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Helicóptero encontra mulher levada à força em barco pelo Rio Potengi, acompanha embarcação até o retorno à margem e permite que policiais cerquem o desembarque, resgatem a vítima e prendam cinco suspeitos antes de possível execução atribuída a facção em Natal

Helicóptero encontra mulher levada à força em barco pelo Rio Potengi, acompanha embarcação até o retorno à margem e permite que policiais cerquem o desembarque, resgatem a vítima e prendam cinco suspeitos antes de possível execução atribuída a facção em Natal

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Helicóptero encontra mulher levada à força em barco pelo Rio Potengi, acompanha embarcação até o retorno à margem e permite que policiais cerquem o desembarque, resgatem a vítima e prendam cinco suspeitos antes de possível execução atribuída a facção em Natal

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 25/08/2026 às 13:15

Atualizado em 25/08/2026 às 13:16

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Uma denúncia anônima mobilizou forças de segurança no Rio Grande do Norte depois que uma mulher foi colocada à força em uma embarcação e levada pelo Rio Potengi. O helicóptero Potiguar 01 encontrou o barco, acompanhou seus movimentos e ajudou equipes terrestres a cercarem o desembarque, libertarem a vítima e prenderem cinco homens.

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Uma denúncia anônima mobilizou forças de segurança no Rio Grande do Norte depois que uma mulher foi colocada à força em uma embarcação e levada pelo Rio Potengi. O helicóptero Potiguar 01 encontrou o barco, acompanhou seus movimentos e ajudou equipes terrestres a cercarem o desembarque, libertarem a vítima e prenderem cinco homens.

Uma operação envolvendo policiamento aéreo e equipes em terra impediu que uma mulher fosse levada para uma área isolada do Rio Potengi, em Natal, onde, segundo as informações recebidas pelas autoridades, ela poderia ser executada por integrantes de uma organização criminosa.

O caso aconteceu no domingo, 23 de agosto de 2026, depois que uma denúncia indicou que a vítima havia sido colocada contra a própria vontade dentro de uma pequena embarcação. O grupo navegava pelo rio quando o helicóptero Potiguar 01, do Centro Integrado de Operações Aéreas, localizou o barco nas proximidades da comunidade de Passo da Pátria.

A partir daí, a aeronave passou a acompanhar a embarcação enquanto policiais em terra se deslocavam para a região. Ao perceberem a presença do helicóptero, os ocupantes interromperam a travessia e retornaram para a margem, onde equipes policiais já se preparavam para realizar a abordagem e retirar a mulher do local.

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Denúncia levou forças de segurança até o Rio Potengi

As primeiras informações sobre o caso chegaram às autoridades por meio de uma denúncia anônima. Segundo relatos divulgados após a operação, a comunicação teria sido inicialmente recebida pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, que repassou os dados para as demais forças de segurança.

A informação era de que uma mulher estava sendo transportada contra sua vontade em uma embarcação e poderia ser levada para uma região mais isolada do Rio Potengi. A suspeita era de que o grupo pretendia submetê-la a uma espécie de julgamento informal realizado por criminosos, com risco de que ela fosse morta antes de conseguir retornar.

Diante da gravidade da denúncia, o Potiguar 01 foi acionado para realizar buscas aéreas. A tripulação conseguiu identificar uma embarcação compatível com as informações recebidas e passou a acompanhá-la enquanto as equipes terrestres eram posicionadas em pontos estratégicos próximos ao local de desembarque.

Helicóptero acompanha barco e suspeitos decidem retornar

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A presença do helicóptero alterou o curso da embarcação. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, o grupo teria iniciado a travessia pelo rio, mas retornou em direção à comunidade depois de perceber que estava sendo observado do alto pela aeronave das forças de segurança.

O Potiguar 01 manteve contato visual com o barco durante o deslocamento. Essa vigilância permitiu que policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque se organizassem antes que a embarcação chegasse novamente à margem, reduzindo a possibilidade de fuga dos suspeitos.

Quando os ocupantes desembarcaram, o perímetro já estava sendo acompanhado pelas forças de segurança. A mulher foi retirada da embarcação e colocada sob proteção policial, enquanto os suspeitos foram abordados e detidos. Ao final da ação, cinco homens foram presos em flagrante.

Polícia investiga descarte de objetos durante a travessia

Após o resgate, surgiram indícios de que os suspeitos poderiam ter tentado se desfazer de objetos enquanto ainda estavam no Rio Potengi. Segundo informações apresentadas pelas autoridades, havia a suspeita de que armas e telefones celulares teriam sido lançados na água antes da abordagem.

Durante o acompanhamento aéreo, integrantes do CIOPAER também teriam observado uma bolsa dentro da embarcação. Quando o barco foi vistoriado após o desembarque, o objeto já não estaria no local, aumentando a suspeita de que algum material tivesse sido descartado antes da chegada à margem.

O conteúdo da bolsa não foi confirmado publicamente, e não há informação de que armas tenham sido recuperadas durante a primeira abordagem. O episódio, no entanto, passou a fazer parte da investigação sobre uma possível tentativa de eliminar provas antes da chegada dos policiais.

