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Grupo Votorantim troca o controle da mineradora Nexa por participação na sueca Boliden, multinacional com faturamento próximo de R$ 48 bilhões, passa a deter 7% das ações com direito a voto e ganha assento no conselho, enquanto operação ainda depende de aprovações regulatórias e dos acionistas
Escrito por Carla Teles
Publicado em 27/08/2026 às 14:43
Atualizado 27/08/2026 às 14:51
Economia
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A Votorantim acertou a transferência de cerca de 65% da Nexa para a sueca Boliden e, em troca, receberá 7% das ações com direito a voto da multinacional. A operação inclui assento no conselho, ainda depende de aprovações regulatórias e societárias e deve ser concluída no primeiro trimestre de 2027.
A Votorantim acertou uma operação para transferir sua participação de aproximadamente 65% na mineradora Nexa para a sueca Boliden, multinacional de metais e mineração. O negócio foi anunciado em 27 de agosto de 2026 e envolve ativos ligados à produção de zinco e outras operações minerais no Brasil e no Peru.
Segundo reportagem publicada pelo NSC Total em 27 de agosto de 2026, a Votorantim receberá, como contrapartida, 7% das ações com direito a voto da Boliden e terá representação no conselho de administração da companhia. A conclusão, porém, ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações regulatórias e dos acionistas da empresa sueca.
Votorantim negocia participação de cerca de 65% na Nexa
O centro da transação é a participação acionária que a Votorantim mantém na Nexa. O grupo brasileiro acertou transferir aproximadamente 65% da mineradora para a Boliden, que passará a controlar a companhia caso todas as etapas previstas sejam concluídas.
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A Nexa atua em mineração e fundição no Brasil e no Peru e aparece entre as grandes produtoras globais de zinco. A operação representa uma mudança relevante na estrutura de controle da empresa, mas ainda não pode ser tratada como definitivamente concluída enquanto as aprovações necessárias não forem obtidas.
Votorantim receberá 7% das ações com direito a voto da Boliden
O negócio não foi estruturado como uma simples venda em dinheiro. Em troca da participação na Nexa, a Votorantim receberá 7% do total de ações com direito a voto da Boliden, tornando-se acionista da multinacional sueca.
Isso significa que o grupo brasileiro deixa de concentrar sua exposição diretamente no controle da Nexa e passa a deter uma participação em uma companhia internacional com operações diversificadas em metais e mineração. A troca mantém a Votorantim ligada ao setor, mas por meio de uma estrutura societária diferente.
Grupo brasileiro também ganhará assento no conselho
Além das ações, a transação prevê que a Votorantim tenha um assento no conselho de administração da Boliden. A participação amplia a presença institucional do grupo dentro da estrutura de governança da companhia sueca.
Esse ponto diferencia a operação de uma saída integral do setor mineral. A Votorantim continuará exposta aos resultados da atividade de mineração por meio de sua participação acionária e também terá presença no principal colegiado de administração da Boliden.
Boliden tem faturamento próximo de R$ 48 bilhões
A empresa que deverá assumir o controle da Nexa atua há mais de um século no mercado de metais e mineração. A Boliden possui cerca de 8 mil funcionários e 12 operações distribuídas pela Europa.
Essas unidades estão localizadas na Suécia, Finlândia, Noruega, Portugal e Irlanda. O faturamento informado é de aproximadamente 90 bilhões de coroas suecas, valor próximo de R$ 48 bilhões, considerando a conversão apresentada na fonte.
Multinacional atua com zinco, cobre, chumbo, ouro e prata
A atividade da Boliden vai além do zinco. A empresa opera diferentes etapas relacionadas à mineração e produção de metais, ampliando a diversidade de matérias-primas dentro de seu portfólio.
Entre os metais associados às suas operações estão zinco, cobre, chumbo, ouro e prata. A incorporação da Nexa, se aprovada, adicionará ao grupo ativos de mineração e fundição atualmente presentes no Brasil e no Peru.
Nexa está entre as grandes produtoras mundiais de zinco
A Nexa ocupa uma posição relevante na indústria mineral. A empresa é apontada como uma das cinco maiores produtoras de zinco do mundo e mantém operações tanto de mineração quanto de processamento do metal.
Esse porte ajuda a explicar a dimensão estratégica da transação. Para a Boliden, assumir a participação controladora permitirá ampliar sua presença para além da Europa e incorporar ativos localizados na América do Sul.
Operação ainda precisa passar por aprovações
Apesar do anúncio, a transferência não está encerrada. A conclusão depende de condições precedentes usuais em operações desse porte, incluindo autorizações regulatórias.
Também será necessária aprovação dos acionistas da Boliden em assembleia geral extraordinária. Dessa forma, a mudança de controle da Nexa somente será efetivada depois que essas etapas forem cumpridas.
Conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2027
A Boliden informou que espera concluir a transação durante o primeiro trimestre de 2027. Até lá, as companhias deverão avançar pelas etapas societárias e regulatórias previstas no acordo.
Por isso, embora o negócio tenha sido anunciado em agosto de 2026, a Votorantim continua vinculada à atual estrutura acionária da Nexa até que o fechamento seja formalizado. O cronograma poderá depender do andamento das aprovações exigidas.
Boliden pretende avançar sobre ações dos minoritários
A operação poderá ter uma segunda etapa depois do fechamento. A Boliden comunicou que, uma vez concluída a aquisição da participação da Votorantim, pretende propor uma oferta em dinheiro pelas ações restantes da Nexa.
Esses papéis estão atualmente nas mãos de acionistas minoritários. A intenção anunciada indica que a companhia sueca poderá buscar uma participação ainda maior na mineradora depois de assumir o controle, caso a primeira transação seja efetivamente concluída.
Subsidiárias listadas no Peru também entram nos planos
A proposta futura da Boliden não deverá se limitar apenas às ações remanescentes da Nexa. A companhia também mencionou subsidiárias da empresa que possuem papéis listados no Peru.
Essa movimentação poderá ampliar a reorganização societária relacionada aos ativos adquiridos. No entanto, essa etapa permanece condicionada ao fechamento inicial da operação envolvendo a participação da Votorantim.
Votorantim associa negócio à gestão de seu portfólio
Ao comunicar a operação ao mercado, a Votorantim relacionou a transação à estratégia de gestão ativa de seu portfólio e geração de valor. Na prática, o grupo troca uma posição de controle direto na Nexa por participação acionária em uma mineradora internacional mais diversificada.
O movimento também preserva exposição ao setor mineral. Em vez de abandonar completamente a atividade, o grupo brasileiro passa a participar da Boliden como acionista relevante, com 7% das ações com direito a voto e presença no conselho.
Votorantim troca controle direto por participação em gigante sueca
Se todas as aprovações forem obtidas, a operação redesenhará uma parte importante do portfólio da Votorantim. O grupo deixará de controlar aproximadamente 65% da Nexa e passará a deter 7% das ações com direito a voto de uma multinacional com faturamento próximo de R$ 48 bilhões.
A transação mostra como grandes grupos podem trocar o controle direto de um ativo por participação em uma companhia maior e mais diversificada, mantendo influência e exposição ao mesmo setor. Na sua opinião, a Votorantim fez uma escolha estratégica ao trocar o controle da Nexa por ações e um assento no conselho da Boliden? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

