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Gigante dos automóveis leva quase 100 ovelhas e as coloca entre 31 mil painéis solares para cumprir missão que máquinas e humanos não conseguem realizar, e o resultado surpreende
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 04/08/2026 às 09:48
Atualizado em 04/08/2026 às 09:49
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Rebanho da raça Grande Polônia pasta em fazenda solar de 27 hectares, enquanto cientistas avaliam bem-estar animal, solo, vegetação e microclima sem interromper a geração de eletricidade da fábrica da Volkswagen em Września, oeste polonês
Quase 100 ovelhas da raça Grande Polônia passaram a pastar entre mais de 31 mil painéis solares instalados na fábrica da Volkswagen em Września, no oeste da Polônia. O rebanho controla a vegetação em 27 hectares enquanto pesquisadores avaliam bem-estar animal, solo, pastagem e condições ambientais dentro da usina.
Ovelhas alcançam áreas onde máquinas têm dificuldade
As ovelhas chegaram à fazenda solar no final de abril de 2026 e devem permanecer no local até o outono, sob os cuidados de criadores. A principal função do rebanho é manter baixa a grama e outras plantas que crescem entre as estruturas.
O manejo da vegetação em uma instalação solar exige cuidados diferentes dos adotados em um campo aberto.
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Fileiras estreitas, suportes metálicos, cabos e equipamentos elétricos podem limitar a circulação de cortadores convencionais.
As ovelhas conseguem passar por baixo dos painéis e alcançar pontos de difícil acesso para as máquinas.
O pastoreio ocorre sem interromper a geração de eletricidade, permitindo que a manutenção da área seja realizada enquanto a usina continua funcionando.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos considera as ovelhas adequadas para muitos projetos solares por causa do tamanho dos animais.
Entretanto, essas instalações ainda precisam de cercas, água, proteção da fiação e rotas seguras para manutenção.
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Painéis solares da Fazenda solar pode atender toda a fábrica em dias ensolarados
A fazenda solar da Volkswagen em Września ocupa aproximadamente 27 hectares, equivalentes a 67 acres, e possui capacidade instalada de 18,3 megawatts.
Em dias ensolarados, a instalação pode fornecer toda a eletricidade necessária para o funcionamento da fábrica.
Considerando a produção ao longo do ano, a usina cobre cerca de um quarto do consumo elétrico da unidade industrial.
A presença das ovelhas transforma a área em um exemplo de agrivoltaica, sistema no qual a mesma terra é utilizada para produção de energia solar e atividades agrícolas.
Segundo a diretora da fábrica, Marzena Pillich-Grońska, o projeto permite combinar a produção industrial de energia com agricultura local, biodiversidade e desenvolvimento científico.
A referência à biodiversidade integra a descrição apresentada pela empresa. Os dados ecológicos do projeto, porém, ainda estão sendo coletados pelos pesquisadores responsáveis pelo acompanhamento da área.
Pesquisadores avaliam ovelhas, solo e microclima
O estudo é conduzido por especialistas em zootecnia, medicina veterinária, engenharia ambiental e engenharia mecânica da Universidade de Ciências da Vida de Poznań.
A equipe acompanha o comportamento de pastoreio, o bem-estar das ovelhas, a qualidade da vegetação, as características do solo, as emissões de amônia e as diferenças de temperatura e umidade dentro da fazenda solar.
Os cientistas também comparam áreas sombreadas pelos painéis com trechos expostos diretamente ao sol.
A sombra pode alterar a temperatura do solo, a umidade, a circulação do vento e a quantidade de luz recebida pelas plantas.
Esse conjunto de condições locais é chamado de microclima. O objetivo é entender como as estruturas solares afetam simultaneamente os animais, a pastagem e o ambiente ao redor.
Joanna Składanowska-Baryza, da universidade, descreveu o trabalho como um dos primeiros estudos desse tipo realizados na Polônia dentro de uma fazenda fotovoltaica de grande porte.
Primeiras observações indicam adaptação do rebanho
A criadora Justyna Nowak-Gajek observou que as ovelhas passaram a se dividir em pequenos grupos e a pastar tranquilamente pela instalação.
Segundo ela, os animais se adaptaram bem às novas condições. O comportamento é considerado relevante porque ovelhas que percebem ameaças costumam permanecer mais próximas umas das outras.
As observações serão comparadas com medições diretas sobre bem-estar, solo, pastagem, emissões e condições ambientais antes que os pesquisadores apresentem conclusões sobre o projeto.
Um estudo realizado em 2023 na Fazenda Solar Gold Tree, na Califórnia, acompanhou 80 ovelhas e registrou períodos maiores de pastoreio entre painéis solares do que em pastagens próximas.
A vegetação sob os painéis também apresentou maior teor de proteína e digestibilidade durante a pesquisa, embora os dois locais analisados tivessem plantas dormentes e baixo valor nutricional geral.
Os pesquisadores sugeriram que as estruturas poderiam oferecer proteção contra calor, vento e chuva. A equipe polonesa, contudo, está reunindo dados próprios porque o clima, a raça, a vegetação e a organização da fazenda são diferentes.
As ovelhas utilizadas em Września pertencem à raça Grande Polônia, desenvolvida na região e atualmente incluída no programa nacional polonês de conservação de recursos genéticos.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Volkswagen Poznań, da Universidade de Ciências da Vida de Poznań, do Departamento de Energia dos Estados Unidos e do estudo realizado na Fazenda Solar Gold Tree, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://dailygalaxy.com/2
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

