O candidato ao governo do Acre pelo PSB, Thor Dantas, afirmou nesta quarta-feira (26), durante sabatina do ac24horas, que o ex-governador e candidato ao Senado Gladson Cameli (Progressistas) não teria perfil para comandar a administração estadual. Segundo Thor, a falta de liderança e de capacidade de planejamento teria sido um dos principais problemas da gestão de Cameli.
“Ele não é uma pessoa talhada para governar. Ele não leva jeito para isso. Ele não consegue ficar três minutos numa reunião de planejamento”, afirmou.
Thor relatou que percebeu essa característica durante as reuniões do comitê criado para enfrentar a pandemia de Covid-19. Na avaliação dele, Gladson teve uma postura diferente do governo federal ao não adotar um discurso contrário à vacinação, mas teria deixado a condução das ações nas mãos de outras pessoas.
“Apesar de não ter tido uma atitude negacionista, a gestão da pandemia dependeu exclusivamente de outras pessoas, de terceiros. Ele teve a intuição de dizer: ‘Cuidem, por favor, porque eu não sei cuidar’. E a pandemia nós cuidamos”, disse.
Para Thor, o principal problema da administração Gladson foi a ausência de liderança e governança, o que teria provocado uma gestão fragmentada entre as secretarias. “O grande problema do governo Gladson é falta de liderança, é falta de governança. Um governo que não governa, um governo que não lidera, em que cada secretaria fala por si só”, declarou.
O candidato afirmou ainda que, durante a pandemia, havia gestores e técnicos capacitados para elaborar políticas públicas, mas faltava uma liderança capaz de coordenar essas equipes e definir os rumos da administração.
“Você tem muita gente boa na área de planejamento, gestores de política que sabem planejar, mas não há liderança. Eu percebi isso no comitê. Eu tinha certeza que o governo Gladson ia ser uma tragédia”, afirmou.
Thor também criticou os resultados atribuídos por ele à gestão estadual ao longo dos oito anos de governo. Segundo o candidato, diversos indicadores do Acre teriam piorado durante o período, consequência, em sua avaliação, da fragmentação administrativa.
“Todos os indicadores do Estado andaram para trás, porque é um Estado fragmentado, uma gestão fragmentada”, disse.
Thor afirmou que sua participação no enfrentamento da pandemia também foi determinante para que começasse a considerar uma candidatura ao governo do Acre. Segundo ele, a experiência mostrou que decisões de gestão chegavam até ele para serem solucionadas. “Ali eu percebi que eu faria melhor. Porque tudo passava por mim”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

