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Homem revirou 9 toneladas de lixo atrás do anel centenário que a bisavó contrabandeou escondido na boca ao fugir da União Soviética e a esposa jogou fora sem perceber, um gari de Nova York entrou na busca e achou tudo

Homem revirou 9 toneladas de lixo atrás do anel centenário que a bisavó contrabandeou escondido na boca ao fugir da União Soviética e a esposa jogou fora sem perceber, um gari de Nova York entrou na busca e achou tudo

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Homem revirou 9 toneladas de lixo atrás do anel centenário que a bisavó contrabandeou escondido na boca ao fugir da União Soviética e a esposa jogou fora sem perceber, um gari de Nova York entrou na busca e achou tudo

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 15/08/2026 às 10:16

Atualizado em 15/08/2026 às 10:25

Curiosidades

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Anel centenário que saiu da União Soviética escondido na boca da bisavó foi parar no lixo em Nova York e reapareceu após busca em 9 toneladas de resíduos

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O anel centenário de platina saiu da União Soviética em 1989 escondido na boca da bisavó de Victor e acabou numa lata junto com restos de comida em Nova York, o marido de 45 anos precisou vasculhar uma pilha de resíduos com cerca de 30 metros para reencontrar a relíquia

Um anel centenário de platina, guardado pela mesma família havia cerca de cem anos, terminou dentro de uma lata de lixo em Nova York e levou Victor, de 45 anos, a revirar mais de 9 toneladas de resíduos para recuperá-lo. A joia tinha uma origem rara: a bisavó dele a escondeu na própria boca ao deixar a então União Soviética, em 1989, e a peça foi passando de geração em geração até chegar às mãos do bisneto. As informações são do jornal The Washington Post, repercutidas pelo portal ND Mais em 14 de agosto de 2026.

O acidente doméstico que quase apagou essa história aconteceu no fim de julho, quando Susanna, esposa de Victor, empurrou a joia para dentro do lixo sem perceber, junto com restos de comida. O que veio depois envolveu uma estação de transferência de resíduos, uma pilha fedorenta do tamanho de um prédio deitado e um gari que decidiu não deixar o morador sozinho na missão.

Pedido de casamento foi feito com a joia da bisavó

Anel centenário que saiu da União Soviética escondido na boca da bisavó foi parar no lixo em Nova York e reapareceu após busca em 9 toneladas de resíduos

Antes de virar caso de resgate, o anel de platina já carregava duas décadas de casamento. Foi com a relíquia herdada da bisavó que Victor pediu Susanna em casamento, há cerca de 20 anos, e desde então ela passou a usar a peça todos os dias no dedo anelar esquerdo.

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A única exceção na rotina acontecia na pia da cozinha. Susanna tirava o anel sempre que precisava lavar a louça, justamente para proteger a joia de qualquer dano. Foi durante uma dessas tarefas comuns, em 26 de julho, que a precaução virou armadilha: ao limpar o balcão com uma toalha, ela empurrou o anel de platina para dentro de uma lata de lixo sem notar. Um segundo anel, de ouro, foi parar no mesmo lugar, misturado aos restos de comida.

Choro no dia seguinte fez o marido descartar a ideia da cópia

Susanna só percebeu a perda no dia seguinte. Quando Victor chegou em casa, encontrou a esposa chorando, e o primeiro pensamento dele foi o mais realista possível: o anel de família havia desaparecido para sempre, e a saída seria encomendar uma cópia a um joalheiro.

A ideia durou pouco. Victor decidiu tentar uma última cartada antes de aceitar a réplica: ir atrás do lixo real, no lugar para onde ele tinha sido levado. Na manhã seguinte, ficou do lado de fora do prédio onde mora, em Nova York, esperando a equipe de coleta, e abordou Javier Gomez, funcionário da limpeza urbana, com uma pergunta improvável: se seria possível ter acesso ao lixo do edifício.