Celular da mulher teria sido tomado antes da viagem

Policiais cercam suspeitos às margens do Rio Potengi após o helicóptero Potiguar 01 acompanhar a embarcação até o retorno; a ação terminou com o resgate da mulher mantida refém e a prisão de cinco homens. — Foto: Divulgação/Sesed-RN

Outro ponto considerado importante para a investigação envolve o telefone celular da vítima. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o aparelho teria sido retirado da mulher antes de ela ser colocada na embarcação, e os criminosos estariam interessados em verificar fotografias ou outras informações armazenadas no dispositivo.

Relatos divulgados posteriormente por veículos locais indicam que a vítima estaria sendo acusada por integrantes do grupo de colaborar com informações para a polícia. Essa suspeita teria sido utilizada pelos criminosos como justificativa para levá-la à força até o rio e submetê-la ao chamado “tribunal do crime”.

Uma segunda versão, divulgada posteriormente com base em informações policiais apresentadas pela TV Tropical, aponta que a mulher teria fotografado um homem associado ao tráfico de drogas na comunidade. Ele teria percebido que estava sendo registrado e, a partir desse episódio, ela teria passado a sofrer ameaças.

Essa possível motivação ainda faz parte das apurações e não deve ser tratada como conclusão definitiva da investigação. Até o momento, o que está confirmado é que o celular da vítima passou a ser considerado uma peça relevante para entender por que ela foi levada pelos suspeitos.

Mulher relatou que seria submetida a julgamento de criminosos

Depois de ser resgatada, a vítima prestou informações às autoridades sobre o que havia acontecido. Segundo relatos divulgados pela Polícia Civil, ela confirmou que estava sendo levada para ser submetida a um julgamento realizado por integrantes do grupo criminoso.

As informações recebidas antes da operação indicavam que o destino poderia ser uma área isolada do mangue ou da margem oposta do Rio Potengi. Alguns relatos locais mencionaram regiões de acesso mais difícil, utilizadas justamente por oferecer maior isolamento e dificultar a chegada rápida das forças de segurança.

A mulher acreditava que poderia ser assassinada caso chegasse ao destino previsto. Os suspeitos, por outro lado, teriam negado a intenção de executá-la, e a investigação busca agora reunir provas que permitam esclarecer o objetivo da viagem e o papel de cada um dos cinco homens detidos.

Cinco presos tiveram prisão mantida pela Justiça

Os cinco homens detidos foram apresentados à Justiça no dia seguinte ao resgate. Na segunda-feira, 24 de agosto, as prisões em flagrante foram analisadas em audiência de custódia e convertidas em prisões preventivas, mantendo os suspeitos sob custódia enquanto as investigações prosseguem.

O processo tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes sobre as provas reunidas e sobre as acusações específicas contra cada investigado. Informações policiais indicam ainda que pelo menos três dos presos já possuíam antecedentes envolvendo crimes como roubo e tráfico de drogas.

Um dos suspeitos teria deixado o sistema prisional pouco mais de um mês antes da nova prisão e já aparecia em registros policiais associado a uma facção criminosa. A Polícia Civil continua trabalhando para individualizar a participação de cada investigado no sequestro e na possível tentativa de execução.

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Vítima entrou em rede de proteção do Estado

Após o resgate, o Governo do Rio Grande do Norte também anunciou medidas de proteção para a mulher. A Secretaria das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos passou a acompanhar o caso, oferecendo acolhimento e suporte diante do risco de novas ameaças.

As autoridades evitaram divulgar dados capazes de identificar a vítima, justamente para preservar sua segurança durante o andamento das investigações. A operação reuniu diferentes órgãos estaduais, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, CIOPAER e setores responsáveis pela proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A preocupação não terminou com a prisão dos cinco suspeitos, já que a investigação apura a possível participação de outros integrantes do grupo criminoso. Por esse motivo, o acompanhamento da vítima passou a ser tratado também como uma medida preventiva diante de eventuais represálias.

Nova operação ocorreu dois dias depois na comunidade

Na manhã desta terça-feira, 25 de agosto, uma nova operação foi realizada na região de Paço da Pátria por equipes da ROCAM e da Polícia Civil. Dois homens foram conduzidos durante a ação, e um deles seria investigado como integrante de uma posição de liderança dentro da organização criminosa que atua na comunidade.

Durante a operação, os policiais apreenderam porções de drogas, dinheiro, telefones celulares e outros materiais. A ação ocorreu apenas dois dias depois do resgate no Rio Potengi e ampliou a presença das forças de segurança na região onde o caso começou.

Até o momento, porém, não há confirmação pública de que os dois homens detidos nessa segunda operação tenham sido formalmente incluídos no mesmo processo dos cinco presos no barco. Por isso, as duas ocorrências devem ser tratadas separadamente enquanto a Polícia Civil avança nas investigações.

Acompanhamento aéreo permitiu preparar o resgate

O acompanhamento realizado pelo Potiguar 01 foi decisivo para que as equipes terrestres soubessem onde e quando a embarcação retornaria. Em vez de realizar uma abordagem no meio do rio, a aeronave manteve o barco sob observação enquanto os policiais se deslocavam para o ponto de desembarque.

Quando os suspeitos chegaram à margem, as equipes já estavam posicionadas para realizar a intervenção. A operação terminou com a mulher resgatada, cinco homens presos e uma investigação aberta sobre uma possível tentativa de execução relacionada ao crime organizado na região.

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que tenta esclarecer a motivação completa, a eventual participação de outros integrantes da facção e quais objetos podem ter sido descartados no Rio Potengi antes da abordagem.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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