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Homem ergue castelo de pedras de 44 cômodos no interior do Brasil para presentear a esposa e construção atravessa mais de 100 anos de história

Homem ergue castelo de pedras de 44 cômodos no interior do Brasil para presentear a esposa e construção atravessa mais de 100 anos de história

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Homem ergue castelo de pedras de 44 cômodos no interior do Brasil para presentear a esposa e construção atravessa mais de 100 anos de história

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 07/08/2026 às 09:45

Atualizado em 07/08/2026 às 09:46

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Erguido entre 1909 e 1913 no Rio Grande do Sul, o Castelo de Pedras Altas tem 44 cômodos, biblioteca para 15 mil livros e sediou o pacto que encerrou a Revolução de 1923 no estado

O Castelo de Pedras Altas, no Rio Grande do Sul, começou a ser construído em 1909 por Joaquim Francisco de Assis Brasil para sua segunda esposa, Lydia Pereira Felício de São Mamede. Concluída em 1913, a residência possui 44 cômodos e, anos depois, entrou para a história política gaúcha.

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Castelo de Pedras Altas nasceu como presente para Lydia

Diplomata, político e produtor rural, Joaquim Francisco de Assis Brasil decidiu construir uma propriedade diferente das fazendas tradicionais existentes na região.

O projeto buscava referências nos castelos medievais europeus e utilizou pedras de granito rosado.

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A residência também tinha relação direta com Lydia Pereira Felício de São Mamede. Assis Brasil queria proporcionar à segunda esposa um lar confortável, inspirado no estilo de vida europeu que ela conhecia.

A construção levou quatro anos. Iniciada em 1909, foi concluída em 1913, em uma área rural de Pedras Altas, no sul do Rio Grande do Sul.

Além do caráter familiar, Assis Brasil pretendia demonstrar que o campo brasileiro poderia receber elementos de elegância, cultura e sofisticação. Para isso, contou com profissionais especializados na execução da estrutura.

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Fortaleza reúne 44 cômodos e biblioteca para cerca de 15 mil livros

A dimensão interna ajuda a mostrar a ambição do projeto. O Castelo de Pedras Altas possui 44 cômodos, entre eles biblioteca, sala de música, capela e diferentes ambientes destinados à convivência familiar.

A biblioteca tornou-se um dos espaços de maior destaque. O ambiente foi planejado para armazenar aproximadamente 15 mil livros e estava ligado ao objetivo de Assis Brasil de transformar a propriedade em um centro de conhecimento aberto à população.

O imóvel também acumulou objetos históricos e peças provenientes de diferentes partes do mundo. Esse acervo passou a registrar aspectos da trajetória da família ao longo dos anos.

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Residência recebeu acordo que encerrou conflito político em 1923

Dez anos depois da conclusão da construção, o castelo ganhou uma função que ultrapassou a vida privada da família.

Em 1923, líderes políticos reuniram-se no imóvel para a assinatura do Pacto de Pedras Altas. O acordo marcou o encerramento da Revolução de 1923, conflito envolvendo diferentes grupos políticos do Rio Grande do Sul.

A residência construída inicialmente para Lydia, portanto, passou também a integrar um episódio relevante da história política do estado.

Patrimônio enfrenta infiltrações, umidade e vandalismo

Joaquim Francisco de Assis Brasil morreu em 1938. A responsabilidade pela conservação da propriedade passou posteriormente aos descendentes da família, que enfrentaram as dificuldades de manter uma construção de grandes dimensões.

Em 1999, o Castelo de Pedras Altas recebeu reconhecimento como patrimônio histórico. Ainda assim, a falta de recursos dificultou uma restauração completa do imóvel.

Ao longo do tempo, infiltrações, umidade e episódios de vandalismo provocaram danos em partes da estrutura e do acervo histórico, ampliando o desafio de conservar a construção mais de um século depois de sua conclusão.

Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material-base fornecido, com dados, números, datas e acontecimentos preservados conforme o conteúdo consultado.

Fonte

https://www.diariodolitor


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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