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Girassol ganha cada vez mais espaço no Cerrado: Caramuru amplia área em 5%, alcança 55,8 mil hectares em Goiás e mira 125 mil toneladas nas próximas safras

Girassol ganha cada vez mais espaço no Cerrado: Caramuru amplia área em 5%, alcança 55,8 mil hectares em Goiás e mira 125 mil toneladas nas próximas safras

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Girassol ganha cada vez mais espaço no Cerrado: Caramuru amplia área em 5%, alcança 55,8 mil hectares em Goiás e mira 125 mil toneladas nas próximas safras

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 17/08/2026 às 19:36

Agronegócio

Campo de girassol ilustra o avanço da oleaginosa no Cerrado, onde a Caramuru ampliou em 5% a área na safra 2025/26 e alcançou 55,8 mil hectares.

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Caramuru expande cultivo de girassol na safra 2025/26 mesmo diante dos desafios climáticos; oleaginosa exige menos água que o milho, pode render até R$ 3 mil por hectare e ganha força como alternativa para a segunda safra

O girassol está ampliando sua presença no Cerrado brasileiro, especialmente em Goiás, onde a cultura vem conquistando espaço como alternativa para produtores que buscam diversificar a segunda safra.

Na safra 2025/26, a Caramuru Alimentos trabalha com 55,8 mil hectares de girassol, crescimento de 5% diante dos 53,1 mil hectares registrados na temporada anterior.

O avanço ocorreu apesar das dificuldades climáticas. Afinal, a oleaginosa depende do calendário da soja e enfrentou uma janela mais apertada para ser implantada.

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A falta de chuvas interrompeu o plantio em diferentes momentos. Posteriormente, a colheita também registrou atrasos próximos de 15 dias em algumas regiões.

Mesmo diante desse cenário, Túlio Dias, gerente de Girassol da Caramuru, considera satisfatório o crescimento alcançado pela companhia.

Girassol exige menos água e ganha espaço como alternativa ao milho

Um dos principais fatores que favorecem o cultivo de girassol na segunda safra está relacionado à quantidade de água necessária durante seu desenvolvimento.

Enquanto o milho pode demandar entre 600 e 700 milímetros de água, o girassol necessita de aproximadamente 200 a 250 milímetros durante todo o ciclo.

Por isso, a cultura vem ocupando principalmente áreas que poderiam receber milho de média ou baixa tecnologia no fim da janela agrícola.

Além disso, a menor demanda hídrica pode reduzir a exposição do produtor aos riscos associados ao clima.

Consequentemente, a Caramuru considera que a oleaginosa pode contribuir para a diversificação da produção agrícola, sobretudo em áreas onde o milho seria implantado mais tarde.

Plantação de girassol sob céu aberto representa o avanço da oleaginosa no Cerrado, onde a Caramuru ampliou a área cultivada na safra 2025/26.

Produtor pode obter lucro de até R$ 3 mil por hectare com girassol

Além da menor necessidade de água, os resultados econômicos ajudam a explicar o crescimento da cultura.

Segundo Túlio Dias, produtores que cultivam girassol dentro da janela adequada e adotam o pacote tecnológico apropriado podem alcançar lucro entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por hectare.

Em comparação apresentada pelo executivo, uma lavoura de milho de média ou baixa tecnologia implantada no fim da janela pode proporcionar margem de apenas cinco a dez sacas.

Para alcançar R$ 1.500 por hectare com milho negociado a R$ 55 por saca, por exemplo, seriam necessárias aproximadamente 27 sacas de margem por hectare.

Assim, para a Caramuru, a expansão do girassol não representa apenas um movimento conjuntural. A companhia considera que os resultados econômicos podem sustentar um avanço estrutural da cultura.

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Caio Aviz

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Goiás concentra produção de girassol e deve chegar a 63 mil hectares

Goiás é atualmente o principal polo produtor de girassol do Brasil.

Segundo estimativas apresentadas pela Caramuru, o estado deve alcançar aproximadamente 63 mil hectares plantados na safra atual.

No Brasil, por sua vez, a área total é estimada pela companhia entre 85 mil e 90 mil hectares.

O cenário é diferente em Mato Grosso. Há cerca de sete safras, o estado chegou a cultivar aproximadamente 80 mil hectares da oleaginosa.

