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Há mais de 500 anos, antes mesmo de os portugueses chegarem ao Brasil, este jequitibá-rosa já crescia no interior de São Paulo — depois, enfrentou incêndios, virou anteparo em testes com tanques de guerra e ainda permanece de pé em São José dos Campos

Há mais de 500 anos, antes mesmo de os portugueses chegarem ao Brasil, este jequitibá-rosa já crescia no interior de São Paulo — depois, enfrentou incêndios, virou anteparo em testes com tanques de guerra e ainda permanece de pé em São José dos Campos

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Há mais de 500 anos, antes mesmo de os portugueses chegarem ao Brasil, este jequitibá-rosa já crescia no interior de São Paulo — depois, enfrentou incêndios, virou anteparo em testes com tanques de guerra e ainda permanece de pé em São José dos Campos

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 25/08/2026 às 22:44

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Jequitibá-rosa de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, permanece de pé após mais de cinco séculos e recebe estrutura de sustentação e acompanhamento técnico.

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Com cerca de 27 metros de altura e copa de 30 metros, o jequitibá-rosa de Eugênio de Melo atravessou mais de cinco séculos, sofreu danos históricos e continua protegido em São José dos Campos

Uma árvore com mais de 500 anos de idade estimada continua de pé no distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, no interior paulista.

O exemplar é um jequitibá-rosa que, devido à idade, provavelmente já existia antes da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500.

Segundo informações da Prefeitura de São José dos Campos, a árvore possui aproximadamente 27 metros de altura e 30 metros de diâmetro de copa.

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Ao longo de cinco séculos, o jequitibá enfrentou incêndios, sofreu danos e chegou a ser utilizado como anteparo em testes envolvendo tanques de guerra.

Árvore já existia antes da chegada dos portugueses ao Brasil

A idade estimada em mais de 500 anos coloca o jequitibá em uma posição incomum diante da própria história brasileira.

Caso a estimativa esteja correta, a árvore já crescia na região antes de 1500, quando os portugueses chegaram ao território brasileiro.

Naquele período, São José dos Campos ainda estava muito distante da configuração urbana conhecida atualmente.

O jequitibá, porém, já se desenvolvia na área que hoje pertence ao distrito de Eugênio de Melo.

Durante os séculos seguintes, a região passou por inúmeras transformações.

A árvore, entretanto, permaneceu no mesmo local e acumulou marcas de diferentes períodos históricos.

Por isso, além de suas dimensões, o exemplar passou a representar uma parte importante da memória ambiental e histórica do município.

Jequitibá-rosa centenário chama atenção pelo tronco imponente e pela ampla copa, representando a longevidade da árvore histórica de Eugênio de Melo, em São José dos Campos.

Testes com tanques de guerra deixaram marcas no jequitibá

Um dos episódios mais incomuns envolvendo a árvore ocorreu durante o século XX.

Registros relacionados ao exemplar indicam que o jequitibá sofreu danos durante o período da Revolução Constitucionalista de 1932.

Na época, a árvore teria sido utilizada como anteparo em testes envolvendo tanques de guerra.

A Prefeitura de São José dos Campos também registra que o jequitibá sofreu lesões provocadas por diferentes acontecimentos ao longo do tempo.

Entre esses episódios aparecem justamente testes de resistência realizados com veículos militares.

Apesar dos impactos, a árvore sobreviveu.

Décadas depois, as marcas daquele período continuam fazendo parte da história associada ao jequitibá de Eugênio de Melo.

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Incêndios também ameaçaram árvore centenária

Os testes militares não foram os únicos episódios capazes de ameaçar o exemplar.

Ao longo de sua existência, o jequitibá também sofreu danos provocados pelo fogo.

Registros municipais de 2007 já mencionavam queimaduras e danos existentes na parte interna do tronco.

Outro incêndio atingiu a árvore em abril de 2017.

Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, o fogo não chegou profundamente ao tecido vivo do exemplar.

A árvore, portanto, conseguiu sobreviver novamente.

Queimadas, vandalismo e outras agressões também aparecem entre os problemas registrados durante sua longa existência.

Proteção legal ajuda a conservar o jequitibá

A importância histórica e ambiental do exemplar levou à adoção de medidas específicas para sua preservação.

Em 10 de dezembro de 1993, o jequitibá foi declarado imune ao corte por meio do Decreto Municipal nº 8.259.

A proteção passou a garantir respaldo legal para a conservação da árvore.

Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, ações técnicas de recuperação também são realizadas desde 2006.

Uma grande fissura existente no caule exigiu medidas adicionais.

Por isso, uma estrutura metálica foi instalada para ajudar na sustentação da árvore, principalmente diante da ação de ventos fortes.

O jequitibá também recebe acompanhamento técnico periódico.

Jequitibá permanece de pé depois de mais de cinco séculos

A história do exemplar reúne eventos que ocorreram em períodos separados por centenas de anos.

Primeiro, a árvore provavelmente começou a crescer antes de 1500.

Depois, atravessou séculos de mudanças na região.

Em 1932, sofreu danos relacionados a testes com tanques durante o período da Revolução Constitucionalista.

Posteriormente, enfrentou incêndios, queimadas e outras agressões.

A partir de 1993, passou a contar oficialmente com proteção contra o corte.

Desde 2006, ações de recuperação e acompanhamento técnico ajudam na conservação do exemplar.

Hoje, o jequitibá-rosa de Eugênio de Melo permanece como um dos símbolos naturais e históricos de São José dos Campos.

Sua longevidade mostra como uma única árvore pode atravessar séculos e conservar, no próprio tronco, marcas de diferentes momentos da história paulista.

O que mais chama sua atenção nessa história: a idade superior a 500 anos, a sobrevivência aos incêndios ou o episódio envolvendo tanques de guerra? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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