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Harvard cria app revolucionário que transforma celular em guia para pessoas com deficiência visual, identifica caminhos, avisa sobre obstáculos e reduz contatos em até 41%

Harvard cria app revolucionário que transforma celular em guia para pessoas com deficiência visual, identifica caminhos, avisa sobre obstáculos e reduz contatos em até 41%

4 min de leitura

Harvard cria app revolucionário que transforma celular em guia para pessoas com deficiência visual, identifica caminhos, avisa sobre obstáculos e reduz contatos em até 41%

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 25/08/2026 às 13:37

Atualizado em 25/08/2026 às 13:41

Ciência e Tecnologia

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Em vez de depender apenas de instruções de voz, o aplicativo emite bipes que indicam direções a partir da esquerda ou da direita do usuário — Foto: Nature Biomedical Engineering

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Criado por pesquisadores de Harvard, o Mobilio combina câmera, sensores, inteligência artificial e sinais sonoros para orientar pessoas com deficiência visual, reduzindo contatos com obstáculos e melhorando o desempenho em trajetos internos e externos testados

Pesquisadores da Universidade Harvard desenvolveram o Mobilio, aplicativo que usa inteligência artificial, câmera e sinais sonoros para auxiliar pessoas com deficiência visual durante deslocamentos. Em testes com 14 voluntários, o sistema reduziu em cerca de 41% os contatos com obstáculos em ambientes internos e tornou percursos externos aproximadamente 13% mais rápidos.

O estudo sobre a ferramenta foi publicado nesta segunda-feira (24) na revista científica Nature Biomedical Engineering.

O objetivo é oferecer uma alternativa de auxílio à locomoção baseada em um equipamento que muitas pessoas já carregam diariamente: o celular.

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Mobilio identifica caminhos pela perspectiva de quem está andando

O Mobilio combina inteligência artificial, sensores do telefone e conjuntos personalizados de áudios para indicar direções, orientar trajetos e ajudar o usuário a identificar obstáculos que precisam ser desviados.

Para definir as funções do aplicativo, a equipe entrevistou 112 pessoas com deficiência visual completa ou parcial.

A intenção foi compreender diretamente as principais necessidades encontradas durante os deslocamentos.

Um dos recursos centrais utiliza os sensores da unidade de medição inercial do celular. Esses dados permitem acompanhar informações relacionadas ao movimento, como aceleração, velocidade e orientação.

A ferramenta também utiliza um modelo personalizado de visão computacional que analisa continuamente as imagens transmitidas pela câmera do smartphone sob a perspectiva de um pedestre.

O sistema consegue reconhecer calçadas, faixas, ruas e outras superfícies encontradas durante a caminhada, identificando quais áreas podem ser utilizadas para avançar pelo trajeto.

O aplicativo Mobilio é capaz de detectar obstáculos e indicar ao usuário qual é a melhor direção a se tomar — Foto: Nature Biomedical Engineering

Tecnologia foi treinada com imagens vistas por pedestres

O desenvolvimento exigiu uma abordagem específica porque grande parte dos conjuntos de dados públicos sobre cenas urbanas foi registrada por veículos. Essas imagens não reproduzem necessariamente aquilo que uma pessoa caminhando observa.

Raymond Liu, da Harvard, treinou um modelo de segmentação semântica especificamente com imagens obtidas pela perspectiva de pedestres.

A mudança permite ao Mobilio interpretar a infraestrutura encontrada durante uma caminhada de maneira mais adequada ao usuário que está se deslocando a pé.

As orientações também não dependem somente de comandos falados. O aplicativo utiliza bipes emitidos de acordo com a direção necessária, indicando movimentos para a esquerda ou para a direita.

Durante o percurso, o Mobilio acompanha a resposta do usuário às instruções e modifica automaticamente sons e padrões de tom. O objetivo é encontrar uma maneira mais eficiente de orientar cada pessoa.

Testes mostram redução de obstáculos e percurso mais rápido

Para avaliar o funcionamento da tecnologia, os pesquisadores recrutaram 14 voluntários com deficiência visual e prepararam trajetos internos e externos com obstáculos.

Primeiro, os participantes realizaram os percursos utilizando Google Maps com navegação passo a passo e bengala. Depois, repetiram as tarefas utilizando o Mobilio junto com a bengala.

Nos testes externos, o percurso realizado com o aplicativo foi concluído aproximadamente 13% mais rápido.

Nos ambientes internos, a diferença apareceu principalmente no contato com objetos: os participantes que utilizaram o Mobilio registraram cerca de 41% menos contatos com obstáculos.

Segundo os resultados apresentados, a capacidade do aplicativo de conduzir os participantes ao destino sem grandes erros também foi comparável ao desempenho obtido com um guia humano.

Próxima etapa levará Mobilio a mais ambientes reais

Liu afirmou que testar a tecnologia com usuários é uma etapa essencial, porque não é possível prever completamente como cada pessoa reagirá ao sistema diante da diversidade de experiências existentes entre indivíduos com deficiência visual.

Os pesquisadores agora pretendem avaliar o aplicativo em uma variedade maior de ambientes reais na região de Boston.

A equipe quer observar se o Mobilio consegue manter o desempenho apresentado nos primeiros testes diante de situações mais diversas e se o sistema pode ser incorporado de forma natural aos hábitos cotidianos dos usuários.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da GALILEU e do estudo publicado na revista Nature Biomedical Engineering, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://revistagalileu.gl


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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