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Gigante de quase 7.700 toneladas usa somente 16 rodas para girar uma antena de 100 metros, alcançar cerca de 85% do céu e apontar para o espaço com precisão astronômica

Gigante de quase 7.700 toneladas usa somente 16 rodas para girar uma antena de 100 metros, alcançar cerca de 85% do céu e apontar para o espaço com precisão astronômica

5 min de leitura

Gigante de quase 7.700 toneladas usa somente 16 rodas para girar uma antena de 100 metros, alcançar cerca de 85% do céu e apontar para o espaço com precisão astronômica

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 08/08/2026 às 14:30

Atualizado em 08/08/2026 às 14:37

Ciência e Tecnologia

Canal

Com quase 17 milhões de libras, o Green Bank Telescope combina uma antena de 100 metros

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Com quase 17 milhões de libras, o Green Bank Telescope combina uma antena de 100 metros, movimento sobre apenas 16 rodas e acesso a cerca de 85% do céu, enquanto sua engenharia permite direcionar uma estrutura gigantesca para diferentes regiões do espaço com precisão medida em segundos de arco.

Como se faz uma estrutura de quase 7.700 toneladas girar com precisão astronômica? Nos Estados Unidos, o Green Bank Telescope enfrenta esse desafio usando apenas 16 rodas para movimentar uma construção gigantesca que carrega uma antena com 100 metros de diâmetro nominal.

O Green Bank Observatory, observatório científico responsável pela instalação nos Estados Unidos, informa que o telescópio pesa quase 17 milhões de libras, alcança aproximadamente 85% da esfera celeste e possui precisão de apontamento de 2 segundos de arco. São números que colocam lado a lado duas exigências muito diferentes: suportar uma massa monumental e movimentá-la com enorme precisão.

O movimento é necessário porque o radiotelescópio precisa apontar sua superfície para diferentes regiões do céu durante as observações. Para isso, a estrutura se apoia em quatro grandes conjuntos de rodagem, cada um equipado com quatro rodas, totalizando somente 16 pontos de rodagem para uma máquina com milhares de toneladas.

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Apenas 16 rodas participam do giro de uma estrutura com quase 7.700 toneladas

Quando o peso do Green Bank Telescope é colocado ao lado da quantidade de rodas, a escala da engenharia fica mais fácil de perceber. São quase 17 milhões de libras, o equivalente a aproximadamente 7.700 toneladas métricas, distribuídas sobre uma estrutura que precisa continuar capaz de girar.

As 16 rodas são divididas entre quatro grandes conjuntos de rodagem, com quatro unidades em cada conjunto. Elas percorrem uma pista circular instalada na base e permitem mudar a direção horizontal do telescópio.

Green Bank Telescope / Reprodução

O objetivo não é levar a estrutura de um lugar a outro, mas girá-la ao redor da própria base para posicionar a enorme superfície de captação na direção necessária.

Isso transforma a sustentação em apenas uma parte do desafio. A engenharia também precisa manter o movimento controlado enquanto uma construção de milhares de toneladas muda lentamente de orientação.

Uma pista circular permite que o gigante mude a direção da antena

Na base do Green Bank Telescope existe uma pista circular sobre a qual trabalham os quatro conjuntos de rodas. Quando o telescópio precisa observar outra direção, é sobre esse caminho que a estrutura inteira realiza o movimento horizontal.

A pista precisa oferecer apoio para uma construção extremamente pesada sem impedir a precisão exigida pelo instrumento. Pequenas variações que seriam pouco importantes em uma máquina comum ganham outro significado quando a estrutura acima precisa apontar para regiões muito específicas do céu.

Por isso, rodas, pista e sustentação formam um único sistema. Não basta fazer quase 7.700 toneladas girarem. É necessário saber exatamente para onde essa massa está sendo direcionada.

A combinação ajuda a explicar por que uma parte aparentemente simples, como as rodas de sustentação, assume papel tão importante em uma máquina criada para observações astronômicas.

Antena de 100 metros precisa mudar de posição para acompanhar o céu

O Green Bank Telescope recebe esse nome por possuir uma área de captação com 100 metros de diâmetro nominal. Na prática, sua grande superfície refletora possui formato assimétrico, com dimensões próximas de 100 por 110 metros.

Essa superfície recebe as ondas de rádio vindas do espaço. Para observar diferentes objetos e regiões, porém, o telescópio não pode permanecer apontado sempre para a mesma direção.

Uma pista circular permite que o gigante mude a direção da antena

É justamente aí que o sistema de movimentação se torna essencial. Ao girar sobre a base e alterar a posição da antena, o instrumento consegue alcançar uma parcela muito ampla do céu.

O Green Bank Observatory, observatório científico responsável pela instalação nos Estados Unidos, registra que o GBT tem acesso a aproximadamente 85% da esfera celeste. A instituição também informa uma precisão de apontamento de 2 segundos de arco, mostrando o nível de controle necessário para direcionar uma estrutura dessa escala.

Precisão de 2 segundos de arco mostra que movimentar o peso é apenas parte do problema

Uma máquina com milhares de toneladas já representa um grande desafio estrutural. No Green Bank Telescope, porém, fazer a estrutura se mover não é suficiente.

A posição final precisa ser extremamente precisa. O próprio observatório usa uma comparação simples para explicar a dimensão desse número: a precisão de 2 segundos de arco seria suficiente para distinguir uma moeda de 25 centavos a cerca de 3 milhas de distância.

Isso ajuda a entender o contraste central da construção. De um lado está uma máquina com quase 17 milhões de libras. Do outro, existe a necessidade de realizar ajustes muito pequenos para que sua enorme superfície seja apontada corretamente.

É uma combinação pouco intuitiva para quem observa apenas o tamanho da estrutura. Força para sustentar o peso e precisão para controlar a posição precisam funcionar ao mesmo tempo.

Cerca de 85% do céu pode ser alcançado pela enorme estrutura móvel

A capacidade de movimento não existe apenas para demonstrar a força da engenharia. Ela determina quanto do céu pode ser observado pelo radiotelescópio.

Com acesso a aproximadamente 85% da esfera celeste, o Green Bank Telescope pode ser direcionado para uma grande variedade de regiões. Sua área de captação de 100 metros ajuda a receber sinais de rádio, enquanto o sistema móvel coloca essa superfície na posição necessária.

A escala também aparece no uso científico. A página institucional registra aproximadamente 6.500 horas de observação por ano, reforçando que o movimento da estrutura faz parte de uma operação frequente e não de uma capacidade usada apenas em situações excepcionais.

Assim, as 16 rodas escondidas sob uma construção gigantesca acabam tendo uma função decisiva: permitir que milhares de toneladas mudem de orientação para que uma antena de 100 metros possa olhar para diferentes partes do espaço.

O Green Bank Telescope reúne extremos difíceis de imaginar na mesma máquina. São quase 7.700 toneladas, somente 16 rodas, uma antena de 100 metros e precisão de 2 segundos de arco trabalhando em conjunto para tornar possíveis as observações.

Mais do que sustentar uma construção monumental, o sistema precisa movimentá la sem abrir mão da precisão. É justamente a união entre peso, mobilidade e controle que transforma a estrutura em um exemplo incomum de engenharia aplicada à astronomia.

O que parece mais difícil para você: sustentar quase 7.700 toneladas sobre apenas 16 rodas ou conseguir movimentar toda essa massa sem perder a precisão necessária para apontar uma antena ao espaço?

Fonte

Green Bank Observatory


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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