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Helicóptero da PRF desce no meio de uma das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre, fecha cruzamento, surpreende quem passava e mobiliza mais de 100 pessoas em simulação de resgate que levou “vítimas” de avião até hospitais

Helicóptero da PRF desce no meio de uma das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre, fecha cruzamento, surpreende quem passava e mobiliza mais de 100 pessoas em simulação de resgate que levou “vítimas” de avião até hospitais

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Helicóptero da PRF desce no meio de uma das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre, fecha cruzamento, surpreende quem passava e mobiliza mais de 100 pessoas em simulação de resgate que levou “vítimas” de avião até hospitais

Escrito por Ana Alice

Publicado em 27/08/2026 às 17:37

Atualizado em 27/08/2026 às 17:40

Curiosidades

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Helicóptero da PRF pousa em avenida movimentada de Porto Alegre durante simulado de emergência e surpreende quem passava pela região. – Foto: Mauro Schaefer/Correio do Povo/ND Mais

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Uma cena incomum em uma das áreas mais movimentadas de Porto Alegre reuniu curiosos, mobilizou equipes de emergência e colocou à prova uma operação planejada para situações que exigem resposta rápida e coordenação.

Quem passava por uma das regiões mais movimentadas de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (26) encontrou uma cena pouco comum: em vez de apenas carros, ônibus e pedestres, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) desceu no meio da Avenida Osvaldo Aranha, diante do Hospital de Pronto Socorro (HPS).

O trânsito havia sido interrompido e dezenas de pessoas acompanhavam a movimentação das calçadas e dos prédios próximos.

Apesar da aparência de uma emergência real, ninguém havia acabado de sofrer um acidente naquele ponto da capital gaúcha.

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O pouso, realizado em 26 de agosto de 2026, fazia parte de um grande exercício de resposta a acidente aéreo iniciado no Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A operação buscava responder, na prática, a uma pergunta importante: como transportar vítimas rapidamente se uma ocorrência de grandes proporções realmente acontecer?

O local escolhido para a aterrissagem ajuda a explicar por que a cena chamou tanta atenção.

O HPS é uma unidade de referência para atendimento de feridos, mas não possui heliponto.

Em uma emergência que exigisse transporte aéreo, seria necessário encontrar uma alternativa suficientemente próxima para receber uma aeronave com segurança.

Por que um helicóptero precisou pousar na avenida?

O ponto usado na simulação fica no cruzamento das avenidas Osvaldo Aranha e Venâncio Aires, no bairro Bom Fim.

A região tem circulação intensa e está diante do Hospital de Pronto Socorro, o que permite reduzir o trecho terrestre entre a aeronave e a unidade médica.

Em exercícios anteriores, segundo informações divulgadas pela imprensa local, o Parque Ramiro Souto, na Redenção, havia sido utilizado como ponto de pouso.

Nesse tipo de operação, porém, ainda era necessário colocar a vítima em uma ambulância e completar o percurso até o hospital.

Ao testar a aterrissagem diretamente na avenida, as equipes puderam avaliar uma alternativa que encurta essa etapa.

Antes da chegada do helicóptero, houve preparação do entorno.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) bloqueou temporariamente trechos próximos, enquanto placas que poderiam interferir na operação foram retiradas e a fiação aérea da área passou por verificação.

O pouso também dependia de condições adequadas de visibilidade.

É justamente essa combinação que torna o episódio curioso: uma avenida criada para o trânsito urbano precisou assumir, durante alguns minutos, uma função completamente diferente, tornando-se uma área temporária de pouso para um resgate aeromédico simulado.

Helicóptero da PRF se aproxima da Avenida Osvaldo Aranha durante simulado de emergência realizado em Porto Alegre. Crédito: Mauro Schaefer/Correio do Povo.

Simulação começou com um acidente aéreo fictício

A movimentação no centro de Porto Alegre era apenas uma parte de uma operação bem maior.

O exercício havia começado por volta das 13h20 no Aeroporto Salgado Filho.

No cenário montado para o treinamento, uma aeronave enfrentava uma perda fictícia de sustentação durante a decolagem e acabava fora da área prevista.

A partir daí, entravam em ação os procedimentos reservados para uma ocorrência com múltiplas vítimas.

