Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Imigrante italiano abriu em 1952 uma pequena doceira no bairro do Brás após perder dinheiro em outro negócio, começou apresentando o panetone aos brasileiros e hoje a Bauducco é a maior indústria de produtos forneados da América Latina, presente em oito de cada dez lares do país e em mais de 40 mercados internacionais

Imigrante italiano abriu em 1952 uma pequena doceira no bairro do Brás após perder dinheiro em outro negócio, começou apresentando o panetone aos brasileiros e hoje a Bauducco é a maior indústria de produtos forneados da América Latina, presente em oito de cada dez lares do país e em mais de 40 mercados internacionais

10 min de leitura

Imigrante italiano abriu em 1952 uma pequena doceira no bairro do Brás após perder dinheiro em outro negócio, começou apresentando o panetone aos brasileiros e hoje a Bauducco é a maior indústria de produtos forneados da América Latina, presente em oito de cada dez lares do país e em mais de 40 mercados internacionais

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 03/08/2026 às 20:39

Curiosidades

Assista o vídeo
Carlo Bauducco abriu uma doceira no Brás em 1952; hoje a marca possui seis fábricas, 7 mil funcionários e produtos vendidos em mais de 40 países.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Carlo Bauducco abriu uma doceira no Brás em 1952; hoje a marca possui seis fábricas, 7 mil funcionários e produtos vendidos em mais de 40 países.

Imigrante italiano abriu em 1952 uma pequena doceira no bairro do Brás após perder dinheiro em outro negócio, começou apresentando o panetone aos brasileiros e hoje a Bauducco é a maior indústria de produtos forneados da América Latina, presente em oito de cada dez lares do país e em mais de 40 mercados internacionais

Em 1952, o imigrante italiano Carlo Bauducco abriu uma pequena doceria no bairro do Brás, em São Paulo. Ele havia enfrentado uma perda financeira em outro negócio, mas percebeu que o panetone ainda era pouco conhecido no Brasil e decidiu apresentar a receita aos consumidores.

Mais de sete décadas depois, a pequena produção familiar se transformou na maior indústria de produtos forneados da América Latina. A marca possui seis unidades fabris, mais de 7 mil funcionários, chega a oito de cada dez lares brasileiros e vende seus produtos em mais de 40 países.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Carlo Bauducco chegou ao Brasil com uma receita italiana

Carlo Bauducco deixou a Itália e chegou ao Brasil trazendo uma receita de família. O panetone já fazia parte das festas italianas, mas ainda não era um produto comum nas casas brasileiras.

Ao perceber essa oportunidade, Carlo decidiu usar seus conhecimentos de panificação para começar um novo negócio. A proposta era produzir o pão doce com frutas e apresentar seu sabor a um público que ainda conhecia pouco aquela tradição.

Carlo Bauducco abriu uma doceira no Brás em 1952; hoje a marca possui seis fábricas, 7 mil funcionários e produtos vendidos em mais de 40 países.

A ideia surgiu depois de um problema financeiro enfrentado pelo imigrante em outro empreendimento. Em vez de abandonar os planos de trabalhar por conta própria, ele transformou a dificuldade no começo de uma nova atividade.

Pequena doceria Bauducco começou no bairro do Brás

A primeira doceria funcionava no Brás, região conhecida pelo comércio e pela presença de famílias imigrantes. Carlo trabalhava com a esposa, Margherita, e com o filho Luigi na preparação dos produtos.

A estrutura era pequena e não possuía as máquinas usadas atualmente pela indústria. Grande parte da produção dependia do trabalho manual, do cuidado com a massa e do conhecimento trazido pela família.

O panetone foi o produto que marcou os primeiros anos da empresa. A receita exigia tempo de preparo e uma massa capaz de crescer antes de receber frutas e seguir para o forno.

Panetone ainda era pouco conhecido pelos brasileiros

Na década de 1950, o panetone não tinha a presença que possui atualmente nos supermercados brasileiros. O produto era mais conhecido entre famílias italianas e consumidores de algumas regiões de São Paulo.

Carlo precisava explicar o que estava vendendo e convencer as pessoas a experimentar a receita. A empresa não podia depender apenas de clientes que já conheciam o produto trazido da Itália.

Assista o vídeo

A divulgação se tornou uma parte importante do negócio. O desafio era fazer o panetone chegar a um número maior de consumidores em uma cidade que crescia rapidamente.

Carlo Bauducco lançou panfletos de um pequeno avião

Para apresentar o panetone, Carlo realizou uma ação incomum para a época. Panfletos foram lançados de um pequeno avião sobre o centro de São Paulo para divulgar a novidade.

