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Foguete chinês Long March 7A explodiu cerca de 85 segundos após decolar levando o satélite ChinaSat-4B, foi destruído antes de chegar à órbita e encerrou uma sequência de mais de uma dúzia de lançamentos bem-sucedidos, enquanto autoridades investigam a falha
Escrito por Carla Teles
Publicado em 11/08/2026 às 09:48
Atualizado em 11/08/2026 às 09:49
Ciência e Tecnologia
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O foguete chinês Long March 7A decolou de Wenchang, na ilha de Hainan, levando o satélite ChinaSat-4B, mas sofreu uma anomalia cerca de 85 segundos depois e foi destruído ainda em baixa altitude, sem alcançar a órbita, interrompendo uma sequência de missões bem-sucedidas enquanto a causa continua sob investigação oficial.
O foguete chinês Long March 7A sofreu uma falha aproximadamente 85 segundos depois de decolar do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, na China, em 10 de agosto de 2026. O veículo transportava o satélite ChinaSat-4B quando uma anomalia provocou a perda da missão ainda nos primeiros momentos do voo, antes que foguete, carga útil ou destroços alcançassem a órbita.
As informações foram publicadas pelo Olhar Digital em 10 de agosto de 2026, com base também em comunicado da agência estatal chinesa Xinhua. A causa exata da anomalia ainda não havia sido determinada, e autoridades chinesas iniciaram uma investigação para entender por que o Long March 7A foi destruído pouco depois da partida, encerrando naquele momento uma sequência superior a uma dúzia de lançamentos bem-sucedidos do modelo.
Foguete chinês foi perdido cerca de 85 segundos após a decolagem
O Long March 7A partiu de Wenchang às 20h02 no horário de Pequim, correspondentes a 9h02 em Brasília, levando o ChinaSat-4B. A decolagem inicialmente seguiu o perfil esperado, mas cerca de 85 segundos depois começaram os sinais visíveis de que a missão havia falhado, segundo os registros feitos nas proximidades do espaçoporto.
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Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram o veículo se desintegrando ainda durante a fase inicial da subida. A análise citada pela reportagem indica que o foguete chinês foi completamente destruído em baixa altitude e velocidade, situação que impediu tanto o veículo quanto sua carga de completar a trajetória planejada em direção ao espaço.
ChinaSat-4B também foi perdido durante a missão
O foguete transportava o satélite ChinaSat-4B, também identificado como Zhongxing-4B em um relatório mencionado pela fonte. Como o veículo foi destruído antes de chegar à órbita, o satélite não pôde cumprir a missão para a qual havia sido lançado.
A carga pertence à mesma série do ChinaSat-4A, lançado em 2024. O material disponível não confirma que o ChinaSat-4B teria exatamente as mesmas funções do satélite anterior, embora o ChinaSat-4A tenha sido descrito pela China como destinado a serviços de voz, dados, rádio e televisão.
Satélites desse tipo podem atender grandes áreas
Satélites de comunicação colocados em órbitas elevadas podem distribuir sinais por grandes extensões territoriais, inclusive para regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. Essa característica faz com que sejam utilizados em diferentes serviços de telecomunicações.
No caso específico do ChinaSat-4B, porém, a reportagem não apresenta detalhes suficientes para afirmar quais clientes, serviços ou capacidades seriam atendidos pelo equipamento. A perda da missão significa que qualquer função planejada para aquele satélite precisará ser reavaliada pelas autoridades e operadores envolvidos.
Long March 7A é projetado para missões em órbitas elevadas
O Long March 7A é um lançador chinês de médio porte desenvolvido para levar cargas a órbitas mais altas, incluindo trajetórias destinadas à região geoestacionária. Esse perfil o diferencia de foguetes empregados principalmente em missões de baixa órbita.
Por isso, uma falha tão cedo no voo impede que etapas posteriores da missão sequer sejam executadas. O veículo foi destruído muito antes do ponto em que poderia entregar sua carga à trajetória prevista, deixando a investigação concentrada inicialmente nas primeiras fases da ascensão.
Falha interrompeu uma sequência superior a uma dúzia de sucessos
O incidente de agosto de 2026 encerrou uma sequência de mais de uma dúzia de lançamentos bem-sucedidos do Long March 7A. O modelo havia voltado a operar com sucesso depois de enfrentar um fracasso já em sua estreia.
A regularidade obtida após aquele primeiro problema havia criado uma sequência prolongada de missões concluídas com êxito, o que torna a nova falha particularmente relevante para a equipe responsável pelo programa e para os próximos lançamentos que dependam do mesmo veículo.
Primeira missão do Long March 7A também fracassou
A estreia do Long March 7A ocorreu em março de 2020 e também terminou sem sucesso depois de uma anomalia durante o voo. A operação foi retomada no ano seguinte, quando o modelo retornou aos lançamentos.
