Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Homem construiu sozinho em 11 meses um aerobarco de fibra de vidro no carport de casa, transformou desenhos técnicos em uma embarcação capaz de deslizar em alta velocidade sobre a água e chamou tanta atenção em Darwin que o vídeo dos testes ultrapassou 939 mil visualizações

Homem construiu sozinho em 11 meses um aerobarco de fibra de vidro no carport de casa, transformou desenhos técnicos em uma embarcação capaz de deslizar em alta velocidade sobre a água e chamou tanta atenção em Darwin que o vídeo dos testes ultrapassou 939 mil visualizações

7 min de leitura

Homem construiu sozinho em 11 meses um aerobarco de fibra de vidro no carport de casa, transformou desenhos técnicos em uma embarcação capaz de deslizar em alta velocidade sobre a água e chamou tanta atenção em Darwin que o vídeo dos testes ultrapassou 939 mil visualizações

Escrito por Carla Teles

Publicado em 10/08/2026 às 15:25

Atualizado em 10/08/2026 às 15:26

Construção

Aerobarco de fibra de vidro nasce de desenhos técnicos em Darwin após 11 meses de construção e viraliza durante os testes. Imagem: Reprodução/James Greenberger 

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

O aerobarco criado por James Greenberger foi montado peça por peça em Darwin a partir de desenhos técnicos 2D, usando fibra de vidro moldada à mão; após 11 meses de trabalho, testes no porto surpreenderam moradores e vídeo da ABC Darwin ultrapassou 939 mil visualizações em mais de uma semana.

Um aerobarco construído praticamente do zero no carport de uma casa chamou atenção em Darwin, no norte da Austrália, depois de aparecer deslizando em velocidade sobre as águas do porto. O responsável foi James Greenberger, piloto comercial no Território do Norte, que transformou desenhos técnicos bidimensionais em uma embarcação de fibra de vidro feita à mão ao longo de 11 meses.

A história foi publicada pela ABC News em 9 de abril de 2019, com atualização em 10 de abril. Segundo a emissora australiana, um vídeo dos testes publicado na página da ABC Darwin no Facebook ultrapassou 939 mil visualizações em pouco mais de uma semana e recebeu milhares de comentários, enquanto moradores tentavam entender o que estavam vendo passar pela costa.

Projeto nasceu de um interesse antigo por máquinas que voam

O interesse de Greenberger por aerobarcos começou muito antes da construção que chamou atenção em Darwin. Ele contou à ABC que, aos 12 anos, queria montar um modelo chamado Pegasus, uma estrutura circular de compensado equipada com motor de cortador de grama.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Na época, pediu ajuda ao pai, mas a ideia foi recusada porque o projeto era considerado perigoso. O plano acabou ficando de lado por cerca de 15 anos, até que o interesse por veículos capazes de se sustentar sobre uma camada de ar voltou a ocupar espaço em sua rotina.

Piloto comercial decidiu transformar desenhos em uma embarcação real

Greenberger já trabalhava como piloto comercial no Território do Norte quando retomou o antigo projeto. Segundo ele, o gosto por qualquer coisa relacionada ao voo ajudou a alimentar a decisão de construir o próprio aerobarco.

A fabricação começou a partir de desenhos técnicos em duas dimensões, que precisaram ser convertidos em peças físicas e ajustados durante o processo. A fonte não informa quem produziu originalmente esses desenhos nem apresenta especificações completas de potência, dimensões ou peso da embarcação.

Construção levou 11 meses de trabalho manual

O projeto exigiu aproximadamente 11 meses de fabricação, testes, ajustes e trabalho artesanal. Greenberger utilizou tanto o carport de casa quanto as instalações do Palmerston Men’s Shed, espaço comunitário onde pôde desenvolver partes da construção.

Cada componente precisou ser produzido gradualmente. O próprio construtor contou que aproveitava praticamente todo momento livre para trabalhar no aerobarco, tornando o projeto uma atividade constante durante quase um ano.

Fibra de vidro precisou ser aprendida durante o projeto

Imagem: Reprodução/James Greenberger 

Uma das dificuldades foi justamente o material escolhido para o casco. O aerobarco foi construído manualmente em fibra de vidro, técnica que Greenberger afirmou nunca ter utilizado antes.

Isso significou aprender o processo enquanto a embarcação estava sendo produzida. Além da curva de aprendizado, o clima de Darwin acrescentou outro problema: as temperaturas elevadas faziam a fibra de vidro endurecer muito mais rapidamente do que aconteceria em condições mais amenas.

Calor de Darwin tornou fabricação mais complicada

Darwin está localizada no chamado Top End australiano, região marcada por temperaturas elevadas e alta umidade. Greenberger desenvolveu boa parte da embarcação durante a estação chuvosa, ambiente pouco favorável para quem ainda aprendia a trabalhar com determinados materiais.

Segundo o construtor, a fibra de vidro endurecia em cerca de metade do tempo que normalmente levaria em outros lugares por causa do calor. Isso exigia rapidez durante a aplicação e reduzia a margem disponível para corrigir erros antes do endurecimento do material.

Conseguir materiais foi o maior obstáculo

Apesar da dificuldade de aprender uma técnica nova, Greenberger afirmou que o principal problema foi conseguir os materiais necessários para concluir o projeto no norte da Austrália.

A reportagem não apresenta uma lista completa das peças nem informa o custo total do aerobarco. O que Greenberger destacou foi a dificuldade logística de levar determinados materiais até Darwin, tornando o abastecimento do projeto uma das etapas mais trabalhosas.