A campanha chamou a atenção de pessoas que ainda não conheciam a doceria. O material explicava o produto e convidava os consumidores a provar a receita preparada pela família.

A ação mostrou que a divulgação seria importante para o crescimento da empresa. Carlo não esperou que os compradores aparecessem sozinhos e buscou uma forma direta de tornar a marca conhecida.

Família Bauducco aumentou a produção do panetone

O número de clientes cresceu conforme mais pessoas experimentavam o panetone. A pequena doceria precisou aumentar a produção para atender uma procura que já não ficava restrita ao bairro do Brás.

O trabalho familiar continuou sendo importante durante essa fase. Carlo, Margherita e Luigi participaram da preparação das receitas e da organização do negócio que começava a ganhar espaço em São Paulo.

O aumento das vendas mostrou que seria necessário criar uma estrutura maior. A produção artesanal já não era suficiente para atender todos os compradores durante os períodos de maior procura.

Primeira fábrica da Bauducco foi inaugurada em 1962

Em 1962, cerca de dez anos depois da abertura da doceria, a Bauducco inaugurou sua primeira fábrica. A unidade foi instalada em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.

Foto: Divulgação

A nova estrutura marcou o começo da produção industrial do panetone. Máquinas e linhas de fabricação permitiram preparar quantidades maiores com medidas, peso e qualidade mais regulares.

A fábrica também tornou possível ampliar a distribuição. Os produtos começaram a chegar a mais lojas, supermercados e cidades, reduzindo a dependência das vendas realizadas diretamente na pequena doceria.

Produção industrial levou o panetone a novos consumidores

A fabricação em maior escala ajudou a transformar o panetone em um produto conhecido em várias partes do Brasil. A receita deixou de ficar concentrada entre famílias de origem italiana.

A embalagem também ganhou importância porque precisava proteger o produto durante o transporte. O panetone deveria permanecer macio até chegar às lojas e às casas dos consumidores.

Com o crescimento da distribuição, a marca passou a ocupar mais espaço durante o Natal. O produto trazido por Carlo tornou-se uma das principais categorias da empresa e ajudou a popularizar a receita no país.

Bauducco passou a fabricar produtos para o ano inteiro

A empresa percebeu que não poderia depender apenas das vendas de Natal. Para manter as fábricas trabalhando durante todo o ano, começou a entrar em novas categorias de alimentos forneados.

O catálogo passou a incluir biscoitos, wafers, torradas, cookies, bolos, pães e produtos com chocolate. A diversificação permitiu que a marca estivesse presente no café da manhã, nos lanches e em outros momentos do dia.

Atualmente, a Bauducco informa comercializar mais de 180 produtos nos mercados brasileiro e internacional. O panetone continua importante, mas divide espaço com várias outras linhas.

Grupo Pandurata reuniu as marcas da companhia

Nos anos 1990, o crescimento levou à criação do Grupo Pandurata. A estrutura foi formada para organizar as marcas, as fábricas, a distribuição e a expansão internacional da companhia.

Além da Bauducco, o grupo passou a reunir marcas como Casa Bauducco, Visconti e Tommy. A Ellece Logística também integra a operação responsável por levar os produtos aos pontos de venda.

A criação do grupo permitiu separar diferentes áreas do negócio. Cada marca passou a trabalhar com produtos e públicos próprios, enquanto a produção e a distribuição continuaram ligadas a uma estrutura comum.

Bauducco possui seis unidades fabris

A Bauducco informa possuir seis unidades fabris distribuídas entre Brasil e Estados Unidos. As fábricas estão localizadas em Guarulhos, Mogi das Cruzes, Extrema, Rio Largo e Miami.

Assista o vídeo

Algumas cidades possuem mais de uma estrutura produtiva, por isso o número de fábricas é maior que o de localidades apresentadas. Cada unidade trabalha com linhas e etapas específicas da produção.

As instalações fabricam grandes volumes de panetones, biscoitos, torradas, pães e outros produtos. A operação exige fornos industriais, máquinas para preparar massas, sistemas de embalagem e controle de qualidade.

Mais de 7 mil funcionários trabalham na Bauducco

A pequena equipe da primeira doceria deu lugar a uma empresa com mais de 7 mil funcionários. Eles trabalham nas fábricas, nos centros de distribuição, nos escritórios, nas lojas e nas equipes comerciais.

Assista o vídeo

A produção de alimentos envolve profissionais de várias áreas. Operadores de máquinas, padeiros, engenheiros, técnicos, motoristas e trabalhadores da logística participam do funcionamento da empresa.

