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Hospital no interior de São Paulo declara morte de bebê de apenas 1 mês após 45 minutos de reanimação, mas, duas horas depois, agente funerária vê saco se mexer e encontra criança tossindo e tentando respirar
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 21/08/2026 às 14:40
Atualizado em 21/08/2026 às 14:41
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Um bebê de apenas um mês foi declarado morto após 45 minutos de reanimação em um hospital de São Paulo. Cerca de duas horas depois, uma agente funerária percebeu movimentos no saco onde estava o corpo e encontrou a criança com sinais vitais.
O que deveria marcar o início dos preparativos para o funeral de um bebê de apenas um mês acabou se transformando em uma sequência difícil de explicar até mesmo para profissionais experientes. Noah Gabriel da Cruz Santos estava internado desde o nascimento na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em 15 de julho de 2026.
A equipe médica realizou aproximadamente 45 minutos de manobras de reanimação, mas, sem conseguir identificar sinais vitais, declarou o óbito. A família foi comunicada da morte, o pai chegou a se despedir do filho e os procedimentos para retirada do corpo começaram a ser organizados dentro do hospital.
Cerca de duas horas depois, quando uma equipe funerária chegou à unidade para buscar Noah, uma funcionária percebeu que o saco funerário onde o bebê estava colocado apresentava movimentos. Ao abrir a embalagem, encontrou a criança se mexendo, tossindo e fazendo esforços que indicavam tentativa de respirar.
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Bebê já havia sofrido uma parada antes de ter a morte declarada
Noah nasceu prematuro, com aproximadamente 35 semanas de gestação, e apresentava fenda palatina, uma condição congênita caracterizada por uma abertura no céu da boca. Desde o nascimento, permanecia internado na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro e aguardava transferência para um centro especializado que pudesse acompanhar seu quadro.
Segundo o relato da família, o bebê sofreu uma primeira parada cardiorrespiratória naquele mesmo dia e chegou a responder às manobras médicas. Após ser reanimado e intubado, porém, teria apresentado uma segunda parada enquanto os pais ainda conversavam com a equipe sobre a gravidade de seu estado de saúde.
Foi nessa segunda ocorrência que os profissionais iniciaram uma nova sequência de reanimação. De acordo com a Santa Casa, foram realizados aproximadamente 45 minutos de procedimentos, seguindo os protocolos médicos adotados para situações de parada cardiorrespiratória em pacientes pediátricos.
Sem resposta aparente às tentativas, o óbito foi constatado. Segundo informações divulgadas posteriormente pela imprensa local, a declaração teria ocorrido às 17h17 do dia 15 de julho, justamente na data em que Noah completava um mês de vida.
Pai se despediu do filho antes de corpo ser preparado para retirada
Depois da constatação da morte, Noah permaneceu ainda por algum tempo na UTI Neonatal enquanto eram realizados os procedimentos necessários e a família tinha a oportunidade de se despedir. Segundo relatos divulgados sobre o caso, o pai ficou ao lado do filho durante cerca de meia hora após receber a notícia do óbito.
Em seguida, o corpo foi colocado dentro de um saco utilizado para transporte funerário e encaminhado para o setor onde aguardaria a chegada da empresa escolhida pela família. Naquele momento, todos os envolvidos já tratavam o caso como encerrado do ponto de vista clínico e começavam a organizar os próximos passos para o funeral.
Os pais deixaram o hospital depois de receber a confirmação da morte. Horas depois, porém, seriam chamados novamente para retornar à unidade depois que um acontecimento completamente inesperado mudou o rumo da história.
Agente funerária percebeu movimento dentro do saco
A agente funerária Regina Célia Paschoal, que acumulava anos de experiência no setor, chegou à Santa Casa acompanhada de outro funcionário para realizar a retirada do corpo. Noah estava dentro de um saco funerário preto fechado, já preparado para ser levado pela empresa responsável pelo transporte.
Ao se aproximar, Regina percebeu que o saco apresentava movimentos incomuns. A princípio, a situação poderia ser interpretada como algum tipo de espasmo pós-morte, mas a funcionária decidiu abrir a embalagem e verificar pessoalmente o que estava acontecendo.
Foi então que encontrou Noah se mexendo. Segundo os relatos publicados posteriormente, o bebê também tossia, emitia sons e realizava movimentos semelhantes aos de alguém tentando respirar, o que levou os funcionários da funerária a chamar imediatamente a equipe do hospital.
Outro agente que acompanhava Regina também observou os movimentos e chegou a considerar inicialmente a possibilidade de serem apenas contrações involuntárias. A continuidade dos sinais, entretanto, afastou essa interpretação e levou a uma reavaliação urgente da criança.
Bebê voltou imediatamente para UTI após médicos encontrarem sinais vitais
Assim que os profissionais do hospital foram chamados, Noah passou por uma nova avaliação e foram identificados sinais vitais. O bebê foi retirado do setor funerário e levado imediatamente de volta para a UTI Neonatal, onde foi novamente intubado e colocado sob cuidados intensivos.
Segundo a versão divulgada pela Santa Casa, aproximadamente duas horas teriam transcorrido entre a constatação do óbito e a identificação dos sinais vitais. Esse intervalo transformou o caso em um episódio extremamente incomum e levantou dúvidas sobre o momento exato em que a circulação e a respiração teriam retornado.
Isso não significa, porém, que Noah tenha permanecido necessariamente duas horas inteiras sem qualquer atividade cardíaca. Como não havia monitoramento contínuo depois da declaração do óbito, não é possível determinar em qual momento os sinais vitais reapareceram, apenas quando foram percebidos externamente pela agente funerária.
