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Gêmeos que nasceram quando nem existia ultrassom chegaram juntos aos 100 anos depois de câncer de mama, mastectomia, infarto e stents, e revelaram o segredo que os mantém vivos, os irmãos nasceram no Havaí em 1926 e celebraram na Califórnia

Gêmeos que nasceram quando nem existia ultrassom chegaram juntos aos 100 anos depois de câncer de mama, mastectomia, infarto e stents, e revelaram o segredo que os mantém vivos, os irmãos nasceram no Havaí em 1926 e celebraram na Califórnia

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Gêmeos que nasceram quando nem existia ultrassom chegaram juntos aos 100 anos depois de câncer de mama, mastectomia, infarto e stents, e revelaram o segredo que os mantém vivos, os irmãos nasceram no Havaí em 1926 e celebraram na Califórnia

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 15/08/2026 às 10:30

Atualizado em 15/08/2026 às 10:36

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Gêmeos nascidos em 1926, antes do ultrassom, chegaram juntos aos 100 anos após câncer, mastectomia, infarto e stents e contam o que os mantém ativos e vivos

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Os gêmeos Jane Southwick e Bill Abbott completaram um século de vida em 8 de abril de 2026 ao lado de familiares na Califórnia, e apontam três pilares da longevidade que compartilham: rotina ativa dentro do possível, parentes presentes no dia a dia e o acompanhamento médico regular há décadas

Os gêmeos Jane Southwick e Bill Abbott completaram 100 anos em 8 de abril de 2026 e celebraram o centenário lado a lado, cercados por familiares na Califórnia, nos Estados Unidos. Questionados sobre a idade, os dois resumiram o espírito da dupla numa frase só: “Ainda somos crianças”. As informações são da revista People, repercutidas pelo portal ND Mais em 13 de agosto de 2026.

A marca dos 100 anos veio depois de uma sequência de provas duras. Jane enfrentou um câncer de mama, passou por mastectomia e conviveu com problemas pulmonares, enquanto Bill sobreviveu a um infarto, recebeu stents e trata problemas nos rins. Para os irmãos, o que explica a chegada ao século é a combinação de uma rotina ativa dentro das próprias possibilidades, parentes presentes no dia a dia e acompanhamento médico constante.

Sobrinha e filha sustenta a rotina dos dois desde 2005

Gêmeos nascidos em 1926, antes do ultrassom, chegaram juntos aos 100 anos após câncer, mastectomia, infarto e stents e contam o que os mantém ativos e vivos

O elo prático que mantém os gêmeos funcionando tem nome: Nancy, filha de Jane. Ela se mudou para a casa da mãe em 2005 e assumiu o papel de principal cuidadora, organizando o cotidiano da centenária no dia a dia.

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O cuidado transbordou para o tio. Bill mora sozinho em Pleasanton, cidade próxima de Livermore, na Califórnia, e é Nancy quem o leva às consultas médicas e faz as compras da casa dele. O bom humor do centenário aparece até na descrição desse arranjo familiar: “Eu a pego emprestada muitas vezes”, brincou Bill sobre a sobrinha que divide a atenção entre as duas casas.

Câncer de mama e infarto entraram na conta do século

A saúde dos dois exigiu batalhas em frentes diferentes. Jane recebeu o diagnóstico de câncer de mama, passou pela mastectomia e ainda enfrentou complicações pulmonares ao longo da vida. Cada etapa foi vencida com tratamento e acompanhamento médico, que ela mantém até hoje.

Bill teve o coração como adversário. O infarto aconteceu cerca de uma década antes da entrevista à revista, e o centenário recebeu stents para restabelecer a circulação, além de conviver com problemas renais. Os próprios irmãos atribuem a condição atual dos dois tanto ao cuidado dos médicos quanto à proximidade da família, os mesmos pilares que repetem quando perguntados sobre longevidade.

