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Helicóptero gigante suspende 90 ilhas de floresta com 450 plantas vivas e as despeja sobre pântano sufocado por espécie invasora nos EUA para iniciar uma impressionante ofensiva verde e tentar ressuscitar a vegetação nativa

Helicóptero gigante suspende 90 ilhas de floresta com 450 plantas vivas e as despeja sobre pântano sufocado por espécie invasora nos EUA para iniciar uma impressionante ofensiva verde e tentar ressuscitar a vegetação nativa

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Helicóptero gigante suspende 90 ilhas de floresta com 450 plantas vivas e as despeja sobre pântano sufocado por espécie invasora nos EUA para iniciar uma impressionante ofensiva verde e tentar ressuscitar a vegetação nativa

Escrito por Ana Alice

Publicado em 06/08/2026 às 23:18

Atualizado em 06/08/2026 às 23:19

Ciência e Tecnologia

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Helicóptero leva 90 ilhas com 450 plantas a pântano nos EUA e testa técnica para recuperar vegetação nativa contra espécie invasora. (Imagem: Ilustrativa)

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Um experimento ambiental no estado de Washington usou helicóptero para instalar dezenas de pallets cobertos por árvores e arbustos nativos em um pântano dominado por espécie invasora, testando uma forma incomum de restauração.

Em outubro de 2023, um helicóptero começou a cruzar uma área úmida quase inacessível do estado de Washington carregando algo incomum sob a fuselagem.

Em vez de equipamentos ou materiais de construção, transportava pequenas plataformas cobertas por solo, árvores jovens e arbustos nativos.

A operação foi realizada pelas Tulalip Tribes, no Bear Creek, um afluente do Wallace River próximo à comunidade de Startup.

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Aproximadamente 90 dessas estruturas foram colocadas em uma área dominada pela reed canarygrass, ou Phalaris arundinacea, uma gramínea invasora capaz de formar extensas massas de vegetação em terrenos úmidos.

Cada plataforma carregava uma árvore nativa e quatro arbustos, totalizando cerca de 450 plantas nas 90 unidades efetivamente instaladas.

A ideia é que esses pequenos núcleos estabeleçam vegetação nativa, produzam sombra e, com o crescimento, dificultem a permanência da gramínea que domina o pântano.

O experimento chama atenção pela imagem do helicóptero, mas sua razão é bastante prática.

Canais profundos, terreno encharcado e áreas alteradas pela atividade de castores tornam determinados pontos perigosos para trabalhadores e difíceis de alcançar com veículos, justamente onde a restauração convencional enfrenta maiores obstáculos.

Pallets de madeira viraram pequenas ilhas de vegetação nativa

As chamadas “ilhas” não são pedaços naturais de floresta arrancados do solo nem plataformas flutuantes lançadas sobre a água.

Segundo o portal Northwest Treaty Tribes, os pesquisadores montaram 120 pallets de madeira com mantas de juta, solo adequado para áreas úmidas, estacas degradáveis e cordas de Manila.

Em cada um foram plantados cinco exemplares de vegetação nativa antes do transporte para o local da experiência.

O plano inicial previa levar os 120 pallets para quatro parcelas experimentais em um único dia.

Na operação realizada em 12 de outubro de 2023, cerca de 90 foram instalados, distribuídos por três áreas.

Com 30 unidades por parcela, o resultado foi semelhante a criar dezenas de pequenos pontos elevados de vegetação dentro de um ambiente já ocupado pela gramínea invasora.

A comparação com ilhas ajuda a entender o princípio.

As árvores e os arbustos começam a vida em uma pequena base com solo próprio, em vez de serem introduzidos diretamente em meio à vegetação agressiva no nível do terreno.

Todd Gray, ecologista de proteção ambiental das Tulalip Tribes, explicou que a intenção era dar vantagem inicial às plantas nativas.

Ao descrever o conceito em material divulgado após a operação, afirmou: “Até onde sabemos, é uma ideia completamente nova.”

Helicóptero transporta um pallet previamente plantado com árvore e arbustos nativos até a área úmida de Bear Creek, no estado de Washington. Crédito: Kimberly Cauvel/Northwest Treaty Tribes.

Helicóptero permitiu alcançar área úmida de difícil acesso

Plantar árvores em uma área úmida parece uma atividade relativamente simples até que o terreno não permita caminhar com segurança.

No Bear Creek, canais escondidos pela vegetação, solo saturado e estruturas criadas por castores tornam o deslocamento difícil.

A entrada de máquinas também poderia provocar novos danos justamente no ambiente que o projeto pretende recuperar.

A solução foi preparar tudo fora do pântano.

Os pallets foram plantados previamente no Wallace Creek Hatchery, instalação do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington.

Depois, cada unidade foi presa ao equipamento de içamento do helicóptero e transportada individualmente até sua posição definitiva.

O método reduz a necessidade de movimentar trabalhadores, veículos e materiais pelo terreno encharcado.

Além de permitir chegar a pontos difíceis, a técnica evita abrir estradas temporárias ou corredores de acesso que poderiam alterar o solo e a circulação da água.

Plataforma com solo, conífera e arbustos nativos é içada pelo helicóptero a partir do Wallace Creek Hatchery antes de seguir para o pântano de Bear Creek. Crédito: Kimberly Cauvel/Northwest Treaty Tribes.

