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Homem encontra pedaços de cerâmica durante caminhada em campo agrícola, consulta imagens de satélite e ajuda arqueólogos a revelar mosaico romano de 11 por quase 7 metros com Aquiles e Heitor, obra única no Reino Unido escondida sob uma vila ocupada há mais de 1.500 anos

Homem encontra pedaços de cerâmica durante caminhada em campo agrícola, consulta imagens de satélite e ajuda arqueólogos a revelar mosaico romano de 11 por quase 7 metros com Aquiles e Heitor, obra única no Reino Unido escondida sob uma vila ocupada há mais de 1.500 anos

7 min de leitura

Homem encontra pedaços de cerâmica durante caminhada em campo agrícola, consulta imagens de satélite e ajuda arqueólogos a revelar mosaico romano de 11 por quase 7 metros com Aquiles e Heitor, obra única no Reino Unido escondida sob uma vila ocupada há mais de 1.500 anos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 28/08/2026 às 05:48

Ciência e Tecnologia

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Fragmentos de cerâmica encontrados em Rutland levaram à descoberta de um mosaico romano de 11 por quase 7 metros com Aquiles e Heitor, único no Reino Unido e ligado a uma grande vila dos séculos III e IV.

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Jim Irvine encontrou fragmentos de cerâmica durante uma caminhada por um campo agrícola em Rutland, consultou imagens de satélite e identificou marcas que levaram arqueólogos a escavar uma vila romana. Sob o terreno apareceu um mosaico de 11 por quase 7 metros, único no Reino Unido, retratando Aquiles e Heitor.

Jim Irvine caminhava com a família por campos agrícolas em Rutland, na região de East Midlands, quando encontrou peças incomuns de cerâmica entre o trigo. A descoberta despertou sua curiosidade, e a investigação posterior levou à identificação de um raro mosaico romano ligado a uma grande vila ocupada entre os séculos III e IV d.C.

As informações foram publicadas pela Historic England em 25 de novembro de 2021. A investigação foi conduzida pelos Serviços Arqueológicos da Universidade de Leicester (ULAS), em parceria com a Historic England e com participação do Conselho do Condado de Rutland, depois que Irvine comunicou a descoberta inicial feita durante o confinamento de 2020.

Fragmentos de cerâmica apareceram durante passeio pelo campo

A descoberta começou sem uma escavação arqueológica planejada.

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Jim Irvine, filho do proprietário das terras, Brian Naylor, encontrou algumas peças de cerâmica que considerou incomuns enquanto caminhava pelo campo com a família durante o confinamento de 2020.

Imagens de satélite revelaram marca nítida no terreno

Jim Irvine e Brian Naylor, fotografados no momento em que descobriram o mosaico romano em seu campo durante o confinamento de 2020.

Irvine decidiu investigar melhor o que havia encontrado e passou a analisar imagens da área.

Nas imagens de satélite, ele percebeu uma marca de plantio muito definida, que descreveu como semelhante a um desenho feito com giz sobre a tela do computador.

Esse momento levou o morador a suspeitar que havia algo maior escondido sob o campo.

Descoberta foi comunicada à equipe arqueológica local

O Dr. David Neal fazendo anotações em sua ilustração durante a escavação do mosaico com alunos da ULAS/Universidade de Leicester. 
© Arquivo da Historic England. DP264265

Jim Irvine entrou em contato com a equipe de arqueologia do Conselho do Condado de Leicestershire.

A natureza incomum da descoberta levou a Historic England a conseguir financiamento para uma investigação arqueológica urgente no terreno.

Primeiras escavações aconteceram em agosto de 2020

O cômodo faz parte de uma grande vila ocupada no final do período romano, entre os séculos III e IV d.C., provavelmente por um indivíduo rico, com conhecimento de literatura clássica. A vila também é cercada por uma série de outros edifícios. 
© Arquivo da Historic England.

Os trabalhos iniciais foram realizados pelos Serviços Arqueológicos da Universidade de Leicester.

A equipe da ULAS começou as investigações em agosto de 2020 para determinar o que permanecia preservado abaixo da superfície agrícola.

Novas escavações ocorreram em setembro de 2021

O sítio voltou a ser investigado no ano seguinte.

Em setembro de 2021, funcionários e estudantes da Escola de Arqueologia e História Antiga da Universidade de Leicester examinaram novas áreas do complexo.

Mosaico mede 11 metros por quase 7 metros

Painel inferior do mosaico. Aquiles (à esquerda) e Heitor duelando em carros de guerra. 
© Serviços Arqueológicos da Universidade de Leicester

O principal achado revelou dimensões expressivas.

Os vestígios preservados do mosaico romano medem 11 metros por quase 7 metros e formavam o piso de um espaço de grandes proporções.

Os pesquisadores acreditam que o ambiente tenha servido como uma ampla área de jantar ou entretenimento.

Três painéis representam batalha entre Aquiles e Heitor

Três painéis narram a batalha de Aquiles contra Heitor, no final da Guerra de Troia. Acredita-se que a obra de arte tenha sido o piso de uma grande sala de jantar ou de entretenimento. 
© Arquivo da Historic England. DP264287.

A decoração não possui apenas desenhos geométricos.

Os painéis contam parte da história de Aquiles, herói da mitologia grega, e incluem sua batalha contra Heitor no final da Guerra de Troia.

