Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Honda enfia 25,2 cv, câmbio de seis marchas, controle de tração e farol full LED numa trail flex a partir de R$ 31.855 que promete encarar cidade e estrada sem virar big trail

Honda enfia 25,2 cv, câmbio de seis marchas, controle de tração e farol full LED numa trail flex a partir de R$ 31.855 que promete encarar cidade e estrada sem virar big trail

5 min de leitura

Honda enfia 25,2 cv, câmbio de seis marchas, controle de tração e farol full LED numa trail flex a partir de R$ 31.855 que promete encarar cidade e estrada sem virar big trail

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 10/08/2026 às 10:36

Atualizado em 10/08/2026 às 10:41

Automotivo

Canal

Assista o vídeo
Honda XRE300 Sahara 2027 chega com 25,2 cv, seis marchas e controle de tração de série, em três versões de R$ 31.855 a R$ 33.665, base São Paulo.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

A linha 2027 da XRE300 Sahara foi apresentada em julho e chega às concessionárias na segunda quinzena de agosto de 2026. São três versões, de R$ 31.855 a R$ 33.665, base São Paulo, sem frete nem seguro. A mecânica segue a mesma e as novidades estão em segurança.

O controle de tração passou a ser item de série em toda a linha, e esse é o principal argumento da atualização. A Honda apresentou a XRE300 Sahara 2027 com motor flex de 293,5 cc, até 25,2 cv, câmbio de seis marchas e preço a partir de R$ 31.855 na versão Standard, conforme reportagem publicada pela redação de O Antagonista em 9 de agosto de 2026.

O valor é o preço público sugerido, com o estado de São Paulo como referência, e não inclui despesas de frete nem seguro. A chegada às concessionárias foi programada para meados de agosto de 2026, com distribuição para a rede em todo o país.

São três versões, e a diferença é menor do que parece

Honda XRE300 Sahara 2027 chega com 25,2 cv, seis marchas e controle de tração de série, em três versões de R$ 31.855 a R$ 33.665, base São Paulo.

A FONTE informa apenas o preço da configuração de entrada, mas a linha tem três opções. A Standard, na cor Pearl Stark Gray, sai por R$ 31.855. A Rally, na Victory Red, custa R$ 32.555. E a Adventure, na Supernova White, fecha em R$ 33.665.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O que separa uma da outra é sobretudo acabamento e equipamento visual. A Rally traz elementos gráficos exclusivos. A Adventure acrescenta para-brisa de maior dimensão e barras de proteção dianteiras e laterais. Chassi e motor são os mesmos nas três, e a diferença entre a mais barata e a mais cara é de R$ 1.810, pouco menos de 6%. Na prática, a escolha tende a ser mais por estilo e uso do que por orçamento.

Os números do motor flex

O conjunto mecânico não mudou. O motor é monocilíndrico, com comando no cabeçote, quatro válvulas e arrefecimento a ar, com 293,5 centímetros cúbicos.

Os números variam conforme o combustível, e essa é a vantagem do sistema flex. Com etanol, entrega 25,2 cv a 7.500 rpm e 2,74 kgf.m a 5.750 rpm. Com gasolina, os valores caem para 24,8 cv e 2,70 kgf.m. A alimentação usa injeção eletrônica PGM-FI com a tecnologia FlexOne, aceitando gasolina, etanol ou mistura dos dois. O câmbio de seis marchas trabalha com embreagem assistida e deslizante, recurso que reduz o esforço na manete e ajuda a evitar travamento da roda traseira em reduções bruscas.

O que é realmente novo na linha 2027

Vale separar o que mudou do que apenas continua. A novidade central é o HSTC, sigla para Honda Selectable Torque Control, controle de torque selecionável que monitora a rotação da roda traseira e reduz a entrega de força quando detecta perda de aderência. Ele passou a equipar todas as versões.

Entram também a chave codificada HISS, com chip eletrônico que só libera a partida ao reconhecer o código original, e o painel digital LCD Blackout com tecnologia Optical Bonding, tratamento antirreflexo que melhora a leitura sob sol forte. Houve ainda melhorias na parte ciclística, com uso de alumínio forjado em componentes da suspensão para aliviar peso. Nos indicadores dianteiros, a mudança é sutil e útil: eles agora permanecem acesos, funcionando junto com o farol como luzes de posição.

O que já existia e continua

Aqui uma correção de expectativa. A iluminação full LED não é novidade de 2027, ela já equipava a moto e apenas ganhou o ajuste nos indicadores. O mesmo vale para o ESS, sistema que aciona automaticamente o pisca-alerta em frenagens bruscas para avisar quem vem atrás.

O ABS de dois canais também segue de série. Junto com o HSTC recém-chegado, forma o pacote eletrônico de segurança da moto. Painel digital, porta USB-C para recarga de dispositivos, bagageiro integrado e suspensão traseira Pro-Link com sete níveis de ajuste de pré-carga completam a lista, permitindo adaptar a moto ao uso sozinho, com garupa ou com carga.

A geometria que define a proposta trail

Assista o vídeo

Os números da ciclística explicam por que a moto encara terra. A distância livre do solo chega a 269 milímetros, e as rodas usam aro 21 na dianteira e 18 na traseira, medidas clássicas de trail que privilegiam a passagem sobre obstáculos.

A altura do assento é de 859 milímetros, número que exige atenção de quem tem estatura menor, porque define se os pés alcançam o chão com segurança na parada. O tanque comporta 13,8 litros. Sobre o peso há divergência entre as fontes: a reportagem informa 147 quilos secos na Standard, enquanto outros levantamentos trazem 146 quilos para Standard e Rally e 149 para a Adventure. Vale lembrar que peso seco não é peso real de uso, já que não inclui combustível, óleo e fluidos.

O que vem depois da compra

Dois dados costumam pesar tanto quanto a ficha técnica e não aparecem na maior parte da cobertura. A moto é vendida com garantia de três anos, sem limite de quilometragem.

O plano de manutenção prevê revisões a cada 6 mil quilômetros ou seis meses, o que ocorrer primeiro. Para quem usa a moto no trajeto diário, esse intervalo determina quantas revisões entram no orçamento por ano, e é uma conta que muda bastante conforme a quilometragem rodada.

Por que não virou big trail

A escolha de posicionamento é deliberada. A família XRE 300 construiu presença no Brasil em torno do uso misto, e a linha 2027 mantém essa fórmula sem migrar para a categoria acima.

Big trails partem de cilindradas maiores, pesam bem mais e custam múltiplos desse valor, com autonomia e desempenho de estrada superiores em troca de peso e preço. A Sahara fica no ponto em que ainda dá para levar sozinho no trânsito e encarar estrada de terra no fim de semana, sem precisar de outro nível de habilidade nem de outro orçamento. O preço de R$ 31.855 é o da Standard e ainda precisa ser somado ao frete e às condições da concessionária.

Controle de tração de série em uma trail de 300 cilindradas era item de categoria superior até pouco tempo atrás. Agora chega na faixa dos R$ 32 mil, junto com ABS de dois canais e chave codificada.

Conta nos comentários: para quem já roda de moto, controle de tração faz diferença real no dia a dia ou é item que quase nunca entra em ação? E se você fosse comprar hoje, ficaria na Standard ou pagaria os R$ 1.810 a mais pela Adventure com para-brisa maior e barras de proteção?

Tags

Honda


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

Sair da versão mobile