Limpeza urbana de Nova York permite agendar busca por objetos perdidos

Anel centenário que saiu da União Soviética escondido na boca da bisavó foi parar no lixo em Nova York e reapareceu após busca em 9 toneladas de resíduos

A pergunta tinha resposta oficial. Segundo Vincent Gragnani, secretário de imprensa do Departamento de Limpeza Urbana de Nova York, moradores que perdem objetos de valor podem marcar um horário para procurar os pertences nas pilhas de resíduos das estações de transferência, e ainda têm direito de levar um acompanhante para ajudar. O próprio órgão fornece luvas, pás e outras ferramentas para a tarefa.

Gomez ligou para o chefe e agendou a busca para o dia seguinte, 29 de julho. Victor, que administra uma empresa de fotografia ao lado da esposa, decidiu ir sozinho: não quis incomodar os amigos com o que ele mesmo descrevia como procurar uma agulha num palheiro. Susanna estava trabalhando e não pôde acompanhar.

Pilha reunia o lixo de dois prédios de 20 andares

O cenário que esperava por Victor na estação de transferência tinha cerca de 20 mil libras de resíduos, o equivalente a mais de 9 toneladas. Todo aquele volume havia saído, na semana anterior, do prédio dele e de um segundo edifício vizinho, cada um com aproximadamente 20 andares de moradores produzindo lixo.

A pilha se estendia por cerca de 100 pés, perto de 30 metros, formada principalmente por restos de comida, fraldas e roupas descartadas. O cheiro, comparado por Victor a peixe podre, era forte o bastante para fazer os olhos lacrimejarem. Diante do monte, o homem de 45 anos chegou a duvidar em voz alta: “Não há como ele ter sobrevivido”. Mesmo assim, calçou as luvas e começou a procurar.

Gari saiu da própria função para ajudar e achou a sacola em uma hora

Anel centenário que saiu da União Soviética escondido na boca da bisavó foi parar no lixo em Nova York e reapareceu após busca em 9 toneladas de resíduos

Funcionários da limpeza normalmente não participam desse tipo de procura, mas Gomez, de 55 anos, olhou para a cena e tomou uma decisão pessoal. “Não havia como ele encontrar sozinho”, justificou o gari, que entrou na pilha ao lado do morador. Victor deu a pista decisiva: os dois anéis estavam dentro de uma sacola branca com cordão laranja, a mesma que carregava três tapetes higiênicos azuis usados por Joya, o bulldog francês da família.

Os dois se dividiram por áreas diferentes do monte. Cerca de uma hora depois, com um quarto do lixo já vasculhado, Gomez avistou uma sacola branca perto do fundo da pilha, abriu o saco e reconheceu os três tapetes azuis. Logo em seguida, viu o brilho do anel de platina. O gari assobiou, Victor atravessou correndo os montes de resíduos e abriu um sorriso ao ver a joia da bisavó erguida na mão do funcionário. Gomez ainda continuou fuçando entre cascas de batata no fundo da mesma sacola e resgatou também o anel de ouro. As duas peças estavam de volta.

Relíquia já tem destino marcado na próxima geração

O Departamento de Limpeza Urbana de Nova York contou a história da recuperação nas redes sociais em 7 de agosto, com fotos da operação. Antes de deixar a estação de transferência, Victor fez questão de registrar uma imagem ao lado de Gomez, o parceiro improvável daquela manhã.

O futuro do anel centenário também já está desenhado. Victor pretende entregar a joia ao filho, de 15 anos, dando sequência à corrente que começou com a bisavó fugitiva da União Soviética. O plano inclui exibir a fotografia tirada com o gari no casamento do adolescente, se ele um dia subir ao altar, e Victor já avisou Gomez que espera vê-lo entre os convidados da cerimônia. Uma distração na pia quase encerrou um século de história, e uma hora de busca dentro de 9 toneladas de lixo garantiu que a relíquia siga viva por mais uma geração.

E você, encararia 9 toneladas de lixo fedorento para recuperar um objeto de família, ou aceitaria mandar fazer uma cópia? Conte nos comentários qual relíquia da sua casa faria você entrar numa pilha dessas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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