Nascimento em 1926 pegou os pais de surpresa

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A história começou com um susto de parto. Os gêmeos nasceram em 8 de abril de 1926, no Havaí, numa época em que não existia ultrassom para revelar uma gestação dupla. Jane veio ao mundo primeiro, e Bill surpreendeu os pais ao nascer logo em seguida, um segundo bebê que ninguém esperava.

A infância e a juventude dos dois foram itinerantes. A dupla cresceu circulando entre diferentes regiões dos Estados Unidos e o Canadá, acumulando as memórias de família que os dois compartilham até hoje. Para Jane, o tempo ao lado dos pais construiu a base dos laços que sobrevivem um século depois: “Pudemos passar muito tempo juntos. Pudemos compartilhar muitas histórias de família”, contou.

Marinha, atletismo e sala de aula moldaram as trajetórias

A vida adulta separou as rotinas, mas não os irmãos. Bill praticou atletismo no ensino médio, nadava no oceano e serviu na Marinha dos Estados Unidos, um histórico físico que ajuda a explicar a disposição que carrega. Jane seguiu outro caminho e trabalhou como professora de crianças pequenas.

A longevidade também aparece na árvore genealógica. Os pais dos gêmeos viveram até os 90 e poucos anos, e o irmão mais velho da dupla, Richard, morreu aos 102, poucas semanas antes de completar 103. O histórico familiar pode ter peso na conta, mas, como a própria reportagem original pondera, não determina sozinho quanto tempo alguém viverá.

Viagens em família duraram 15 anos depois de uma perda

Uma perda transformou a rotina da dupla em estrada. Depois da morte de Patricia, esposa de Bill, em 2005, os irmãos passaram cerca de 15 anos viajando com Nancy e outros parentes. O roteiro incluiu destinos como o Havaí, terra natal dos dois, e a Itália.

A última grande viagem aconteceu pouco antes da pandemia, num giro pelos parques do oeste dos Estados Unidos com parada no Grand Canyon. Em casa, a tradição continua nos encontros de Natal organizados por Jane, que reúnem filhos, netos e bisnetos ao redor da centenária todos os anos. É nesses encontros que as histórias de família da infância no Havaí seguem circulando entre as gerações.

Ciência não aponta fórmula única para os 100 anos

Gêmeos nascidos em 1926, antes do ultrassom, chegaram juntos aos 100 anos após câncer, mastectomia, infarto e stents e contam o que os mantém ativos e vivos

O caso dos gêmeos rende inspiração, mas a ciência pede cautela antes de transformar a receita deles em regra. Pesquisas sobre envelhecimento saudável entre centenários indicam que a longevidade nasce da interação entre genética, ambiente, hábitos e relações sociais, sem que um único fator explique tudo.

Um estudo de coorte com 4.536 centenários na China encontrou associação entre hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado, e maior sobrevida depois dos 100 anos. Os próprios autores da pesquisa, porém, alertam que a associação não prova causa e efeito, ou seja, seguir os passos de Jane e Bill não garante a ninguém chegar ao século. O que a história dos dois ilustra, na prática, é o valor do acompanhamento médico contínuo e da rede de apoio.

Século compartilhado virou lição de presença

Cem anos depois do parto duplo que surpreendeu um casal no Havaí, Jane Southwick e Bill Abbott seguem fazendo juntos o que fizeram a vida inteira: dividir memórias, mesas de Natal e consultas médicas. Entre um câncer vencido, um coração remendado por stents e uma cuidadora emprestada entre duas casas, o verdadeiro segredo dos gêmeos parece menos uma fórmula e mais uma escolha diária de permanecer perto de quem importa. A idade avançou, mas a frase da dupla continua valendo como resumo: ainda são crianças, apenas com um século de histórias para contar.

E na sua família, quem é a pessoa mais longeva e qual é o hábito dela que você acha que faz diferença? Conte nos comentários se você acredita mais na genética, na rotina ou na companhia como segredo para viver 100 anos.

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gêmeos


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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