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Funcionário acordou com um salário 330 vezes maior depositado por erro da empresa, prometeu ao chefe que devolveria os 165 milhões de pesos, sumiu no dia marcado de ir ao banco, pediu demissão por advogado e três anos depois a Justiça deixou ele ficar com tudo

Funcionário acordou com um salário 330 vezes maior depositado por erro da empresa, prometeu ao chefe que devolveria os 165 milhões de pesos, sumiu no dia marcado de ir ao banco, pediu demissão por advogado e três anos depois a Justiça deixou ele ficar com tudo

4 min de leitura

Funcionário acordou com um salário 330 vezes maior depositado por erro da empresa, prometeu ao chefe que devolveria os 165 milhões de pesos, sumiu no dia marcado de ir ao banco, pediu demissão por advogado e três anos depois a Justiça deixou ele ficar com tudo

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 24/08/2026 às 21:45

Atualizado em 24/08/2026 às 21:46

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Funcionário recebeu 165.398.851 pesos por erro salarial em 2022, deixou a empresa e, três anos depois, a Cial sofreu novo revés judicial para recuperar o valor.

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Oscar recebeu por engano 165.398.851 pesos em 2022, embora seu salário não ultrapassasse 500 mil pesos. O ex-funcionário prometeu devolver o valor, depois deixou a empresa, e o caso chegou à Justiça. Em 2025, o Tribunal de Apelações de Santiago rejeitou novo recurso da Cial para tentar recuperar o dinheiro.

Um funcionário conhecido apenas como Oscar recebeu por engano 165.398.851 pesos em uma transferência salarial feita pela empresa em 2022, apesar de seu pagamento normal não ultrapassar 500 mil pesos. O valor creditado equivocadamente correspondia a mais de 330 vezes o limite de seu salário habitual.

Segundo reportagem publicada pela BioBioChile em 22 de dezembro de 2025, com informações do Diario Financiero, a empresa Consórcio Industrial de Alimentos (Cial) continuava tentando recuperar judicialmente o dinheiro três anos depois. O Tribunal de Apelações de Santiago, porém, rejeitou o mais recente recurso apresentado pela companhia.

Salário de até 500 mil pesos virou depósito de 165.398.851 pesos

O caso começou em 2022, quando a Cial realizou a transferência equivocada para a conta do funcionário.

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Oscar recebia um salário que não ultrapassava 500 mil pesos, mas encontrou em sua conta um crédito de 165.398.851 pesos.

A diferença entre os dois valores fez o episódio ganhar repercussão muito além do Chile.

Funcionário inicialmente prometeu devolver o dinheiro

Após a empresa identificar o erro, Oscar prometeu inicialmente que faria a devolução do valor.

A restituição, porém, não aconteceu. Segundo a publicação, o funcionário passou a apresentar desculpas para não devolver a quantia.

O comportamento posteriormente se tornou parte da disputa que acabaria levada aos tribunais.

Oscar deixou a empresa depois de receber a transferência equivocada

Depois que percebeu o aumento inesperado em sua conta, Oscar entregou uma carta de demissão à empresa.

A Cial então passou a buscar a recuperação dos 165.398.851 pesos que haviam sido transferidos por engano.

O episódio se transformou em um processo judicial que continuou sendo discutido anos depois.

Cial administra marcas como San Jorge, La Preferida e Winter

A empresa envolvida no caso é o Consórcio Industrial de Alimentos, conhecido como Cial.

O grupo administra marcas como San Jorge, La Preferida e Winter e tentou reverter judicialmente as decisões que haviam afastado a acusação criminal contra o ex-funcionário.

A disputa chegou ao Tribunal de Apelações de Santiago.

Empresa acusou ex-funcionário de apropriação indébita

Na ofensiva judicial mais recente citada pela reportagem, a Cial acusou Oscar de ser responsável pelo crime de apropriação indébita.

A companhia pretendia anular decisões anteriores que haviam determinado que o homem não havia cometido esse crime.

O advogado da empresa apresentou um recurso buscando modificar o resultado obtido pelo ex-funcionário nas instâncias anteriores.

Cial pediu 540 dias de prisão e multa de 5 UTM

A empresa não buscava apenas recuperar o valor transferido.

No processo, a Cial pediu que Oscar fosse condenado a 540 dias de prisão, em seu grau mínimo, além do pagamento de uma multa equivalente a 5 UTM.

A tese criminal, porém, não prevaleceu no recurso analisado pelo tribunal.

Tribunal de Apelações de Santiago rejeitou recurso de anulação

O Tribunal de Apelações de Santiago rejeitou o recurso apresentado pela empresa.

Com a decisão, permaneceram os entendimentos anteriores de que Oscar não havia cometido o crime de apropriação indébita apontado pela companhia.

A Cial, portanto, sofreu outro revés em sua tentativa de obrigar o ex-funcionário a responder criminalmente pelo dinheiro recebido por engano.

Defesa disse que conduta poderia ser questionada, mas não configurava crime

Quando o caso chegou aos tribunais, o advogado de Oscar sustentou uma distinção entre a avaliação da conduta do cliente e sua responsabilidade criminal.

Segundo a defesa, o comportamento do trabalhador poderia ser considerado questionável, mas isso não significava que ele tivesse cometido um crime nos termos alegados pela empresa.

Esse argumento acabou acompanhado pelas decisões que afastaram a acusação de apropriação indébita.

Caso repercutiu em Argentina, Espanha, México e Estados Unidos

A transferência salarial equivocada ganhou repercussão internacional.

Segundo a BioBioChile, o episódio apareceu em veículos de comunicação de países como Argentina, Espanha, México e Estados Unidos.

A combinação entre o valor de 165.398.851 pesos, o salário normal de até 500 mil e a posterior disputa judicial colocou o caso entre os episódios trabalhistas que chamaram atenção fora do Chile.

Três anos depois, empresa sofreu novo revés para recuperar os 165 milhões

O depósito ocorreu em 2022, e a mais recente decisão citada foi divulgada em dezembro de 2025.

Nesse intervalo, a Cial tentou sustentar que o ex-funcionário havia cometido apropriação indébita, enquanto a defesa argumentou que a situação não configurava crime. O Tribunal de Apelações de Santiago rejeitou o recurso de anulação apresentado pela empresa.

Para você, quem recebe por engano uma quantia tão superior ao próprio salário deveria ser obrigado a devolvê-la independentemente da discussão criminal sobre o caso? Deixe sua opinião nos comentários.

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funcionário recebeu 165 milhões por engano


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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