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Golpe da antena falsa usa equipamento de mais de R$ 100 mil para derrubar 4G e 5G, forçar celulares ao 2G e disparar até 100 mil SMS fraudulentos por dia

Golpe da antena falsa usa equipamento de mais de R$ 100 mil para derrubar 4G e 5G, forçar celulares ao 2G e disparar até 100 mil SMS fraudulentos por dia

Golpe da antena falsa usa equipamento de mais de R$ 100 mil para derrubar 4G e 5G, forçar celulares ao 2G e disparar até 100 mil SMS fraudulentos por dia

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 07/08/2026 às 00:13

Ciência e Tecnologia

Canal

Equipamento semelhante às ERBs falsas usadas para interferir no sinal das operadoras e explorar a rede 2G no envio de mensagens fraudulentas.

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Antenas clandestinas já foram apreendidas em São Paulo e no Rio de Janeiro e conseguem atingir celulares em um raio aproximado de dois quilômetros.

Um novo tipo de golpe envolvendo a infraestrutura de telefonia móvel vem sendo identificado no Brasil, chamando atenção pelo nível de sofisticação.

Desde 2025, a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, apreendeu 11 antenas falsas utilizadas para enviar mensagens fraudulentas diretamente aos celulares das vítimas.

Nove equipamentos foram encontrados na cidade de São Paulo e outros dois no Rio de Janeiro.

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As estruturas conseguem interferir no sinal das operadoras, explorar uma fragilidade da antiga rede 2G e disparar até 100 mil SMS fraudulentos por dia.

As mensagens normalmente envolvem falsas confirmações de compras, ofertas de crédito e supostos ganhos com apostas.

Antenas falsas aproveitam falha existente na antiga rede 2G

O funcionamento do golpe depende de uma característica técnica presente nas redes móveis mais antigas.

Segundo Daniel Nunes, professor do Instituto Nacional de Telecomunicações, sistemas como 4G e 5G utilizam mecanismos mais avançados de autenticação.

Nessas redes, o aparelho verifica a conexão com a operadora e a própria rede também autentica o dispositivo.

A tecnologia 2G funciona de maneira diferente.

Nesse caso, a rede autentica o celular, mas o aparelho não realiza a mesma verificação sobre a estação responsável pela conexão.

Essa brecha permite que criminosos criem uma estação clandestina capaz de interagir com aparelhos próximos.

O sinal verdadeiro pode ser prejudicado até que o telefone abandone o 4G ou 5G e passe a utilizar o 2G.

A partir desse momento, os criminosos conseguem enviar mensagens diretamente para celulares localizados na região.

Notebook exibe interface de controle semelhante à utilizada em esquemas com ERBs falsas para enviar mensagens fraudulentas a celulares próximos.

Equipamentos podem atingir celulares a dois quilômetros

O alcance das antenas falsas ajuda a explicar por que os equipamentos são instalados principalmente em regiões bastante movimentadas.

Segundo a Anatel, algumas estruturas conseguem alcançar aparelhos em um raio aproximado de dois quilômetros.

Bairros como Pinheiros e Moema, em São Paulo, estiveram entre os locais onde equipamentos desse tipo foram encontrados.

A concentração de pessoas permite ampliar significativamente a quantidade de potenciais vítimas.

Uma única antena pode ser utilizada para disparar aproximadamente 100 mil mensagens fraudulentas diariamente.

Essa capacidade transforma áreas comerciais, residenciais e vias movimentadas em locais estratégicos para os criminosos.

Estrutura usada no golpe pode custar mais de R$ 100 mil

O esquema também chama atenção pelo custo dos equipamentos necessários para realizar os ataques.

Segundo Gesiléa Teles, superintendente de Fiscalização da Anatel, algumas estruturas utilizadas pelos criminosos podem superar R$ 100 mil.

Esse investimento levou a agência a considerar a possível existência de grupos especializados na atividade.

Os responsáveis precisam ter recursos financeiros, conhecimento técnico e pessoas treinadas para montar e operar os equipamentos.

Uma investigação chegou a localizar um homem responsável pela montagem de uma dessas estruturas.

Ele reunia diferentes componentes, montava a ERB falsa e disponibilizava o equipamento no mercado clandestino.