Primeiro teste chamou atenção na costa de Darwin

Depois de meses de fabricação, chegou o momento de colocar a embarcação na água. Em uma manhã ensolarada de sábado, Greenberger levou o projeto para a região costeira de Darwin e iniciou os testes diante de pessoas que estavam no local.

O formato incomum e a velocidade do veículo surpreenderam quem acompanhava a movimentação. Alguns moradores relataram nas redes sociais que inicialmente ficaram sem entender se aquilo era uma embarcação convencional, uma aeronave ou algum outro tipo de equipamento.

Moradores começaram a filmar depois da primeira passagem

Uma moradora citada pela ABC contou que o primeiro encontro com o veículo pegou todos de surpresa. Quando o aerobarco retornou para uma segunda passagem, as pessoas já estavam com câmeras preparadas para registrar a cena.

Outros comentários publicados nas redes mostravam a mesma reação. A aparência pouco convencional fez o veículo se transformar rapidamente em assunto local, especialmente porque não era comum observar uma máquina daquele tipo percorrendo Darwin Harbour.

Vídeo ultrapassou 939 mil visualizações

A repercussão deixou de ser apenas local quando as imagens foram publicadas pela ABC Darwin no Facebook. Em pouco mais de uma semana, o vídeo do aerobarco já havia sido assistido mais de 939 mil vezes.

Além das visualizações, a publicação recebeu milhares de comentários. Greenberger descreveu a repercussão como muito grande, enquanto imagens da embarcação começaram a circular entre pessoas que acompanhavam o teste e entusiastas desse tipo de veículo.

Comunidade de hovercraft elogiou construção e velocidade

A repercussão também alcançou entusiastas especializados em hovercraft. Segundo Greenberger, membros dessa comunidade demonstraram aprovação tanto em relação ao acabamento quanto à velocidade alcançada pelo projeto.

Alguns chegaram a afirmar que o modelo parecia ser o hover wing mais rápido já construído, de acordo com o relato reproduzido pela ABC. A reportagem não apresenta medição oficial de velocidade nem certificação desse comentário, portanto a afirmação deve ser entendida como avaliação dos entusiastas citados pelo construtor.

Polícia acompanhou o teste, mas não interrompeu operação

A movimentação na água também chamou atenção das autoridades. Greenberger contou que inicialmente havia dois policiais observando o teste e que, quando a embarcação estava pronta para entrar em operação, oito agentes estavam no local.

O construtor decidiu conversar com eles para verificar se havia algum problema. Segundo seu relato, os policiais não estavam ali para impedir o teste e chegaram a registrar a cena para compartilhar com conhecidos.

Aerobarco foi classificado como embarcação e não como aeronave

Apesar de funcionar sobre uma almofada de ar e apresentar características que podem lembrar uma aeronave, o veículo não era tratado dessa maneira pelas autoridades australianas.

A Civil Aviation Safety Authority informou à ABC que hovercrafts não são regulamentados pelo órgão porque não são considerados aeronaves. No contexto mencionado pela reportagem, o veículo era tratado como uma embarcação aquática.

Regras locais facilitaram colocar projeto na água

Greenberger afirmou que as regras marítimas do Território do Norte também ajudaram a simplificar os testes. Segundo ele, Darwin não exigia registro para embarcações nem licença específica para conduzir barcos naquele contexto.

Isso permitiu que o aerobarco construído em casa fosse colocado na água com menos barreiras burocráticas do que poderia enfrentar em outras jurisdições. A reportagem, contudo, descreve as regras vigentes naquele período e não deve ser usada como orientação sobre exigências atuais.

Construção também exigiu conciliar projeto e vida pessoal

Os 11 meses de trabalho consumiram grande parte do tempo livre de Greenberger. Ele contou que aproveitava praticamente qualquer intervalo disponível para avançar na construção.

O próprio piloto reconheceu que isso tornou a rotina mais difícil para sua parceira. Ele chegou a dizer que ocasionalmente levava flores para casa como forma de mostrar que, apesar das horas dedicadas ao projeto, continuava atento à relação.

Próximo plano era pintar, testar e usar para pescar

Mesmo depois do teste que viralizou, Greenberger não considerava o projeto finalizado. O plano era aplicar uma nova pintura e realizar várias horas adicionais de testes antes de utilizar a embarcação de forma mais regular.

Entre as ideias estava levar o aerobarco para pescarias no Top End. O próprio construtor brincou que a velocidade e o ruído provavelmente assustariam os peixes, mas ainda assim pretendia experimentar a embarcação nessa função.

De desenhos 2D para uma máquina que surpreendeu Darwin

Durante 11 meses, James Greenberger transformou desenhos técnicos, fibra de vidro e inúmeras horas de trabalho manual em um aerobarco capaz de deslizar pelo porto de Darwin e chamar atenção de moradores, policiais e entusiastas internacionais. O projeto também mostrou como uma construção doméstica pode exigir aprendizado técnico, adaptação a materiais e sucessivos testes antes de finalmente entrar na água.

O resultado acabou alcançando um público muito maior do que aquele presente na costa australiana: o vídeo ultrapassou 939 mil visualizações em pouco mais de uma semana. Para você, o que impressiona mais nessa história: construir sozinho uma embarcação de fibra de vidro em 11 meses ou transformar desenhos técnicos em uma máquina que conseguiu surpreender uma cidade inteira? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

Sair da versão mobile