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Homem acorda urso-polar com buzina de barco, faz o animal abandonar o descanso e acaba enfrentando consequência pesada

Homem acorda urso-polar com buzina de barco, faz o animal abandonar o descanso e acaba enfrentando consequência pesada

4 min de leitura

Homem acorda urso-polar com buzina de barco, faz o animal abandonar o descanso e acaba enfrentando consequência pesada

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 25/08/2026 às 20:22

Atualizado em 25/08/2026 às 20:23

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Episódio envolvendo uma embarcação e um urso-polar em Svalbard chamou a atenção das autoridades ambientais norueguesas após uma atitude a bordo provocar reação imediata do animal e resultar em uma medida oficial baseada nas regras de proteção da vida selvagem no arquipélago.

Um ocupante de uma embarcação recebeu multa de 50 mil coroas norueguesas depois de usar a buzina do barco para acordar um urso-polar que dormia em terra, em Svalbard, arquipélago norueguês no Ártico, durante um episódio registrado em agosto de 2026.

Na ocasião, a embarcação estava em Lomfjorden, na região de Hinlopenstretet, quando pessoas a bordo observaram o animal descansando em terra; pouco depois, uma delas acionou a buzina, fazendo o urso despertar e se deslocar para outro ponto da área.

De acordo com o Gabinete do Governador de Svalbard, outros integrantes da própria embarcação comunicaram o episódio às autoridades, que analisaram a conduta, enquadraram o caso como perturbação do urso-polar e concluíram que o acionamento da buzina havia sido intencional.

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Divulgada oficialmente em 13 de agosto de 2026, a punição veio acompanhada da informação de que a ocorrência se deu naquele mesmo mês, embora o comunicado não detalhe o dia exato do episódio nem apresente a identidade da pessoa responsabilizada.

Como o acionamento da buzina terminou em multa

A sequência descrita pelo governo começa com o avistamento do urso-polar em repouso sobre a terra e avança para o uso da buzina, cuja intensidade foi suficiente para interromper o descanso do animal e fazê-lo abandonar o ponto onde permanecia.

Ao avaliar essa mudança de comportamento, as autoridades entenderam que houve perturbação intencional e aplicaram a multa de 50 mil coroas norueguesas, sanção que, conforme o governo local, foi aceita e posteriormente quitada pela pessoa responsabilizada.

Além de confirmar o pagamento, o Gabinete do Governador informou que a infração foi enquadrada na Seção 30a, primeiro parágrafo, da Lei de Proteção Ambiental de Svalbard, dispositivo que estabelece regras específicas relacionadas à proteção dos ursos-polares no arquipélago.

Parte importante da apuração começou dentro da própria embarcação, já que ocupantes do barco procuraram a autoridade local depois de presenciarem o acionamento da buzina e a reação do animal, permitindo que o episódio fosse formalmente analisado pelas autoridades competentes.

Lei de Svalbard proíbe perturbações desnecessárias

Pela Seção 30a da Lei de Proteção Ambiental de Svalbard, ursos-polares não podem ser perturbados, atraídos ou perseguidos desnecessariamente, regra que integra o conjunto de medidas adotadas para reduzir interferências humanas sobre esses animais no território norueguês do Ártico.

A legislação também determina que pessoas não circulem nem permaneçam a menos de 300 metros de um urso-polar, enquanto a distância mínima sobe para 500 metros entre 1º de março e 30 de junho, período abrangido pela proteção sazonal mais rígida.

Caso um urso seja observado dentro de uma distância inferior ao limite previsto, a norma determina que a pessoa recue até restabelecer o afastamento exigido, embora existam exceções específicas para assentamentos, estações de pesquisa, cabanas, tendas e outras instalações semelhantes.

Fora dos assentamentos, a mesma seção ainda prevê medidas de segurança para quem circula pela região, incluindo conhecimento sobre como agir diante de ataques e uso de equipamentos adequados para afastar ursos, com orientação para evitar ferimentos ou mortes sempre que possível.

O que as autoridades confirmaram sobre o episódio

No episódio envolvendo a buzina, entretanto, a punição divulgada pelo governo decorreu diretamente da conclusão de que houve perturbação intencional do urso que descansava em terra, e não de uma infração de distância detalhada no comunicado sobre a ocorrência.

Entre os dados confirmados pelas autoridades estão o local, o mês da ocorrência, o valor da multa, a reação do urso, a origem da denúncia e o enquadramento legal adotado, elementos que ajudam a reconstruir a sequência do episódio em Svalbard.

Por outro lado, o comunicado oficial não apresenta a data específica em que a buzina foi acionada, nem identifica publicamente a embarcação, a nacionalidade do responsável ou outros dados pessoais de quem recebeu a penalidade aplicada pelo governo local.

O que permanece documentado é que o urso-polar dormia em terra quando a buzina foi usada, acordou com o som e se deslocou para outro ponto, enquanto pessoas da embarcação procuraram o Gabinete do Governador para relatar o que havia acontecido.

Depois dessa comunicação, as autoridades consideraram que a conduta havia sido intencional e aplicaram a sanção prevista para o caso, encerrada com o pagamento da multa de 50 mil coroas norueguesas, sem anúncio de outras penalidades relacionadas ao mesmo episódio.

Assim, a consequência administrativa confirmada ficou restrita à multa já quitada, aplicada com base na legislação ambiental de Svalbard após o entendimento de que o uso proposital da buzina interferiu diretamente no descanso e no comportamento do urso-polar observado em terra.

Ao considerar que o acionamento da buzina foi tratado como intencional e alterou diretamente o comportamento do urso-polar, a multa de 50 mil coroas norueguesas parece proporcional à conduta registrada pelas autoridades ambientais de Svalbard?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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