Espécie invasora reed canarygrass domina partes do pântano

O alvo do experimento é a reed canarygrass, espécie conhecida cientificamente como Phalaris arundinacea.

A gramínea tolera solos muito úmidos e pode formar uma cobertura densa, espalhando-se por rizomas e ocupando rapidamente áreas abertas.

Em ambientes invadidos, essa característica dificulta o estabelecimento de outras plantas.

No Bear Creek, o problema também interessa à recuperação de habitat para peixes.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a gramínea pode obstruir canais e produzir um ambiente pouco complexo, com menos sombra e menos condições favoráveis à presença de insetos e outros organismos que servem de alimento para salmões.

Entre as árvores utilizadas estão Sitka spruce e western red cedar, espécies nativas do noroeste do continente.

Se conseguirem se estabelecer, as árvores e os arbustos crescerão acima da gramínea.

Com o aumento da copa, a quantidade de luz disponível no nível mais baixo tende a diminuir, criando uma pressão adicional sobre a espécie invasora.

Esse resultado, porém, ainda precisa ser demonstrado pelo acompanhamento de longo prazo.

Experimento compara ilhas vegetadas, salgueiros e áreas sem intervenção

A operação com helicóptero é apenas uma parte do desenho científico.

Ao lado das três parcelas que receberam pallets, os pesquisadores estabeleceram três áreas de restauração convencional, com 350 estacas vivas de salgueiro em cada uma.

Outras três parcelas permaneceram como controle para permitir comparação.

Todas as áreas medem aproximadamente 50 por 60 pés, equivalentes a cerca de 15 por 18 metros.

Antes da instalação, os responsáveis registraram a cobertura existente de vegetação.

Assim, será possível comparar ao longo dos anos quanto espaço continua ocupado pela gramínea, quanto foi conquistado por arbustos e quanto corresponde às árvores.

Esse desenho é importante porque apenas observar árvores sobrevivendo sobre os pallets não seria suficiente para demonstrar o sucesso da técnica.

O método precisa apresentar vantagens quando comparado à restauração convencional e às parcelas onde nenhuma intervenção semelhante foi realizada.

Os pesquisadores pretendem acompanhar a vegetação anualmente por pelo menos cinco anos.

O objetivo é descobrir se as plantas conseguem criar raízes, estabelecer uma cobertura duradoura e reduzir a dominância da reed canarygrass.

Primeira avaliação encontrou quase todas as árvores vivas

Os resultados iniciais foram favoráveis, embora ainda muito preliminares.

Em uma avaliação feita em 02 de maio de 2024, quase todas as árvores instaladas nos pallets permaneciam vivas.

Houve até um problema inesperado: um urso havia mexido e revirado algumas das estruturas.

O dado mostra que transportar as unidades de helicóptero e colocá-las sobre o pântano não impediu o estabelecimento inicial das mudas.

Ainda assim, sobrevivência no primeiro período não significa que a estratégia já tenha vencido a espécie invasora.

Para isso, será necessário observar o crescimento das copas, a expansão das raízes e principalmente a evolução da cobertura da gramínea ao redor das pequenas ilhas.

Até agosto de 2026, não foi localizado um resultado público consolidado demonstrando uma redução definitiva da reed canarygrass em todo o experimento.

O projeto continua sendo apresentado em encontros técnicos como um método experimental de restauração de áreas úmidas de difícil acesso.

Em abril e junho de 2025, Michelle Bahnick, bióloga de wetlands das Tulalip Tribes, apresentou a técnica em eventos da National Association of Wetland Managers.

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Cada ilha vegetada custou cerca de US$ 332

Documentos do Comitê Técnico de Recuperação de Salmões da Bacia de Snohomish também permitem dimensionar a experiência financeiramente.

O custo informado foi de aproximadamente US$ 332 por pallet, enquanto uma parcela com 30 unidades ficou em torno de US$ 9.519.

A conta não significa que a técnica seja automaticamente mais barata do que outras formas de restauração.

O helicóptero exige logística especializada, planejamento, autorização e equipes capazes de trabalhar com cargas suspensas.

Por outro lado, o método pode fazer sentido justamente em áreas onde o custo ou o risco de chegar por terra seria muito maior.

O projeto precisou de autorizações do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington e do condado de Snohomish.

Técnica pode ser usada em outros terrenos difíceis de restaurar

O interesse dos pesquisadores vai além do Bear Creek.

As Tulalip Tribes afirmam que a técnica poderia ser útil em áreas onde equipes de restauração enfrentam riscos ou onde a presença de trabalhadores e equipamentos causaria perturbações excessivas.

Entre os exemplos estão planícies de inundação influenciadas pelas marés e terrenos cortados por canais de castores.

A grande questão é descobrir se os pallets funcionam apenas como suporte temporário ou se conseguem iniciar uma transformação ecológica duradoura.

A madeira tende a se degradar com o tempo.

Se o método funcionar como planejado, quando isso acontecer as árvores e os arbustos já terão desenvolvido raízes capazes de integrar as plantas ao próprio terreno.

Nesse cenário, as estruturas artificiais desapareceriam gradualmente enquanto os núcleos de vegetação permaneceriam.

As árvores também poderiam gerar sombra, folhas, galhos e habitat para insetos, aumentando a complexidade de um ambiente atualmente dominado por uma única espécie vegetal.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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