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Havanna pede recuperação extrajudicial no Brasil com R$127 milhões em dívidas, mas mantém expansão e plano de chegar a 700 pontos até 2030

Havanna pede recuperação extrajudicial no Brasil com R$127 milhões em dívidas, mas mantém expansão e plano de chegar a 700 pontos até 2030

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Havanna pede recuperação extrajudicial no Brasil com R$127 milhões em dívidas, mas mantém expansão e plano de chegar a 700 pontos até 2030

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 04/08/2026 às 15:53

Atualizado em 04/08/2026 às 15:54

Notícias Corporativas

Havanna negocia R$ 127 milhões em dívidas por meio de recuperação extrajudicial e mantém seus planos de expansão no Brasil.

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Havanna negocia dívidas envolvendo seis empresas do grupo, mantém mais de 200 operações no país e afirma que expansão continuará mesmo durante processo judicial

No final de 2025, a Havanna iniciou um processo de recuperação extrajudicial no Brasil envolvendo R$ 127 milhões em dívidas. O pedido reúne seis empresas do grupo e tramita na 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo, enquanto o plano de recuperação foi apresentado no primeiro semestre de 2026.

O caso ganhou atenção porque a marca argentina, conhecida pelos alfajores recheados de doce de leite, afirma que as obrigações não nasceram de problemas operacionais próprios. Segundo comunicado, os compromissos foram assumidos por outras empresas do grupo acionista, embora a Havanna também responda solidariamente pelas obrigações financeiras.

Recuperação extrajudicial da Havanna envolve R$127 milhões e seis empresas do grupo

O processo de recuperação extrajudicial reúne R$ 127 milhões em dívidas e alcança seis companhias ligadas ao mesmo grupo empresarial. A Havanna afirma que o procedimento busca organizar essas obrigações sem comprometer sua capacidade de manter as atividades no mercado brasileiro.

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Segundo a empresa, os compromissos negociados foram contratados por outras companhias do grupo acionista e não têm relação direta com problemas financeiros ou operacionais da marca. A Havanna aparece no processo porque é solidária nas obrigações financeiras assumidas pelo grupo.

A companhia também sustenta que a recuperação pretende impedir que essas responsabilidades afetem seus compromissos com fornecedores, franqueados e parceiros. O objetivo declarado é preservar a operação enquanto as obrigações financeiras passam pelo processo de reorganização.

Ação de falência contra Havanna envolve R$ 4,1 milhões em notas fiscais em aberto

Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, uma ação de falência contra a Havanna também tramita no Brasil. O processo foi movido pela Top Cau e envolve aproximadamente R$ 4,1 milhões relacionados a notas fiscais que permanecem em aberto.

A existência dessa ação ocorre ao mesmo tempo em que o grupo tenta reorganizar os R$ 127 milhões incluídos no plano de recuperação. Os dois procedimentos fazem parte de disputas distintas, embora ambos envolvam obrigações financeiras relacionadas à operação brasileira.

Entre as companhias presentes no pedido de recuperação aparece ainda a Café Del Plata. Nos documentos do processo, a empresa é descrita como interligada às demais sociedades do grupo e com atividades em constante crescimento.

Cafés e produtos da Havanna em uma das operações da marca.

Havanna afirma que operação continua crescendo durante processo de recuperação

O cenário judicial não interrompeu, segundo a própria companhia, o avanço da rede no mercado brasileiro. A Havanna informou que mais de 30 novas operações foram abertas apenas no primeiro semestre de 2026.

A empresa sustenta que sua expansão permanece em andamento e que o processo de recuperação extrajudicial não representa uma paralisação das atividades. A marca afirma continuar comprometida com a abertura de novos pontos e com o crescimento de diferentes formatos de operação.

Esse movimento ocorre enquanto a companhia mantém mais de 200 lojas e quiosques espalhados pelo país. A rede segue utilizando sua estrutura atual como base para uma expansão mais ampla planejada para os próximos anos.

Plano da Havanna prevê mais de 700 pontos de venda no Brasil até 2030

A estratégia anunciada pela empresa estabelece como meta ultrapassar 700 pontos de venda no Brasil até 2030. O planejamento considera diferentes modelos de operação e amplia significativamente a presença atual da rede no mercado nacional.

O crescimento projetado não se limita à abertura de lojas e quiosques. A Havanna também pretende aumentar as categorias de produtos que levam o Dulce de Leche Havanna e ampliar sua presença dentro do varejo alimentar.

A empresa afirma que essa estratégia busca tornar seus produtos acessíveis por diferentes canais. Dessa maneira, o plano combina expansão física, aumento da distribuição e diversificação das categorias comercializadas no país.

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Marca argentina chegou ao Brasil em 2006 e adotou franquias a partir de 2014

A história da Havanna começou na Argentina em 1947, décadas antes de sua entrada no mercado brasileiro. A empresa tornou-se conhecida principalmente pelos alfajores recheados de doce de leite e posteriormente expandiu sua presença para outros países.

A chegada ao Brasil ocorreu em 2006. O modelo de franquias passou a ser utilizado pela companhia a partir de 2014, ajudando a ampliar a presença da marca em diferentes cidades e formatos comerciais.

Hoje, a rede possui mais de 200 lojas e quiosques no país. Esse crescimento forma a base do plano que pretende levar a companhia a mais de 700 pontos de venda até o final da década.

Havanna tenta preservar expansão enquanto reorganiza obrigações financeiras do grupo

O pedido de recuperação extrajudicial marca uma nova etapa da trajetória da Havanna no Brasil. A companhia negocia R$ 127 milhões em dívidas envolvendo seis empresas e, ao mesmo tempo, enfrenta uma ação de falência relacionada a outros R$ 4,1 milhões.

A marca sustenta que essas obrigações não refletem problemas operacionais próprios e afirma que suas atividades permanecem em expansão. Mais de 30 novas operações foram abertas no primeiro semestre de 2026, segundo comunicado divulgado pela empresa.

O plano de crescimento também permanece mantido. A Havanna pretende ultrapassar 700 pontos de venda até 2030, ampliar sua presença no varejo alimentar e expandir as categorias de produtos ligadas ao seu tradicional doce de leite.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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