A pré-candidata a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) destacou na noite desta sexta-feira, 07, durante entrevista ao ac24horas na sétima noite da Expoacre, os avanços da industrialização no Acre e apontou a cadeia produtiva do café como um dos exemplos de transformação econômica no interior do Estado.
Ao relembrar sua atuação na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua afirmou que, durante os três anos em que esteve na instituição, participou de articulações que resultaram na chegada de quatro indústrias de café ao Acre, além da destinação de recursos para estruturas ligadas ao beneficiamento de açaí em Feijó. “Tem muita coisa boa acontecendo e a indústria foi espalhada pelos municípios do Acre e conseguiu chegar aqui”, afirmou.
Segundo Perpétua, os investimentos em industrialização começam a produzir reflexos na economia dos municípios e podem contribuir para a geração de emprego e renda. Ela citou Mâncio Lima como exemplo, município onde a cadeia do café ganhou força nos últimos anos.
“Quando você olha os dados e vê Mâncio Lima, onde tudo começou com o café, você tem um município do Acre que tem saído mais gente do Bolsa Família. Isso é uma notícia extraordinária. Quem está fazendo isso é a indústria”, declarou.
Para a pré-candidata, a chegada da indústria também cria condições para que o produtor tenha segurança para ampliar sua produção, uma vez que passa a existir uma estrutura para beneficiar e comercializar o que é produzido.
“Quando a indústria chega, chega o emprego, chega renda para as pessoas, porque elas olham e falam: quem não queria plantar café? Porque imaginava que a gente ia colher e não teria onde beneficiar”, afirmou.
Perpétua defendeu que o modelo seja ampliado para outras culturas além do café. Segundo ela, a consolidação de cadeias produtivas precisa considerar produtos com potencial de crescimento no Estado. “E aí a gente tem que olhar para outras culturas. O cacau, por exemplo”, disse.

