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Garoto de 12 anos passa fins de semana separando tampinhas, chega a mais de mil galões doados e transforma lixo em cadeiras de rodas para quem precisa

Garoto de 12 anos passa fins de semana separando tampinhas, chega a mais de mil galões doados e transforma lixo em cadeiras de rodas para quem precisa

6 min de leitura

Garoto de 12 anos passa fins de semana separando tampinhas, chega a mais de mil galões doados e transforma lixo em cadeiras de rodas para quem precisa

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 18/08/2026 às 20:25

Atualizado em 18/08/2026 às 20:26

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Menino de 12 anos supera 1.100 galões de tampinhas doadas em Praia Grande e ajuda campanha que transforma recicláveis em cadeiras de rodas.

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Aos 12 anos, Miguel Braga já havia transformado uma iniciativa iniciada ainda na infância em uma rede de arrecadação capaz de reunir mais de meio milhão de tampinhas de garrafas PET em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Em vez de seguirem para o lixo, os materiais recolhidos são encaminhados ao Fundo Social de Solidariedade do município, onde integram uma campanha que aproveita recicláveis para gerar recursos destinados à aquisição de cadeiras de rodas disponibilizadas à população.

Segundo a Prefeitura de Praia Grande, Miguel ultrapassou 1.100 galões de tampinhas doados e alcançou o total oficialmente informado de 1.117 recipientes em sua 11ª entrega ao Fundo Social, realizada em maio de 2026.

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Naquela ocasião, outros 110 galões cheios foram incorporados ao volume acumulado pelo estudante, ampliando uma trajetória de arrecadação que havia começado quando ele tinha apenas 8 anos e fez suas primeiras contribuições à campanha municipal.

Fins de semana são dedicados à separação das tampinhas

Além do volume reunido ao longo dos anos, chama atenção a rotina desenvolvida em torno da coleta, já que o estudante passa parte dos fins de semana separando os materiais e incentivando outras pessoas a colaborar com a campanha.

De acordo com a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Praia Grande, Maria Del Carmen Padin Mourão, o trabalho realizado pelo garoto envolve organização constante e acabou estimulando vizinhos, colegas de escola, amigos e familiares a guardar tampinhas para novas entregas.

Até mesmo as cores entram no processo de preparação, pois tampinhas roxas, vermelhas, brancas, amarelas, verdes e douradas são agrupadas separadamente antes de serem levadas ao Fundo Social, mantendo uma rotina de triagem que acompanha o crescimento das arrecadações.

À medida que mais pessoas passaram a contribuir, a iniciativa deixou de depender apenas do material encontrado pelo próprio Miguel e ganhou uma rede informal de apoiadores, responsáveis por armazenar os recicláveis e repassá-los para que sejam incorporados às remessas seguintes.

Doações cresceram desde a primeira participação de Miguel

Menino de 12 anos supera 1.100 galões de tampinhas doadas em Praia Grande e ajuda campanha que transforma recicláveis em cadeiras de rodas.

Quando começou a colaborar com a campanha, Miguel levou 44 garrafões cheios de tampinhas, quantidade que marcou o início de uma sequência de entregas posteriormente ampliada conforme novas pessoas passaram a participar e o estudante manteve a atividade ao longo dos anos.

Em uma das etapas posteriores, foram entregues 200 galões de uma só vez; meses depois, outros 125 chegaram ao Fundo Social, até que uma nova remessa de 110 recipientes elevou o total acumulado para mais de 1.100 galões.

Outro indicador ajuda a dimensionar essa evolução: a Prefeitura informa que o estudante já havia ultrapassado meio milhão de tampinhas doadas, número alcançado por meio das contribuições reunidas ao longo de sucessivas campanhas e entregas realizadas desde a infância.

Somando-se à arrecadação organizada por sua própria rede, Miguel também participou, junto ao colégio onde estuda, de uma entrega de 26 quilos de tampinhas e lacres, ampliando a quantidade de material reciclável encaminhada às ações mantidas pelo município.

Recicláveis ajudam na aquisição de cadeiras de rodas

No destino final dos materiais está a ligação entre reciclagem e assistência social, porque o Fundo Social recebe tampinhas de garrafas PET e lacres de latinhas de alumínio utilizados em uma campanha voltada à aquisição de cadeiras de rodas.

Depois de adquiridos por meio da iniciativa, os equipamentos permanecem disponíveis para moradores que necessitam desse tipo de suporte, fazendo com que materiais pequenos e de baixo valor individual sejam reunidos em quantidade suficiente para contribuir com uma finalidade social específica.