Equipes de emergência precisavam localizar, atender, classificar e transportar os pacientes simulados para unidades hospitalares.

A PRF informou que o exercício buscou testar a integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento e o Plano de Emergência Aeroportuária.

O helicóptero da corporação foi empregado justamente na etapa de transporte aeromédico.

Os deslocamentos não ficaram concentrados em um único hospital.

Nove unidades de Porto Alegre participaram da dinâmica, segundo informações divulgadas após o exercício.

Ambulâncias fizeram parte dos transportes, enquanto aeronaves também foram utilizadas para levar pacientes fictícios a locais com estrutura para recebê-las.

Helicóptero da PRF realiza pouso diante do Hospital de Pronto Socorro durante exercício integrado de emergência em Porto Alegre. – Foto: PRF / Divulgação

Pouso na Osvaldo Aranha durou poucos minutos

No caso do Hospital de Pronto Socorro, a solução foi usar a própria Osvaldo Aranha.

Por volta das 14h40, o helicóptero da PRF chegou à região e pousou diante da unidade.

Depois da aterrissagem, a vítima fictícia foi retirada da aeronave e levada para o hospital.

A permanência do helicóptero naquele ponto durou aproximadamente sete minutos, período em que o trânsito permaneceu controlado para permitir a movimentação das equipes com segurança.

Outro transporte foi realizado até o Hospital Moinhos de Vento, que dispõe de heliponto.

Segundo o Correio do Povo, o helicóptero foi pilotado pelo agente da PRF Antônio Aurélio.

A aeronave levou inicialmente uma vítima simulada ao hospital e depois retornou ao aeroporto para buscar outra destinada ao HPS.

Embora o pouso em uma avenida possa parecer improvisado para quem apenas observava de fora, o exercício foi planejado justamente para descobrir dificuldades antes que uma situação real exija decisões rápidas.

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Ideia de pousar naquele cruzamento existia havia décadas

Outro detalhe ajuda a dimensionar o caráter incomum da operação.

Segundo Alessandro Castro, chefe de comunicação da PRF no Rio Grande do Sul ouvido pelo Correio do Povo, a possibilidade de pousar naquele cruzamento já era considerada havia mais de 40 anos, mas nunca havia sido efetivamente testada.

A razão estava novamente ligada ao HPS.

Como o hospital recebe vítimas de acidentes e não possui um heliponto próprio, a capacidade de colocar uma aeronave o mais perto possível da unidade pode fazer parte do planejamento para cenários de emergência.

O exercício de agosto de 2026 permitiu testar pela primeira vez esse pouso específico.

Mais de 100 pessoas estiveram envolvidas no simulado, de acordo com a PRF no Rio Grande do Sul.

Participaram equipes de segurança, atendimento médico, trânsito e administração aeroportuária, entre elas Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, EPTC, Instituto-Geral de Perícias, hospitais e a Fraport Brasil, concessionária responsável pelo Aeroporto Salgado Filho.

Como o simulado testa a resposta a uma emergência real

Exercícios desse tipo não servem apenas para verificar se um helicóptero consegue tocar o solo em determinado espaço.

Eles permitem observar como diferentes equipes se comunicam, quanto tempo determinados deslocamentos exigem e quais obstáculos podem aparecer quando várias instituições precisam atuar ao mesmo tempo.

No caso de Porto Alegre, o treinamento também colocou à prova uma situação difícil de reproduzir em condições normais: receber vítimas de um acidente aéreo de grandes proporções e distribuí-las rapidamente por diferentes hospitais.

A própria PRF classificou o pouso realizado na Osvaldo Aranha como inédito naquele ponto.

A operação também mostrou como elementos comuns de uma cidade — avenidas, cruzamentos e bloqueios de trânsito — podem ser incorporados ao planejamento de emergência quando uma unidade hospitalar não possui uma estrutura dedicada à chegada de helicópteros.

Para quem estava nas calçadas, nos canteiros ou observando das sacadas, o que ficou foi a imagem incomum de uma aeronave descendo entre prédios e sobre uma das principais vias da região.

Para as equipes envolvidas, porém, aqueles poucos minutos serviram como ensaio para uma situação em que cada etapa do deslocamento precisaria funcionar de forma coordenada.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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