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Ilha na Indonésia chama atenção do mundo por moradores com olhos azul-elétrico, e ciência aponta rara síndrome genética capaz de alterar pigmentação, causar heterocromia e até afetar a audição

Ilha na Indonésia chama atenção do mundo por moradores com olhos azul-elétrico, e ciência aponta rara síndrome genética capaz de alterar pigmentação, causar heterocromia e até afetar a audição

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Ilha na Indonésia chama atenção do mundo por moradores com olhos azul-elétrico, e ciência aponta rara síndrome genética capaz de alterar pigmentação, causar heterocromia e até afetar a audição

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 17/08/2026 às 21:35

Atualizado em 17/08/2026 às 21:37

Curiosidades

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Olhos azul-elétrico ilustram característica de pigmentação associada à rara síndrome de Waardenburg, condição genética que ganhou atenção com casos registrados em Buton, na Indonésia.

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Fotografias feitas na ilha de Buton revelaram moradores com olhos azuis intensos, característica associada à síndrome de Waardenburg, condição genética rara que interfere na pigmentação.

Em 2020, moradores da ilha de Buton, na Indonésia, ganharam atenção internacional depois que fotografias mostraram pessoas de pele escura com olhos azul-elétrico extremamente marcantes. Os registros feitos pelo fotógrafo indonésio Korchnoi Pasaribu circularam pelas redes sociais e despertaram curiosidade sobre a origem daquela característica.

O interesse aumentou principalmente pelo contraste visual observado nas imagens. Algumas pessoas apareciam com os dois olhos claros, enquanto outras apresentavam apenas um olho azul. A característica pode estar relacionada à síndrome de Waardenburg, condição genética que interfere na pigmentação dos olhos, cabelos e pele.

A síndrome também pode provocar outras manifestações, entre elas heterocromia, áreas despigmentadas e alterações auditivas. Segundo a MedlinePlus Genetics, da National Library of Medicine dos Estados Unidos, os sinais variam bastante entre os indivíduos afetados.

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Fotografias de moradores de Buton colocaram rara característica genética sob atenção mundial

As imagens que deram projeção internacional ao caso começaram a circular com maior intensidade em setembro e outubro de 2020. Korchnoi Pasaribu fotografou moradores da região e destacou principalmente a coloração incomum dos olhos.

Alguns registros mostravam olhos azuis muito claros, enquanto outros revelavam pessoas com olhos de tonalidades diferentes. Essa alteração recebe o nome de heterocromia e pode aparecer entre as manifestações da síndrome de Waardenburg.

A repercussão transformou os moradores fotografados em exemplos conhecidos da diversidade genética humana. Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que a aparência dos olhos, isoladamente, não permite diagnosticar uma condição genética.

O caso também não significa que toda a população de Buton possua a síndrome. A associação se aplica aos indivíduos que apresentam características compatíveis com essa alteração hereditária.

Olhos azul-elétrico destacam rara condição genética.

Como a síndrome de Waardenburg pode alterar a cor dos olhos, cabelos e pele

A síndrome de Waardenburg reúne um conjunto de condições genéticas relacionadas principalmente à pigmentação. Segundo a MedlinePlus Genetics, pessoas afetadas podem apresentar olhos muito claros, olhos de cores diferentes e mudanças na tonalidade dos cabelos ou da pele.

A coloração azul intensa registrada em Buton está ligada à quantidade e à distribuição de pigmentação presente na íris. Por isso, determinadas alterações genéticas podem produzir tonalidades muito diferentes das observadas em outros integrantes da mesma população.

Algumas pessoas também apresentam mechas brancas no cabelo ou áreas da pele com pigmentação diferente. A intensidade dessas características varia, o que explica por que a síndrome não apresenta exatamente a mesma aparência em todos os pacientes.

Perda auditiva também pode aparecer entre as características da condição genética

As manifestações da síndrome de Waardenburg não ficam restritas à aparência. A condição também pode estar relacionada à perda auditiva congênita, presente desde o nascimento em parte das pessoas afetadas.

De acordo com a MedlinePlus Genetics, essa perda pode atingir um ou ambos os ouvidos e apresentar diferentes graus de intensidade. Muitas pessoas com a síndrome, porém, mantêm a audição normal.

A combinação entre alterações pigmentares e auditivas faz com que a condição seja estudada por diferentes áreas da medicina e da genética. O diagnóstico depende da avaliação das características apresentadas por cada indivíduo.

Síndrome de Waardenburg foi descrita em 1951 e é considerada uma condição rara

A condição recebeu o nome do oftalmologista e geneticista holandês Petrus Johannes Waardenburg. Em 1951, ele publicou uma descrição detalhada das características que posteriormente ficaram associadas à síndrome.

Dados reunidos pela Orphanet indicam que a síndrome de Waardenburg ocorre em aproximadamente uma pessoa para cada 40 mil habitantes. A condição pode aparecer em diferentes grupos étnicos e regiões do mundo.

A raridade ajuda a explicar por que as fotografias feitas na Indonésia provocaram tanta curiosidade. O contraste entre pele escura e olhos muito claros tornou as características genéticas especialmente perceptíveis nos retratos.

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Caio Aviz

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Caso de Buton mostra como alterações genéticas podem produzir características visuais raras

A história dos moradores de Buton ganhou repercussão porque transformou uma condição conhecida pela medicina em uma imagem capaz de chamar atenção imediatamente. Os retratos tornaram visível uma das muitas formas pelas quais a genética humana pode influenciar a aparência.

A síndrome de Waardenburg, porém, vai muito além da tonalidade azul dos olhos. Ela pode alterar diferentes aspectos da pigmentação e, em determinados casos, também afetar a audição.

As fotografias feitas na Indonésia ajudaram a levar essa condição rara para fora dos círculos científicos. Ao mesmo tempo, o caso reforça a importância de diferenciar curiosidade visual de diagnóstico médico.

A história de Buton permanece marcante justamente por isso. Ela mostra como uma alteração genética rara pode produzir características extremamente incomuns sem representar um fenômeno inexplicável para a ciência.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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