No ano passado, entretanto, essa área teria diminuído para aproximadamente 5 mil hectares.

Segundo Túlio, o recuo está relacionado principalmente à melhoria da logística de escoamento do milho mato-grossense.

Com novas alternativas de exportação pelo Norte, o cereal ganhou competitividade e passou a disputar mais diretamente as áreas disponíveis durante a segunda safra.

Demanda industrial e contratos ajudam a estimular cultivo em Goiás

Em Goiás, por outro lado, diferentes fatores contribuem para manter o avanço da oleaginosa.

Entre eles estão demanda industrial, oferta de sementes subsidiadas, assistência técnica e mecanismos de comercialização, conforme informações da Caramuru.

Além disso, a empresa trabalha com contratos de precificação futura.

Dessa maneira, o produtor pode negociar antecipadamente a entrega da produção, buscando reduzir sua exposição às oscilações dos preços e garantir liquidez para o girassol.

Girassol deixou de ser apenas cultura de rotação e virou negócio

A relação da Caramuru com o girassol começou há 27 anos, quando a empresa introduziu comercialmente a cultura no Cerrado goiano.

Naquele período, muitos produtores utilizavam a planta principalmente como ferramenta de rotação e melhoria do solo.

O girassol possui capacidade de reciclar nutrientes, como o potássio, retirando-os das camadas mais profundas e posteriormente disponibilizando-os para a cultura seguinte.

Em aproximadamente 99% das áreas mencionadas pela Caramuru, a soja é cultivada depois do girassol.

Entretanto, com o desenvolvimento de um mercado para o grão, a oleaginosa ganhou valor comercial.

Assim, segundo a avaliação da companhia, o girassol deixou gradualmente a condição de cultura de apoio para se tornar uma alternativa comercialmente viável.

Caramuru pode processar 125 mil toneladas de girassol por ano

A expansão no campo também está diretamente relacionada à capacidade da indústria.

Atualmente, a Caramuru possui estrutura instalada para processar 125 mil toneladas de girassol por ano.

Esse volume corresponde a aproximadamente 50 mil toneladas de óleo.

Segundo dados apresentados pela empresa, o mercado brasileiro consome cerca de 100 mil toneladas de óleo de girassol anualmente.

O principal produto obtido durante o processamento é o óleo, enquanto o farelo de girassol surge como coproduto.

Todo o óleo produzido pela companhia é destinado ao mercado brasileiro sob a marca Sinhá.

Além do consumo alimentício, o produto também encontra aplicações em cosméticos, confeitaria, lubrificantes, inseticidas e raticidas.

A empresa ainda avalia novas aplicações, incluindo demandas relacionadas à produção de combustível sustentável de aviação, o SAF.

Empresa prepara novos armazéns e mira 125 mil toneladas

O próximo passo da estratégia envolve ampliar a originação do grão.

Para a próxima safra, a Caramuru estabeleceu como objetivo alcançar 100 mil toneladas de girassol.

Nas duas safras seguintes, entretanto, a meta é chegar a 125 mil toneladas, praticamente preenchendo a capacidade industrial instalada.

Para sustentar esse crescimento, um novo armazém exclusivo para recebimento de girassol já foi aprovado dentro do parque industrial.

Ao mesmo tempo, está praticamente concluída outra unidade armazenadora na região de Silvânia, em Goiás, direcionada à originação da oleaginosa.

Depois de alcançar esse patamar, a companhia já avalia avançar para 150 mil toneladas de originação e processamento.

Girassol pode avançar além de Goiás nas próximas safras

Embora Goiás concentre atualmente a produção, a Caramuru identifica espaço para expansão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo Túlio Dias, a cultura possui ampla capacidade de adaptação.

Dessa forma, a combinação entre menor necessidade hídrica, diversificação da segunda safra, demanda industrial e retorno econômico ajuda a explicar o avanço da oleaginosa.

Após 27 anos de cultivo comercial no Cerrado goiano, o girassol deixa de ocupar apenas um papel complementar e ganha maior relevância dentro da estratégia agrícola e industrial da Caramuru.

E você, acredita que o girassol pode ganhar ainda mais espaço no Cerrado e se consolidar como uma alternativa rentável ao milho na segunda safra?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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