Desde então, o foguete acumulou sucessos consecutivos antes do acidente atual. A nova ocorrência, portanto, representa a primeira falha do modelo desde aquela missão inaugural, quebrando um período relativamente longo de estabilidade operacional.
Investigadores ainda procuram a causa da anomalia
As autoridades chinesas confirmaram oficialmente que houve uma anomalia, mas não haviam divulgado a causa específica no momento da publicação das informações. A investigação deverá buscar evidências em dados de telemetria, desempenho dos sistemas e sequência de eventos registrada após a decolagem.
Ainda não é possível afirmar qual componente ou operação provocou a perda do foguete chinês, e qualquer atribuição mais específica seria prematura com base nas informações disponíveis. A apuração deverá determinar se o problema esteve ligado ao veículo, à fabricação, à integração, à operação ou a outro fator.
Falha pode provocar verificações em outras missões
Quando uma anomalia desse tipo ocorre, componentes, procedimentos ou operações compartilhados com outros lançamentos podem passar por inspeções adicionais. Isso não significa automaticamente que outros foguetes chineses tenham o mesmo problema.
A própria reportagem ressalta que eventuais consequências para futuras missões dependerão do que a investigação encontrar. Caso a falha esteja ligada a peças, processos industriais ou estruturas utilizadas em outros veículos, revisões adicionais poderão ser consideradas antes de novas decolagens.
Centro espacial de Wenchang também entra na análise
O lançamento ocorreu no centro espacial de Wenchang, localizado na ilha de Hainan. A base é utilizada em diferentes missões chinesas e recebe veículos de maior porte destinados a projetos importantes do programa espacial do país.
Qualquer análise sobre o acidente pode incluir operações realizadas na própria instalação. Isso não significa que Wenchang tenha provocado a falha, mas o procedimento de investigação pode examinar todas as etapas relacionadas ao lançamento, desde preparação em solo até os primeiros segundos do voo.
Long March 5 é diferente do foguete que falhou
A China também se prepara para lançar a missão lunar Chang’e-7 a partir de Wenchang, utilizando o Long March 5. Apesar de ambos pertencerem à família Long March, o Long March 5 é um foguete maior e diferente do Long March 7A.
Essa distinção é importante porque a falha de um modelo não significa automaticamente que outro veículo esteja comprometido. A eventual influência sobre futuras missões dependerá da existência ou não de componentes, processos ou operações em comum identificados durante a investigação.
Chang’e-7 deve estudar região polar da Lua
A Chang’e-7 tem como objetivo explorar a região do polo sul lunar. Entre os alvos científicos estão crateras permanentemente sombreadas, locais que podem preservar depósitos de gelo de água.
As autoridades chinesas informaram que a missão está planejada para o segundo semestre de 2026. A fonte não confirma que a falha do Long March 7A provocará alteração no calendário da Chang’e-7, portanto qualquer relação direta entre os dois cronogramas depende dos resultados da investigação.
Registros amadores ajudaram a mostrar os últimos segundos do foguete
Assista o vídeo
Vídeos produzidos por pessoas próximas ao local de lançamento registraram visualmente o momento em que o veículo deixou de seguir normalmente sua trajetória. Esse material permitiu observar a destruição do foguete ainda pouco tempo depois da decolagem.
Especialistas citados na reportagem utilizaram essas imagens para avaliar a fase aproximada em que ocorreu a perda. Os registros mostram que a missão terminou muito antes da inserção orbital, reforçando que o ChinaSat-4B não chegou ao ambiente espacial planejado.
Foguete chinês terá histórico revisado após novo fracasso
Depois da estreia malsucedida em 2020, o Long March 7A conseguiu construir um histórico de mais de uma dúzia de lançamentos bem-sucedidos. O episódio de agosto de 2026 adiciona agora uma nova falha a essa trajetória e deverá gerar uma revisão detalhada dos dados técnicos da missão.
Essa análise será importante para determinar se o acidente representa um problema isolado ou exige mudanças mais amplas. A confiabilidade de um sistema de lançamento depende justamente da capacidade de identificar a origem das falhas e evitar que elas se repitam em missões posteriores.
Investigação vai definir impacto real sobre próximos lançamentos
O fracasso do ChinaSat-4B terminou cerca de 85 segundos depois da decolagem, mas suas consequências podem levar mais tempo para serem compreendidas. Até que a causa seja determinada, permanece aberta a possibilidade de inspeções ou revisões em programas que compartilhem componentes ou procedimentos relacionados.
Por enquanto, o dado mais concreto é que o foguete chinês Long March 7A foi destruído antes de chegar à órbita, perdeu sua carga e interrompeu uma sequência superior a uma dúzia de lançamentos bem-sucedidos. Para você, o que mais chama atenção nesse episódio: a rapidez da falha, a perda do satélite ou o impacto que uma investigação desse tipo pode ter sobre futuras missões? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