Por esse motivo, especialistas que comentaram o episódio evitam afirmar que o bebê permaneceu sem circulação durante todo esse período. O que está confirmado é que ele teve a morte declarada, foi preparado para retirada e voltou a apresentar sinais vitais antes que o corpo deixasse o hospital.
Santa Casa afirma que protocolos foram seguidos e nega falha no atendimento
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Depois da repercussão, a Santa Casa de Rio Claro afirmou que os procedimentos adotados durante a parada cardiorrespiratória seguiram os protocolos médicos previstos. A instituição destacou que a profissional responsável possuía experiência em Neonatologia e classificou a ocorrência como extremamente rara.
O hospital também rejeitou a ideia de que a situação, por si só, comprovasse erro ou negligência durante o atendimento. Segundo a instituição, as tentativas de reanimação foram prolongadas e realizadas de acordo com os procedimentos técnicos esperados diante do quadro apresentado pelo bebê.
A própria família evitou acusar os profissionais de negligência. A mãe de Noah afirmou à imprensa que acompanhava a internação do filho desde o nascimento e que havia presenciado o esforço das equipes médicas durante as tentativas para mantê-lo vivo.
Até agora, não foi apresentada publicamente uma conclusão médica definitiva capaz de explicar exatamente como os sinais vitais reapareceram depois da declaração de óbito.
Dois dias depois, Noah conseguiu finalmente a transferência que aguardava
Depois de retornar à UTI, Noah continuou recebendo suporte intensivo e permaneceu sob monitoramento constante. Em 17 de julho, apenas dois dias depois do episódio, surgiu finalmente uma vaga para que ele fosse transferido para Bauru, destino que já era aguardado pela família antes mesmo da parada cardiorrespiratória.
O bebê foi encaminhado para uma unidade especializada ligada ao Hospital das Clínicas de Bauru e ao Centrinho da USP, referência no tratamento de pacientes com anomalias craniofaciais. A transferência permitiu que Noah recebesse acompanhamento específico para a fenda palatina e para as complicações enfrentadas durante sua internação.
Nos dias seguintes, o quadro começou a apresentar evolução. O suporte respiratório foi gradualmente reduzido e, em 31 de julho, Noah conseguiu ser extubado, passando a respirar sem depender da ventilação mecânica.
A melhora mostrou que o episódio não terminaria apenas com a descoberta de sinais vitais dentro do saco funerário. O bebê continuou reagindo ao tratamento e avançou a ponto de poder deixar os cuidados intensivos.
Semanas depois de ser declarado morto, bebê recebeu alta e voltou para casa
Em agosto, depois de semanas de acompanhamento médico, Noah apresentou condições suficientes para deixar o hospital e retornar para casa com os pais. A família informou que ele ainda utilizava uma sonda e precisaria continuar sendo acompanhado por especialistas durante os meses seguintes.
O tratamento relacionado à fenda palatina também deveria prosseguir pelo Sistema Único de Saúde, com acompanhamento do centro especializado de Bauru. Mesmo com os cuidados ainda necessários, a alta representou uma mudança completa em relação ao cenário vivido semanas antes, quando os pais já haviam recebido a notícia da morte.
A sequência passou, assim, de uma declaração de óbito para uma recuperação progressiva. Noah enfrentou 45 minutos de reanimação, teve sua morte constatada, foi colocado em um saco funerário, voltou a apresentar sinais vitais e, semanas depois, conseguiu respirar sem aparelhos e deixar o hospital.
O caso ganhou repercussão justamente porque reúne uma série de acontecimentos raros dentro de um intervalo muito curto e ainda não possui uma explicação médica definitiva divulgada publicamente.
Fenômeno de Lázaro é associado a casos raros de retorno espontâneo da circulação
Na literatura médica, existem registros de situações em que a circulação retorna espontaneamente depois que as manobras de reanimação já foram interrompidas. O fenômeno é chamado de autorreanimação e ficou popularmente conhecido como “fenômeno de Lázaro”.
Trata-se de uma ocorrência extremamente rara e que, na maioria dos casos documentados, é percebida poucos minutos depois da interrupção das tentativas de ressuscitação. Existem, porém, relatos nos quais os sinais vitais só foram identificados mais tarde, especialmente quando o paciente já não estava sob monitoramento contínuo.
No caso de Noah, especialistas ouvidos pela imprensa ressaltaram que não é possível afirmar que se trate definitivamente desse fenômeno. Também não há como saber exatamente quanto tempo transcorreu entre o fim da reanimação e o retorno efetivo da circulação.
O intervalo de aproximadamente duas horas corresponde ao período entre a declaração do óbito e a descoberta dos movimentos pela agente funerária, não necessariamente ao tempo durante o qual a criança permaneceu sem sinais vitais.
Caso terminou de maneira completamente diferente do que a família imaginava
Quando os funcionários da funerária chegaram à Santa Casa, a missão parecia ser apenas mais um procedimento de rotina: retirar um corpo e encaminhá-lo para que a família pudesse seguir com os preparativos do velório e do sepultamento.
O movimento percebido dentro do saco alterou tudo. A criança que já havia sido considerada morta voltou para uma UTI, recebeu atendimento intensivo, foi transferida para um hospital especializado e semanas depois conseguiu deixar a ventilação mecânica.
A alta hospitalar encerrou uma sequência que havia começado com uma parada cardiorrespiratória e uma despedida familiar. Para a Santa Casa, o caso permanece classificado como uma situação excepcional e sem explicação definitiva.
Para os pais, a trajetória terminou de maneira completamente diferente daquela imaginada no momento em que deixaram o hospital acreditando que precisariam organizar o funeral do próprio filho.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

