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Homem trabalha o dia inteiro, acorda às 6h, estuda das 19h à meia-noite e passa fins de semana, feriados e datas festivas nos livros por três anos, conquista aprovações em cinco tribunais e toma posse no TRT de Santa Catarina

Homem trabalha o dia inteiro, acorda às 6h, estuda das 19h à meia-noite e passa fins de semana, feriados e datas festivas nos livros por três anos, conquista aprovações em cinco tribunais e toma posse no TRT de Santa Catarina

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Homem trabalha o dia inteiro, acorda às 6h, estuda das 19h à meia-noite e passa fins de semana, feriados e datas festivas nos livros por três anos, conquista aprovações em cinco tribunais e toma posse no TRT de Santa Catarina

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 13/08/2026 às 12:27

Atualizado em 13/08/2026 às 13:08

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Homem trabalha de dia, estuda até meia-noite por três anos, passa em cinco tribunais e toma posse como técnico judiciário no TRT-SC.

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Gabriel Daminelli Muniz trabalha hoje no TRT-SC depois de passar três anos conciliando emprego no setor privado e estudos noturnos para concurso público. A rotina produziu aprovações no TJ-PR, TRE-SC, TRE-RS, TRT-RS e TRT-SC, antes da posse como Técnico Judiciário em Lages, registrada oficialmente pelo próprio tribunal catarinense em 2016.

Gabriel Daminelli Muniz trabalha hoje no TRT-SC, mas a mudança começou quando ainda era analista de vendas no setor privado. Em busca de estabilidade e de remuneração melhor, ele direcionou os estudos para concurso público e escolheu a carreira dos tribunais, que reunia cargos de nível médio com rendimentos mais atraentes do que aqueles encontrados por ele fora do serviço público.

Durante três anos, a rotina começava às 6h, seguia por um dia completo de trabalho e terminava com estudos entre 19h e 23h30 ou meia-noite. Sábados, domingos, feriados e datas festivas também entraram no planejamento. A aprovação nasceu de uma agenda sustentada por anos, não de uma preparação concentrada pouco antes das provas.

Irmã concursada ajudou Gabriel a escolher a carreira dos tribunais

A decisão de disputar vagas em tribunais não veio apenas da comparação salarial. A irmã de Gabriel Daminelli Muniz já era Oficial de Justiça concursada e serviu como referência concreta de uma carreira possível. Ao observar o caminho dela, ele concentrou a preparação em cargos que aceitavam ensino médio e poderiam abrir acesso ao Judiciário.

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O concurso público ganhou um alvo claro: cargos de tribunais com uma base de disciplinas reaproveitável entre diferentes editais. Gabriel Daminelli Muniz definiu um campo específico e passou a aprofundar conteúdos semelhantes em vez de reiniciar a preparação a cada prova. A escolha deu unidade aos três anos de estudo.

Trabalho começava cedo e estudo avançava até perto da meia-noite

Durante a semana, Gabriel acordava às 6h e seguia para o emprego. Só retomava os livros quando chegava em casa, por volta das 19h. A jornada de estudo continuava até 23h30 ou meia-noite, deixando o descanso comprimido entre o encerramento da preparação e o reinício do trabalho no dia seguinte.

Nos fins de semana, a lógica mudava: os estudos ocupavam o dia inteiro. Feriados e celebrações também foram cedidos à preparação. Quem trabalha durante o dia precisa encontrar constância justamente nas horas em que a maioria das pessoas já encerrou suas obrigações. O esforço não eliminou o cansaço, mas criou uma rotina previsível para avançar nas matérias.

Contracheque da irmã virou lembrete nos períodos de desânimo

Homem trabalha de dia, estuda até meia-noite por três anos, passa em cinco tribunais e toma posse como técnico judiciário no TRT-SC.

A disciplina não permaneceu intacta durante todo o percurso. Gabriel contou que pensou em desistir várias vezes, especialmente quando a repetição das matérias e a demora pelos resultados pesavam sobre a motivação. Para enfrentar esses períodos, procurou no Portal da Transparência o contracheque da irmã e imprimiu o documento.

Ele guardou a folha junto do material de estudo. Quando a vontade de parar aparecia, o valor e a trajetória da irmã funcionavam como lembrete do objetivo escolhido. O recurso não substituía a preparação, mas tornava visível a vida profissional que Gabriel pretendia alcançar por meio do concurso público.

Cinco tribunais apareceram na sequência de aprovações

Ao longo dos três anos, Gabriel Daminelli Muniz acumulou resultados no Tribunal de Justiça do Paraná, no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e no TRT-SC. A lista reúne TJ-PR, TRE-SC, TRE-RS, TRT-RS e TRT-SC.

Seu nome aparece no resultado final para Técnico Judiciário do TJ-PR, no resultado do TRE-RS e na classificação final do TRT-RS. O TRT-SC também confirmou a posse posterior. As aprovações em cinco tribunais produziram alternativas em diferentes órgãos, até que uma delas se transformou em exercício efetivo.

Posse no TRT-SC ocorreu em 2016 com lotação em Lages

O TRT-SC registrou a posse de Gabriel Daminelli Muniz em 2016, quando ele tinha 32 anos. O boletim interno do tribunal o apresentou como formado em Administração, ex-analista de vendas e novo Técnico Judiciário da área administrativa, inicialmente lotado na 2ª Vara do Trabalho de Lages.

A entrada ocorreu em um grupo de oito servidores empossados pela modalidade de aproveitamento de listas de outros concursos. A posse converteu três anos de preparação em uma mudança concreta de profissão, cidade de trabalho e vínculo com o serviço público. A partir dali, o objetivo deixou de ser apenas aparecer numa relação de aprovados.

Carreira avançou da 2ª para a 3ª Vara do Trabalho de Lages

Gabriel permaneceu durante anos na 2ª Vara do Trabalho de Lages e foi removido, a pedido, para a 3ª Vara do Trabalho da mesma cidade em 2022. Em 2025, o quadro de pessoal do TRT-SC o identificava como Técnico Judiciário e Assistente de Juiz, função comissionada FC-05.

Em 2026, ele trabalha na 3ª Vara do Trabalho de Lages. Dez anos depois da posse, Gabriel Daminelli Muniz continua no TRT-SC e ocupa uma função diferente daquela registrada quando chegou ao tribunal. O estado presente confirma que a aprovação não foi apenas um episódio antigo, mas o início de uma carreira mantida ao longo da década.

Três anos de renúncias abriram uma carreira que continua em 2026

A trajetória reuniu emprego em tempo integral, estudo noturno, períodos de desânimo e uma sequência de provas antes da posse como Técnico Judiciário. Também dependeu de oportunidades institucionais concretas, de editais públicos e da referência familiar oferecida pela irmã.

Constância não significa ausência de dúvida, mas capacidade de retomar o plano mesmo depois de pensar em abandonar os estudos.

Para você, qual parte seria mais difícil de sustentar por três anos: estudar depois de um dia inteiro de trabalho, abrir mão dos fins de semana ou continuar sem saber em qual concurso público viria a nomeação? Conte nos comentários qual desses obstáculos mais pesa na vida real.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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