Em uma das cenas, os dois aparecem duelando em carros de guerra.

Representação é única entre mosaicos conhecidos no Reino Unido

Um membro da equipe da ULAS/Universidade de Leicester durante as escavações de um pavimento de mosaico. 
© Arquivo da Historic England

O conteúdo transformou a descoberta em um achado excepcional para a arqueologia britânica.

Segundo a Historic England, o mosaico de Rutland é único no Reino Unido por representar Aquiles e sua batalha com Heitor.

Existem apenas poucos exemplos semelhantes em toda a Europa.

Piso fazia parte de uma grande vila romana

Outras evidências descobertas incluem restos humanos que podem datar do período anglo-saxão. 
© Arquivo da Historic England.

O mosaico não estava isolado sob o campo.

A estrutura fazia parte de uma grande vila ocupada no final do período romano, entre os séculos III e IV d.C.

A riqueza da decoração levou os especialistas a considerar provável que o complexo tenha pertencido a uma pessoa rica e familiarizada com literatura clássica.

Levantamento revelou outros edifícios ao redor da vila

As investigações mostraram que o espaço decorado era apenas uma parte do sítio.

Levantamentos geofísicos e avaliações arqueológicas identificaram outras construções e estruturas espalhadas pela propriedade.

Entre elas aparecem possíveis celeiros com naves laterais, estruturas circulares e uma possível casa de banhos.

Valas delimitavam diferentes partes da propriedade

O complexo também apresentava uma organização física identificável no terreno.

Uma série de valas circundava os edifícios e ajudava a delimitar a propriedade romana ocupada há mais de 1.500 anos.

Fogo e rupturas indicam reutilização posterior do espaço

O mosaico preserva sinais de que o edifício passou por mudanças depois de seu período original de utilização.

Danos provocados por fogo e rupturas no pavimento sugerem que a estrutura foi posteriormente reaproveitada para outra finalidade.

Restos humanos foram encontrados sobre o mosaico

As escavações revelaram ainda evidências de ocupação posterior.

Arqueólogos encontraram restos humanos sob os escombros que cobriam o mosaico, indicando que o local também foi usado para sepultamentos depois que o edifício deixou de cumprir sua função inicial.

Sepultamentos podem ser do fim do período romano ou início medieval

A idade exata dos restos humanos não havia sido determinada.

Os pesquisadores sabem, porém, que os sepultamentos são posteriores ao mosaico e estão relacionados espacialmente à construção da vila.

Essa posição sugere uma possível data entre o fim do período romano e o início da Idade Média.

Especialistas passaram a estudar materiais retirados do sítio

As evidências recuperadas foram encaminhadas para análise especializada.

A ULAS ficou responsável por estudos em sua sede na Universidade de Leicester, com participação de especialistas da Historic England e de outros profissionais do Reino Unido.

Entre eles está David Neal, apresentado como o principal especialista britânico em pesquisas sobre mosaicos.

Local recebeu proteção como monumento histórico

A relevância do conjunto levou à adoção de proteção legal.

O mosaico e o complexo da vila foram reconhecidos como monumento histórico, decisão tomada pelo Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte por recomendação da Historic England.

A medida busca proteger os vestígios contra intervenções não autorizadas e atividades ilegais, incluindo detecção clandestina de metais.

Sítio foi novamente coberto depois das escavações

Depois de documentar cuidadosamente a área, os arqueólogos não deixaram o mosaico exposto.

O local foi aterrado novamente para proteger os vestígios e reduzir os riscos de deterioração ou interferência futura.

Campo agrícola havia sofrido danos superficiais pela aração

A vila foi descoberta em uma área ainda utilizada para agricultura.

A aração e outras atividades já haviam perturbado vestígios arqueológicos mais próximos da superfície, criando preocupação com a preservação de partes do conjunto.

Historic England trabalha para transformar área em pastagem

A instituição passou a trabalhar com o proprietário das terras em uma alternativa de uso mais compatível com a preservação.

A proposta é apoiar a recuperação de determinadas áreas para utilização sustentável como pastagem, reduzindo novos impactos sobre os vestígios arqueológicos.

Programas ambientais destinam cerca de 13 milhões de libras por ano à conservação

A proteção de áreas rurais com patrimônio arqueológico também envolve programas agroambientais.

Segundo a Historic England, essas iniciativas contribuem com cerca de 13 milhões de libras por ano para conservação e manutenção do patrimônio rural.

Local permanece em propriedade privada e fechado ao público

Apesar da importância da descoberta, o público não pode visitar livremente o campo.

O sítio está localizado em propriedade privada e não possui acesso público.

Discussões chegaram a ser realizadas com o Conselho do Condado de Rutland sobre formas de apresentar e interpretar o complexo fora da área original.

Descoberta transformou pedaços de cerâmica em sítio arqueológico protegido

O que começou com Jim Irvine encontrando alguns fragmentos durante uma caminhada revelou uma vila romana, edifícios associados e um mosaico de 11 por quase 7 metros com uma representação considerada única no Reino Unido.

Depois das escavações e do reconhecimento oficial de sua importância, o sítio foi documentado, protegido legalmente e novamente coberto, enquanto os materiais recuperados seguiram para estudos especializados.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa descoberta: os pedaços de cerâmica encontrados por acaso, a identificação das marcas em imagens de satélite ou o mosaico de Aquiles e Heitor preservado por mais de 1.500 anos? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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