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Gestora social que trabalhava em abrigo viu cinco irmãos prestes a serem separados, conversou com o marido aposentado, acolheu todos juntos, mudou de casa e carro e depois reuniu uma sexta irmã à família para preservar os vínculos entre eles
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 14/08/2026 às 12:48
Atualizado em 14/08/2026 às 12:52
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Veranilda de Oliveira Guimarães e Adalberto Franco Guimarães acolheram cinco irmãos que poderiam ser separados em abrigos diferentes. A família mudou de casa, trocou os carros por um veículo maior e, em 2019, reuniu também uma sexta irmã, ampliando uma história construída para preservar os vínculos entre as crianças juntas.
Os cinco irmãos atendidos pela gestora social Veranilda Guimarães estavam diante de uma possibilidade difícil: seguir para lares diferentes porque encontrar uma família disposta a acolher todo o grupo era mais complicado. Ela conhecia a situação por trabalhar com acolhimento e decidiu conversar com o marido, Adalberto Guimarães, recém-aposentado.
A resposta alterou a vida dos dois. O casal levou os cinco irmãos para casa, reorganizou espaço, transporte e orçamento e passou a construir uma rotina familiar que não existia antes daquele contato. A escolha central foi receber o grupo inteiro em vez de aceitar que a solução para cada criança significasse a separação entre elas.
Pedido do irmão mais velho impediu que a separação parecesse inevitável
Veranilda Guimarães dirigia uma instituição de acolhimento quando conheceu a situação das crianças. O irmão mais velho manifestava preocupação em permanecer perto dos demais, enquanto a dificuldade de encaminhar os cinco irmãos juntos aumentava o risco de destinos diferentes.
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Ao levar o assunto para casa, Veranilda encontrou apoio em Adalberto Guimarães, que havia acabado de se aposentar. O casal transformou uma decisão profissionalmente conhecida por Veranilda em uma escolha pessoal capaz de alterar toda a estrutura doméstica.
Casa e carros precisaram acompanhar o tamanho da nova família
A residência que Veranilda Guimarães e Adalberto Guimarães tinham não comportava confortavelmente a chegada dos cinco irmãos. A solução foi mudar de imóvel, criando espaço para dormitórios, circulação e uma rotina que passou a envolver várias crianças e adolescentes ao mesmo tempo.
O transporte também mudou. O casal trocou os veículos que possuía por um carro maior, capaz de levar mais integrantes juntos. A adoção deixou de ser uma decisão abstrata e passou a exigir mudanças concretas de moradia, mobilidade e organização financeira.
Adoção foi formalizada após período de convivência
Os cinco irmãos chegaram à família por um processo que envolveu guarda, convivência e acompanhamento até a formalização. Veranilda Guimarães e Adalberto Guimarães já tinham filhos adultos e netos, mas passaram a reorganizar o cotidiano em torno de crianças mais novas e adolescentes.
A família também mudou de cidade e se estabeleceu em Ribeirão Pires, em São Paulo. A adoção manteve o grupo unido e transformou a antiga experiência de Veranilda com acolhimento social numa relação permanente de maternidade e paternidade.
Sexta irmã voltou a conviver com o grupo em 2019
A história ganhou um capítulo posterior. Em 2019, uma sexta irmã, que havia permanecido separada dos cinco irmãos, recebeu autorização para viver com eles. O reencontro ocorreu depois de um período em que o contato era limitado e a distância pesava sobre a convivência familiar.
Veranilda Guimarães e Adalberto Guimarães voltaram então a ampliar a casa, agora com seis irmãos reunidos. O desfecho reforçou o princípio que havia guiado a primeira adoção: preservar relações anteriores à chegada da família adotiva, em vez de apagar a origem das crianças.
História passou de cinco para seis irmãos sem apagar os vínculos anteriores
A trajetória começou com cinco irmãos de 4 a 14 anos e continuou com a reunião de uma sexta criança da mesma família biológica. A mudança de casa e de carro foi apenas a parte visível de uma transformação maior, que envolveu novos papéis familiares para Veranilda Guimarães e Adalberto Guimarães.
A adoção preservou o grupo e ainda abriu espaço para um reencontro posterior.
Para você, qual seria a parte mais difícil de reorganizar de uma vez numa família que cresce assim: a casa, o transporte, a rotina ou a adaptação emocional? Conte nos comentários qual mudança parece mais complexa.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

