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Galvão Bueno transforma propriedade de 108 hectares no Rio Grande do Sul em um império rural de vinhos e azeites, cultiva Cabernet Sauvignon e Merlot na Campanha Gaúcha e estende sua vida no campo à criação de gado e cavalos
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 16/08/2026 às 23:30
Agronegócio
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Galvão Bueno mantém a Bellavista Estate, propriedade de 108 hectares em Candiota, no Rio Grande do Sul, onde produz vinhos e azeite, cultiva variedades como Merlot e Cabernet Sauvignon e construiu um negócio rural que também se estende à pecuária e à criação de cavalos.
Aos 76 anos, Galvão Bueno construiu fora das cabines esportivas uma atividade que ocupa parte importante de sua rotina: a produção rural. Em Candiota, na Campanha Gaúcha, o narrador mantém a Bellavista Estate, propriedade de 108 hectares ligada à Bueno Wines e localizada próxima à fronteira com o Uruguai. O empreendimento concentra vinhedos, produção de vinhos e oliveiras destinadas ao azeite.
A operação cresceu a partir da paixão de Galvão pelo vinho e hoje trabalha com variedades como Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Chardonnay.
A vida no agronegócio, entretanto, não termina nos 108 hectares gaúchos: ele também se dedica à criação de cavalos Crioulos e à pecuária, com rebanho bovino mantido atualmente em outra propriedade, no Paraná.
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Bellavista Estate ocupa 108 hectares na Campanha Gaúcha
A Bellavista Estate está localizada no município de Candiota, na metade sul do Rio Grande do Sul. Material histórico da própria Bueno Wines registra área de 108 hectares para a propriedade, instalada em uma das regiões brasileiras que ganharam projeção pela produção de vinhos finos.
A Campanha Gaúcha reúne características climáticas e de solo que favoreceram a expansão da vitivinicultura nas últimas décadas. Foi nesse cenário que Galvão estruturou seu projeto, transformando a propriedade em base brasileira da produção associada à Bueno Wines.
Reportagem publicada pela Caras em julho de 2026 aponta que aproximadamente 30 hectares da Bellavista estavam dedicados aos vinhedos. Isso significa cerca de 300 mil metros quadrados ocupados por videiras dentro do complexo de 1,08 milhão de metros quadrados.
Cabernet Sauvignon, Merlot e outras quatro variedades ocupam os vinhedos
A diversidade das uvas é uma das características centrais do projeto. A Band registra o cultivo de Merlot, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Sauvignon Blanc e Chardonnay na propriedade de Candiota.
Entre elas, a Merlot ganhou importância especial na história da marca. A própria Bueno Wines descreve Galvão como entusiasta da variedade e registra que a uva está no centro do Anima Gran Reserva, rótulo produzido a partir de safras selecionadas da Bellavista Estate.
A Cabernet Sauvignon aparece ao lado da Merlot entre as tintas cultivadas, enquanto Pinot Noir e Petit Verdot ampliam as possibilidades de vinificação. Sauvignon Blanc e Chardonnay formam o grupo de variedades brancas produzido no empreendimento gaúcho.
Bueno Wines transformou a paixão por vinho em negócio próprio
A produção ganhou uma identidade empresarial própria com a Bueno Wines. Segundo a marca, Galvão lançou seus primeiros vinhos em 2010, quando chegaram ao mercado o Paralelo 31 e o espumante Cuvée Prestige.
A empresa passou posteriormente a trabalhar com o enólogo italiano Roberto Cipresso. A parceria inclui consultoria técnica para os vinhos produzidos na Bellavista Estate e também se estendeu a projetos desenvolvidos na Itália.
Atualmente, o catálogo oficial da Bueno Wines inclui tintos, brancos, rosés e espumantes. Entre os produtos comercializados aparecem Paralelo 31 Gran Reserva, Pinot Noir Reserva, Merlot, Petit Verdot Reserva e diferentes espumantes, mostrando uma operação muito mais ampla do que um único vinho produzido como projeto pessoal.