Nesse processo, a escala alcançada depende justamente da soma de pequenas contribuições domésticas, já que cada participante pode guardar quantidades reduzidas até que o conjunto seja incorporado a um fluxo maior de recicláveis organizado pelo Fundo Social de Praia Grande.

A experiência de Miguel evidencia essa dinâmica porque, ao longo dos anos, contribuições vindas de diferentes pessoas passaram a alimentar as entregas, permitindo que uma atividade iniciada por uma criança ultrapassasse centenas de galões e alcançasse uma marca superior a mil recipientes.

Continuidade transformou a coleta em uma rotina

Menino de 12 anos supera 1.100 galões de tampinhas doadas em Praia Grande e ajuda campanha que transforma recicláveis em cadeiras de rodas.

Mais do que uma mobilização concentrada em um único momento, a participação do garoto se caracteriza pela continuidade, já que o histórico registrado pelo município reúne sucessivas doações realizadas desde quando Miguel tinha 8 anos e começou a colaborar com a campanha.

Ao comentar uma das entregas, o estudante afirmou considerar gratificante participar da iniciativa por saber que o material arrecadado será destinado à aquisição de novas cadeiras de rodas para pessoas que precisam do equipamento, além de manifestar a intenção de continuar contribuindo.

Essa permanência ajuda a explicar como a quantidade arrecadada cresceu progressivamente, pois o trabalho de guardar, receber, separar e preparar as tampinhas passou a fazer parte da rotina do estudante, inclusive durante períodos em que outras atividades escolares continuavam normalmente.

Sem depender exclusivamente das próprias coletas, Miguel passou a receber materiais separados por vizinhos, colegas, amigos e familiares, ampliando a capacidade de reunir tampinhas e permitindo que cada nova entrega incorporasse contribuições vindas de diferentes pontos de sua rede de contatos.

Para concentrar essas pequenas contribuições em volumes maiores, o Fundo Social aceita qualquer quantidade de tampinhas e lacres e mantém pontos de recebimento em unidades sociais do município, além da própria sede da instituição, localizada no bairro Boqueirão.

A estrutura permite que moradores entreguem materiais recicláveis sem precisar reunir grandes volumes individualmente, enquanto iniciativas como a de Miguel funcionam como pontos informais de mobilização capazes de agregar dezenas ou centenas de contribuições antes do encaminhamento ao Fundo Social.

Dentro dessa rotina, separar os materiais durante os fins de semana tornou-se uma etapa recorrente, envolvendo o recebimento das doações, a divisão das tampinhas e a preparação dos galões que posteriormente são transportados para os locais responsáveis pela campanha.

Paralelamente à vida escolar, o estudante mantém essa organização e continua reunindo contribuições, numa atividade que cresceu desde as primeiras dezenas de garrafões até atingir números capazes de colocá-lo em posição de destaque entre os apoiadores da iniciativa municipal.

Mais de meio milhão de tampinhas já foram reunidas

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Segundo a Prefeitura de Praia Grande, Miguel é descrito como o maior apoiador da causa social das tampinhas na cidade, reconhecimento relacionado tanto à continuidade das entregas quanto ao volume acumulado desde que começou a participar ainda durante a infância.

O crescimento registrado ao longo desse período levou a arrecadação de algumas dezenas de garrafões para 1.117 galões oficialmente contabilizados pelo município, enquanto a quantidade estimada de unidades reunidas ultrapassou a marca de meio milhão de tampinhas destinadas à campanha.

Embora sejam objetos pequenos e normalmente descartados no cotidiano, tampinhas e lacres ganham outra função quando acumulados em grande escala, porque entram em uma cadeia de reaproveitamento associada à obtenção de recursos destinados à compra de equipamentos de mobilidade.

No caso de Miguel, mais de meio milhão de tampinhas reunidas, 1.117 galões contabilizados e uma rotina mantida durante parte dos fins de semana formam o conjunto de resultados de uma iniciativa que começou quando ele tinha apenas 8 anos.

Enquanto o plástico recolhido continua seguindo para uma campanha que transforma recicláveis em recursos destinados à aquisição de cadeiras de rodas, permanece a possibilidade de outras redes semelhantes surgirem em escolas, condomínios, famílias e comunidades dispostas a incorporar a separação de materiais à rotina.

Quantas outras iniciativas semelhantes poderiam ganhar escala se a separação de materiais recicláveis também fosse incorporada à rotina de escolas, condomínios, famílias e comunidades?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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