos.

Testes com paredes convencionais e desenhos complexos

Robô usa laser e projeção para medir, alinhar e reposicionar tijolos, enquanto orienta trabalhadores e corrige desvios na alvenaria.

Nos testes, duas estruturas com sete fiadas foram comparadas em condições distintas, sendo que a composição não convencional recebeu 28 tijolos, incluindo peças rotacionadas, enquanto a parede com amarração tradicional utilizou 21 unidades ao longo da montagem.

Em cada estrutura, os pesquisadores avaliaram uma condição na qual o contorno luminoso aparecia antes da aplicação do adesivo e outra em que a projeção servia somente para verificar o trabalho manual depois de concluído.

Na composição não convencional, a orientação projetada elevou a cobertura média da região prevista de 39,9% para 49,1%, ao mesmo tempo que a parcela de adesivo aplicada fora do contorno caiu de 19,6% para 2,4%.

Esse resultado indicou maior controle sobre a área de contato e menor dispersão do material, enquanto o tempo médio de aplicação recuou de 26,9 para 25,2 segundos entre as duas condições analisadas pelos pesquisadores durante os testes.

Já na alvenaria convencional, o ganho de velocidade apareceu com maior intensidade, porque a aplicação levou em média 15,1 segundos por tijolo, quando a marcação era exibida antes do trabalho, diante de 24,7 segundos na condição comparativa.

Apesar da diferença de tempo, a qualidade registrada permaneceu semelhante entre as situações, segundo as métricas adotadas no experimento, o que reforçou o papel da projeção como apoio direto à execução humana sem alterar o padrão avaliado.

Correção automática reduz desvios entre as fiadas

As medições realizadas após o assentamento mostraram que a correção de posição limitou os desvios de altura a aproximadamente 1 milímetro, resultado obtido quando o sistema adaptativo permaneceu ativo durante a sequência de montagem das paredes testadas.

Em uma tentativa inicial sem esse mecanismo, o acúmulo de imprecisões provocou uma colisão e interrompeu o trabalho; nas quatro experiências concluídas com a correção ativada, porém, esse tipo de falha não voltou a ser observado.

Cada tijolo foi processado pelo protótipo em uma média de 123,1 segundos, e a maior parcela desse ciclo, equivalente a 42,6%, correspondeu ao deslocamento do braço, operado a 250 milímetros por segundo por razões de segurança.

A espera por comandos do usuário respondeu por 20,3% do tempo total, enquanto a coleta de dados representou 14,2% e a aplicação do adesivo, 15,9%, conforme os registros publicados no estudo conduzido pelos pesquisadores da universidade.

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Sistema adapta o assentamento às medidas reais dos tijolos

O principal avanço está na capacidade de adaptar a execução ao que realmente existe diante do robô, permitindo que tijolos com pequenas diferenças dimensionais sejam posicionados sem depender exclusivamente de uma sequência aberta de movimentos previamente programados.

À medida que a parede cresce, novas leituras atualizam a posição das peças seguintes, mecanismo que evita tratar o material como perfeitamente uniforme e leva em conta a superfície construída antes de cada novo assentamento.

Essa adaptação ganha importância porque os tijolos foram unidos com uma camada fina de adesivo, enquanto a alvenaria com argamassa tradicional costuma permitir compensações por meio de juntas mais espessas durante o próprio posicionamento das peças.

Com apenas 0,8 milímetro de material de ligação, pequenas diferenças de altura ou posição podem se acumular com maior facilidade, razão pela qual o sistema realiza medições contínuas e recalcula o ponto de colocação ao longo da parede.

Ao projetar instruções sobre a estrutura e ajustar cada peça a partir de leituras físicas, a máquina assume justamente a etapa de conferência e correção que exige atenção constante do pedreiro durante o trabalho convencional.

O trabalhador continua responsável pela aplicação do adesivo, pela segurança e pelo acompanhamento da operação, mas deixa de depender apenas de medições manuais para orientar cada movimento necessário durante a montagem da parede em cada etapa.

Se um robô já consegue medir as peças, indicar onde o material deve ser aplicado e corrigir a parede durante a montagem, quanto da rotina tradicional dos pedreiros ainda continuará sendo executado tijolo por tijolo?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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