Azeite passou a dividir espaço com os vinhos na fazenda
Os vinhedos não são a única cultura permanente da Bellavista. A propriedade também recebeu oliveiras, ampliando o negócio de Galvão para a olivicultura e para a produção de azeite extravirgem.
A Band registra que o investimento nas oliveiras começou em 2016. Na fazenda são cultivadas as variedades Arbequina, Arbosana e Picual, utilizadas na produção do azeite extravirgem Bueno AZ 0.2.
O produto continua associado comercialmente à Bellavista Estate. O site oficial da Bueno Wines mantém o AZ 0.2 em seu catálogo e identifica Candiota como origem da produção, consolidando vinho e azeite como dois braços agrícolas ligados à propriedade gaúcha.
Pecuária foi uma das portas de entrada de Galvão no agronegócio
Antes mesmo de consolidar os vinhos, Galvão já mantinha ligação empresarial com a criação de bovinos. A Band informa que ele começou com gado Angus há aproximadamente 25 anos, inicialmente em sociedade com um produtor gaúcho.
O trabalho avançou para animais selecionados e melhoramento genético. Posteriormente, exemplares da raça Hereford também passaram a integrar o plantel associado ao narrador.
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Cavalos Crioulos levaram outra tradição gaúcha aos negócios do narrador
Os cavalos também ocupam espaço na relação de Galvão com o campo. A raça escolhida foi a Crioula, fortemente associada à cultura e à pecuária do Rio Grande do Sul.
Segundo a Band, Galvão chegou aos remates da raça com animais de sua criação e passou a investir na seleção de exemplares voltados à funcionalidade e à genética. A atividade abriu outro braço de sua atuação rural além dos bovinos, das uvas e das oliveiras.
Essa combinação explica por que sua presença no agro não pode ser resumida a uma vinícola pertencente a uma celebridade.
Ao longo dos anos, ele passou por cadeias diferentes, da pecuária bovina à criação de cavalos, antes de consolidar a produção vitivinícola como a face mais visível de seus negócios rurais.
Vinhos da Bellavista já conquistaram premiações nacionais
O investimento na produção também resultou em reconhecimento para alguns rótulos. A Bueno Wines registra que, em 2018, três vinhos receberam medalhas de ouro na Grande Prova Vinhos do Brasil: Paralelo 31, Bueno Vin Cabernet Sauvignon e Bellavista Estate Pinot Noir.
Naquela edição, segundo a própria empresa, o Bellavista Estate Pinot Noir também foi escolhido como o melhor Pinot Noir do Brasil na competição. O resultado colocou um vinho produzido com matéria-prima ligada à propriedade de Candiota em evidência nacional.
A marca também desenvolveu rótulos de maior posicionamento, como o Anima Gran Reserva, elaborado com Merlot. A Bueno Wines informa que o vinho passou por 24 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês e outros 12 meses em garrafa antes da comercialização da primeira edição.
Aos 76 anos, Galvão mantém rotina ligada à colheita e à produção
A relação com a Bellavista não ficou restrita ao investimento financeiro. Em fevereiro de 2025, Galvão anunciou seu retorno à Band justamente durante a vindima no Rio Grande do Sul, aparecendo entre as videiras da propriedade.
A emissora relatou que ele acompanha etapas da produção, da plantação e colheita das uvas ao processamento e à fabricação dos vinhos. Em julho de 2026, outra reportagem voltou a registrar sua presença frequente entre os parreirais de Candiota.
O resultado é um patrimônio rural construído em diferentes frentes. Nos 108 hectares da Bellavista Estate estão os vinhedos e as oliveiras; fora dali, sua trajetória no campo também alcança gado e cavalos.
Mais de duas décadas depois de iniciar esses investimentos, Galvão transformou a ligação pessoal com o campo em uma operação que reúne agricultura, produção de bebidas, genética animal e identidade própria no agronegócio brasileiro.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

