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Gato que virou desafio para conservacionistas na Nova Zelândia matou dezenas de aves raras, escapou de armadilhas por três anos e só foi capturado após estratégia com câmeras, gaiolas e iscas

Gato que virou desafio para conservacionistas na Nova Zelândia matou dezenas de aves raras, escapou de armadilhas por três anos e só foi capturado após estratégia com câmeras, gaiolas e iscas

4 min de leitura

Gato que virou desafio para conservacionistas na Nova Zelândia matou dezenas de aves raras, escapou de armadilhas por três anos e só foi capturado após estratégia com câmeras, gaiolas e iscas

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 05/08/2026 às 01:29

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Imagem ilustrativa mostra um gato feral em ambiente aberto, semelhante ao cenário onde Nine Lives foi monitorado e capturado por conservacionistas na Nova Zelândia.

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Felino feral apelidado de “Nine Lives” foi associado à morte de dezenas de pāteke e desafiou equipes de conservação desde 2023.

Um gato feral conseguiu escapar durante três anos das equipes responsáveis pela proteção da fauna na Nova Zelândia.

Apelidado de “Nine Lives” (“Nove Vidas”), o grande felino tigrado cinza vivia na península de Purerua, localizada no extremo norte da Ilha Norte.

Conservacionistas estimam que dezenas de pāteke, também conhecidos como marrecas-pardas, tenham sido mortos pelo animal durante esse período.

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As perdas representam aproximadamente 1% da população da espécie no país.

Nine Lives também foi apontado como possível responsável pela morte de filhotes de kiwi, lagartos nativos e outros animais.

A longa perseguição terminou em 30 de julho de 2026, quando o gato entrou em uma gaiola instalada pelos conservacionistas.

Buscas começaram em 2023

As equipes do projeto Pest Free Purerua tentavam capturar Nine Lives desde 2023.

Armadilhas, câmeras e equipamentos de monitoramento foram instalados em diferentes pontos da região.

O comportamento imprevisível do animal, entretanto, dificultava qualquer tentativa de estabelecer uma rotina de rastreamento.

Segundo Andy Mentor, gerente do Pest Free Purerua, o gato aparecia em determinado local e desaparecia durante dois ou três meses.

Os horários também mudavam constantemente.

Nine Lives podia aparecer ao entardecer, à meia-noite, durante a madrugada ou mesmo em plena luz do dia.

Essa ausência de padrão tornou a localização do felino especialmente complicada.

Habilidade para escapar originou o apelido Nine Lives

O apelido “Nine Lives” surgiu justamente por causa da capacidade do gato de desaparecer sempre que as equipes pareciam próximas de capturá-lo.

Conservacionistas chegaram perto de prendê-lo em diferentes ocasiões.

O animal, porém, conseguia escapar e voltava a permanecer semanas ou meses sem ser observado.

Andy Mentor afirmou que a captura nunca foi considerada garantida.

O felino havia intrigado os integrantes do projeto durante aproximadamente três anos.

Três noites consecutivas mudaram a operação

Uma mudança importante aconteceu no final de julho de 2026.

Nine Lives foi observado durante três noites consecutivas em uma pedreira.

A repetição permitiu que as equipes concentrassem câmeras, gaiolas e armadilhas naquele ponto.

Diferentes alimentos também foram usados para atrair o animal.

Salmão, frango frito e carne de coelho estavam entre as iscas utilizadas pelos conservacionistas.

Uma câmera conectada aos celulares dos integrantes do projeto passou a monitorar a área.

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Viviane Alves

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Alerta no celular confirmou a captura

O momento decisivo ocorreu em 30 de julho de 2026.

A câmera enviou um alerta indicando que o felino havia entrado em uma das gaiolas.

Agentes foram enviados imediatamente ao local.

Nine Lives estava preso quando a equipe chegou.

O animal foi posteriormente abatido de maneira considerada humanitária pelos responsáveis pela operação.

A captura encerrou uma busca iniciada três anos antes.

Corpo será analisado para investigar alimentação

O corpo do felino passará agora por exames.

As análises deverão identificar quais animais fizeram parte de sua alimentação durante os últimos anos.

O corpo também será taxidermizado.

Posteriormente, Nine Lives deverá ser utilizado em atividades educativas relacionadas aos impactos dos gatos ferais sobre a biodiversidade.

O objetivo será demonstrar os efeitos provocados por esses predadores sobre animais nativos.

Gatos ferais pressionam a fauna da Nova Zelândia

A Nova Zelândia possui uma das maiores taxas de tutores de gatos domésticos do mundo.

Milhões de gatos também vivem no país sem contato direto com seres humanos.

Esses animais caçam aves, répteis e pequenos mamíferos.

Muitas espécies neozelandesas evoluíram em ambientes com poucos predadores naturais.

A presença dos gatos ferais, dessa maneira, representa uma pressão adicional sobre essas populações.

Defensores da conservação celebraram a captura de Nine Lives.

Outras pessoas, contudo, lamentaram a morte do animal nas redes sociais e criticaram a decisão da equipe.

Gatos ferais entraram na estratégia Predator Free 2050

As autoridades da Nova Zelândia incluíram oficialmente os gatos ferais na estratégia Predator Free 2050 em 2025.

A iniciativa pretende combater espécies invasoras associadas ao declínio da biodiversidade.

O caso de Nine Lives demonstra a dificuldade enfrentada pelas equipes mesmo diante de um único predador feral.

Três anos de câmeras, armadilhas, monitoramento e diferentes estratégias foram necessários até a captura em julho de 2026.

Fontes: Pest Free Purerua, Departamento de Conservação da Nova Zelândia, The Guardian e O Globo.

Você acredita que o controle de gatos ferais deve ser intensificado para proteger aves e outros animais nativos da Nova Zelândia? Deixe sua opinião.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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