As equipes também precisam seguir regras de higiene e segurança alimentar. Cada etapa é acompanhada para reduzir falhas e garantir que os produtos cheguem dentro dos padrões definidos pela companhia.

Produtos Bauducco chegam a 200 mil pontos de venda

A empresa informa que seus produtos são levados a mais de 200 mil pontos de venda no Brasil. Essa rede inclui supermercados, mercearias, lojas de conveniência, padarias e outros estabelecimentos.

Para atender tantos locais, a Bauducco mantém centros de distribuição em Guarulhos, Extrema, Itapeva e Maceió. Essas estruturas recebem os produtos das fábricas e organizam o envio para diferentes regiões.

A logística precisa ser rápida, principalmente durante o Natal e a Páscoa. Nesses períodos, a procura por panetones, chocotones e colombas aumenta e exige maior produção e transporte.

Bauducco está em oito de cada dez lares brasileiros

A Bauducco afirma estar presente em oito de cada dez lares brasileiros, com base em dados da Kantar Worldpanel de 2023. O número mostra o alcance conquistado pela marca no mercado nacional.

A presença não depende apenas do panetone. Torradas, wafers, cookies, biscoitos e outros produtos ajudam a marca a entrar nas casas durante todos os meses do ano.

A companhia também ocupa posições de liderança em categorias como torradas, wafers, cookies e choco biscuit. A variedade aumentou a frequência de contato dos consumidores com a marca.

Bauducco tornou-se a maior produtora de panetones do mundo

A empresa se apresenta como a maior produtora de panetones do mundo. Para atender a procura, as fábricas precisam começar a preparação para o Natal com vários meses de antecedência.

A produção envolve o preparo da massa, o crescimento, a inclusão de frutas ou chocolate, o forneamento e o resfriamento. Depois disso, cada unidade precisa ser embalada antes de seguir para as lojas.

A escala atual é muito diferente da pequena produção iniciada no Brás. Uma receita preparada por uma família passou a ser fabricada em linhas industriais para milhões de consumidores.

Primeira fábrica internacional foi aberta nos Estados Unidos

A expansão para outros países começou antes da abertura de fábricas no exterior. Em 1979, a companhia realizou sua primeira exportação para os Estados Unidos, segundo a página histórica da marca.

Em 2005, a Bauducco abriu uma filial nos Estados Unidos. A primeira fábrica internacional foi inaugurada em Miami em 2018, aproximando a produção dos consumidores norte-americanos.

A presença industrial nos Estados Unidos reduziu parte da distância entre a fábrica e os compradores. A estrutura também fortaleceu a entrada da marca em outros mercados internacionais.

Produtos Bauducco são vendidos em mais de 40 países

A Bauducco informa que seus produtos são comercializados em mais de 40 países. A rede internacional leva panetones, biscoitos, torradas e outros itens fabricados pela companhia a vários continentes.

A venda no exterior exige mudanças em embalagens, idiomas e informações obrigatórias. Os produtos também precisam seguir as regras de segurança alimentar de cada mercado.

O panetone ajudou a abrir espaço para as exportações, mas outras linhas também chegaram ao exterior. A empresa passou a disputar consumidores durante o ano inteiro, e não apenas nas festas de fim de ano.

Casa Bauducco transformou os produtos em experiência de loja

Em 2012, a empresa inaugurou a primeira Casa Bauducco em São Paulo. O novo negócio combinava cafeteria e loja, permitindo que os clientes consumissem fatias de panetone e outras receitas no local.

A rede cresceu por meio de franquias e passou a ocupar shoppings, ruas, hospitais, faculdades e prédios comerciais. Os formatos foram criados para atender diferentes locais e tipos de consumidores.

Atualmente, a estrutura institucional da companhia informa mais de 200 lojas Casa Bauducco no Brasil. A rede ampliou o contato direto com o público e criou outro caminho para vender os produtos.

Pequena doceria virou gigante dos produtos forneados

A Bauducco nasceu depois que Carlo enfrentou uma perda financeira e decidiu começar novamente. A pequena doceria do Brás apresentou o panetone a consumidores que ainda conheciam pouco a receita italiana.

O negócio cresceu com divulgação, produção industrial, novos produtos e expansão internacional. A empresa passou a operar seis fábricas, quatro centros de distribuição e uma rede que atende mais de 200 mil pontos de venda.

Mais de 70 anos depois, a marca está em oito de cada dez lares brasileiros e em mais de 40 países. A trajetória transformou uma receita de família na base da maior indústria de produtos forneados da América Latina.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

Sair da versão mobile