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Homem despeja inquilino, faz limpeza no apartamento e encontra litografia rara de Picasso roubada havia 8 anos, uma das apenas 30 cópias existentes, ainda com avaliação colada na moldura e valor estimado em até US$ 50 mil, cerca de R$ 260 mil
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 27/08/2026 às 14:51
Atualizado em 27/08/2026 às 14:52
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A litografia “Torero”, de Pablo Picasso, roubada do colecionador Bill DeLind em 2018, reapareceu durante a limpeza de um apartamento em Milwaukee após o despejo de um inquilino. Uma das 30 cópias existentes, ainda tinha avaliação na moldura e pode valer até US$ 50 mil, cerca de R$ 260 mil.
Uma litografia rara de Pablo Picasso que estava desaparecida havia oito anos foi encontrada por acaso em um apartamento de Milwaukee, nos Estados Unidos. O proprietário do imóvel, Tim Dertz, fazia a limpeza depois do despejo de um inquilino quando encontrou o quadro que posteriormente seria identificado como “Torero”, pertencente ao colecionador Bill DeLind.
As informações foram publicadas pelo Diário do Litoral em 20 de agosto de 2026, em reportagem de Nathalia Alves. A obra havia sido roubada em 2018 e permaneceu sem pistas sobre seu paradeiro até ser localizada no imóvel, ainda com uma avaliação da empresa de DeLind colada na parte traseira da moldura.
“Torero” é uma das apenas 30 cópias existentes
imagem: redes sociais/instagram
A obra encontrada é a litografia “Torero”, de Pablo Picasso.
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Segundo as informações divulgadas, trata-se de uma peça rara, integrante de uma tiragem de apenas 30 cópias existentes no mundo.
Bill DeLind perdeu a obra em um roubo ocorrido em 2018
A litografia fazia parte do acervo do colecionador Bill DeLind antes do desaparecimento.
A peça foi roubada em 2018 e permaneceu fora de seu alcance durante oito anos, sem que surgissem informações conclusivas sobre onde estava.
Polícia entrou em contato com colecionador após descoberta
DeLind recebeu a notícia da recuperação depois que a história chegou às autoridades.
A polícia local entrou em contato com o colecionador para informar que uma obra compatível com a litografia desaparecida havia sido encontrada em Milwaukee.
Proprietário limpava apartamento após despejar inquilino
A descoberta não ocorreu durante uma operação policial.
Tim Dertz, proprietário do imóvel, havia despejado um inquilino e decidiu realizar pessoalmente a limpeza do apartamento antes de prepará-lo para um novo morador.
Foi durante essa faxina que ele encontrou o quadro deixado no local.
Quadro abandonado despertou desconfiança do proprietário
Dertz estranhou encontrar uma obra assinada entre os objetos do apartamento.
Sem saber exatamente o que tinha diante de si, ele decidiu procurar ajuda para identificar a peça antes de descartá-la ou tratá-la como um objeto comum.
Amigo antiquário levantou possibilidade de ser Picasso roubado
O proprietário recorreu a um amigo que trabalhava como antiquário.
O especialista reconheceu rapidamente a litografia e levantou a hipótese de que ela pudesse ser justamente a obra de Picasso roubada de Bill DeLind em 2018.
A identificação colocou o caso no caminho das autoridades e, depois, do próprio colecionador.
DeLind reconheceu a litografia assim que chegou ao local
Bill DeLind foi até o imóvel depois de saber da descoberta.
Ao ver o quadro, o colecionador reconheceu imediatamente a peça que havia desaparecido de seu acervo oito anos antes.
Avaliação continuava colada atrás da moldura
Outro elemento ajudou a confirmar a identidade da obra.
Uma avaliação feita pela DeLind Fine Art, empresa de curadoria de Bill DeLind, ainda estava presa à parte traseira da moldura.
O documento permanecia no mesmo local em que havia sido colocado antes do desaparecimento da litografia, por volta de 2018.
Documento na moldura sobreviveu aos oito anos de desaparecimento
A permanência da avaliação chamou atenção porque a obra ficou fora do acervo durante quase uma década.
Mesmo depois do roubo e de todo o período em que seu paradeiro era desconhecido, a identificação ligada à empresa do próprio colecionador não havia sido retirada da moldura.
Colecionador falou em fechamento de um ciclo
DeLind comentou o reencontro com a obra em declaração ao The Guardian.
Ele descreveu a experiência como difícil de colocar em palavras e associou a recuperação ao fechamento de um ciclo que permanecera aberto durante quase oito anos.
Prazo citado por DeLind seria de seis anos
O momento da descoberta também chamou atenção do colecionador por uma questão relacionada ao tempo transcorrido.
Segundo DeLind, crimes relacionados a roubo e propriedade geralmente têm prazo de prescrição de seis anos.
Na avaliação dele, portanto, quando a litografia reapareceu, esse período normalmente considerado para o caso já havia terminado.
Obra era avaliada entre US$ 35 mil e US$ 50 mil
Quando foi roubada, “Torero” possuía uma avaliação estimada entre US$ 35 mil e US$ 50 mil.
Os valores correspondiam, na época, a aproximadamente R$ 150 mil a R$ 260 mil.
Recuperação aproximou peça novamente da faixa de US$ 50 mil
O valor financeiro da litografia não teria sofrido mudança significativa durante os anos em que esteve desaparecida.
A história envolvendo o roubo e a posterior recuperação, porém, fez a estimativa se aproximar novamente do limite superior citado, de US$ 50 mil, cerca de R$ 260 mil na conversão apresentada.
Ex-parceiro de DeLind cobrava novas buscas todos os anos
O desaparecimento da obra também afetou o ex-parceiro de negócios de Bill DeLind, que morreu em fevereiro.
Segundo o relato, ele ficou profundamente abalado com o roubo e, a cada aniversário do desaparecimento, telefonava para a polícia pedindo que o caso voltasse a ser divulgado em busca de novas pistas.
Litografia permanece temporariamente com a polícia de Milwaukee
A recuperação não significou a devolução imediata da obra ao acervo particular.
A litografia permanece temporariamente sob custódia da polícia de Milwaukee, enquanto são concluídas as providências relacionadas ao retorno da peça.
Bill DeLind trabalha na contratação de um seguro para proteger a obra depois de oito anos desaparecida.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse caso: a obra ter sido encontrada por acaso durante uma faxina, a avaliação ainda estar presa à moldura ou o fato de uma peça de até US$ 50 mil ter permanecido desaparecida por oito anos? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