A investigação envolveu as polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Equipamento portátil de análise de espectro é utilizado para identificar interferências e localizar sinais suspeitos associados a antenas clandestinas.

Operadoras ajudam Anatel a localizar antenas clandestinas

A identificação das antenas falsas geralmente começa depois que operadoras percebem interferências anormais em suas redes.

Essas alterações podem indicar a existência de uma estação clandestina funcionando na região.

Após receber uma denúncia, a Anatel envia técnicos para investigar o local indicado.

Os fiscais utilizam analisadores de espectro capazes de identificar interferências e apontar onde o sinal irregular aparece com maior intensidade.

A localização exata pode levar vários dias.

Os equipamentos normalmente permanecem escondidos, impedindo que sejam identificados apenas pela observação das ruas.

Criminosos alugam apartamentos e já instalaram antena em carro

A escolha do local também faz parte da estratégia utilizada para ampliar o alcance das mensagens fraudulentas.

Segundo a Anatel, criminosos costumam alugar apartamentos em andares altos de regiões com grande circulação de pessoas.

Os imóveis são utilizados durante períodos relativamente curtos para dificultar a identificação da operação.

Uma ocorrência registrada em São Paulo mostrou uma estratégia ainda mais móvel.

Nesse caso, uma antena falsa foi instalada em um carro para atingir celulares em vias congestionadas da cidade.

Além da antena, a estrutura utilizada nesses golpes inclui uma caixa preta funcionando como transmissor.

Um notebook com o programa responsável pelos disparos também faz parte do equipamento encontrado nesses locais.

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Viviane Alves

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Localização da antena pode terminar em operação policial

Depois que os técnicos encontram o ponto exato da transmissão, a Anatel aciona a Polícia Civil.

Os investigadores podem solicitar autorização judicial para entrar no imóvel e apreender os equipamentos.

O uso de bloqueadores de sinal no Brasil é permitido apenas em situações específicas.

Alguns órgãos públicos, como instituições responsáveis por presídios, podem utilizar esses dispositivos após receber autorização da Anatel.

A instalação clandestina de estruturas de telecomunicações pode resultar em detenção de dois a quatro anos.

Esse período pode aumentar pela metade quando a atividade causar danos a terceiros.

A legislação também prevê multa de R$ 10 mil.

Como diminuir o risco de cair no golpe da antena falsa

A principal orientação continua sendo desconfiar de mensagens inesperadas recebidas por SMS.

Links relacionados a compras, crédito, apostas ou prêmios não devem ser acessados quando a origem da mensagem não estiver confirmada.

Pedidos para baixar aplicativos também devem ser tratados com cautela.

Manter o sistema operacional atualizado ajuda a garantir acesso aos mecanismos de segurança mais recentes disponíveis no aparelho.

Usuários de Android podem verificar nas configurações de redes móveis se existe uma opção para impedir conexões 2G.

O caminho e o nome do recurso variam conforme a marca e o modelo do celular.

No iPhone, o usuário pode acessar Ajustes, Privacidade e Segurança e ativar o Modo de Isolamento.

Esse recurso aumenta a proteção contra determinados ataques, embora também possa limitar algumas funções do dispositivo.

Mensagens fraudulentas simulam compras e empréstimos para induzir usuários a entrar em contato com números falsos e cair em golpes por SMS.

Golpe mostra como tecnologia antiga ainda pode criar riscos

As antenas falsas revelam como uma vulnerabilidade presente em tecnologias antigas ainda pode ser utilizada em fraudes modernas.

Os criminosos combinam equipamentos caros, conhecimento técnico e locais de grande circulação para ampliar o alcance dos golpes.

A investigação conduzida pela Anatel e pela Polícia Civil busca identificar não apenas onde essas estruturas funcionam.

As autoridades também tentam descobrir como esses equipamentos chegam ao país e quem está envolvido na montagem e distribuição clandestina.

Enquanto isso, a recomendação para os usuários permanece baseada em cautela, atualização dos aparelhos e atenção aos SMS recebidos.

Você desativaria o 2G do seu celular para aumentar a segurança ou prefere manter todas as redes disponíveis para evitar problemas de cobertura? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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