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Irã diz que deve entrar no Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, instituição criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e presidida por Dilma Rousseff, buscando ampliar acesso a financiamento e reduzir dependência do sistema dominado pelo dólar em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos

Irã diz que deve entrar no Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, instituição criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e presidida por Dilma Rousseff, buscando ampliar acesso a financiamento e reduzir dependência do sistema dominado pelo dólar em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos

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Irã diz que deve entrar no Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, instituição criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e presidida por Dilma Rousseff, buscando ampliar acesso a financiamento e reduzir dependência do sistema dominado pelo dólar em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 23/08/2026 às 20:27

Atualizado em 23/08/2026 às 22:29

Economia

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Irã diz que deve entrar no Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, presidido por Dilma Rousseff, enquanto busca ampliar alternativas de financiamento diante das sanções dos EUA. (imagem: IA)

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Irã deve se tornar membro do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição dos Brics criada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Presidido por Dilma Rousseff, o NDB financia infraestrutura e desenvolvimento sustentável, enquanto Teerã busca ampliar alternativas financeiras diante de sanções dos Estados Unidos e restrições internacionais globais.

O Irã deve se tornar membro do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como banco dos Brics, segundo o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati. A possível entrada ampliaria os canais de financiamento disponíveis ao país em um cenário marcado por sanções dos Estados Unidos e restrições de acesso ao sistema financeiro internacional.

As informações foram publicadas pelo g1 em 12 de agosto de 2026, com base em informações da Reuters. Hemmati anunciou a expectativa de adesão enquanto participava de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos Brics na Índia, país que exerce em 2026 a presidência rotativa do grupo.

Irã entrou oficialmente no Brics em 2024

Irã diz que deve entrar no Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, presidido por Dilma Rousseff, enquanto busca ampliar alternativas de financiamento diante das sanções dos EUA.

O Irã passou a integrar oficialmente o Brics em 2024, durante o processo de expansão do grupo.

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Desde então, Teerã vinha demonstrando interesse em avançar também para a condição de membro e acionista do Novo Banco de Desenvolvimento, ampliando sua participação nas estruturas financeiras ligadas ao bloco.

NDB nasceu de acordo assinado em Fortaleza em 2014

O acordo para criação do Novo Banco de Desenvolvimento foi assinado em 2014, durante a Cúpula dos Brics realizada em Fortaleza, no Ceará.

A instituição foi oficialmente estabelecida em 2015 pelos cinco integrantes originais do grupo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Banco dos Brics tem sede em Xangai e é presidido por Dilma Rousseff

O NDB mantém sua sede em Xangai, na China, e atualmente é presidido pela ex-presidente brasileira Dilma Rousseff.

A instituição financeira multilateral foi criada para financiar projetos em economias emergentes e países em desenvolvimento, funcionando também como alternativa a fontes tradicionais de financiamento internacional, como o Banco Mundial.

Infraestrutura e desenvolvimento sustentável estão no foco do NDB

O banco direciona recursos principalmente para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Entre as áreas que podem receber financiamento estão transporte, energia, saneamento e outras iniciativas consideradas relacionadas ao desenvolvimento dos países atendidos.

Sanções dos Estados Unidos restringem acesso iraniano a financiamento

A possível adesão ao NDB ocorre enquanto o Irã enfrenta amplas sanções impostas pelos Estados Unidos, além de outras restrições de acesso ao sistema financeiro internacional.

Nesse contexto, tornar-se membro do banco pode abrir canais adicionais de financiamento para Teerã, embora a fonte não informe valores, projetos específicos ou prazos para eventuais operações.

Teerã busca alternativas ao sistema financeiro dominado pelo dólar

Segundo a Reuters, as limitações impostas ao Irã aumentam o interesse do país em encontrar alternativas ao sistema financeiro dominado pelo dólar.

Os integrantes do Brics também vêm discutindo maneiras de ampliar o uso de moedas nacionais em transações comerciais e financeiras entre seus membros.

Hemmati anunciou expectativa de adesão durante reunião na Índia

Presidente do banco central do Irã, Abdolnaser Hemmati, em Teerã — Foto: WANA NEWS AGENCY

A informação sobre a entrada do Irã foi divulgada por Abdolnaser Hemmati, presidente do Banco Central iraniano.

Ele participava de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do Brics realizada na Índia quando afirmou que o país deve se tornar em breve membro do NDB.

Expansão aumentou representatividade e também divergências no Brics

Cúpula do Brics no Rio de Janeiro em 2025 — Foto: Eraldo Peres/AP/dpa/picture alliance

O crescimento do Brics ampliou a quantidade de países representados no grupo, mas também tornou mais difícil a construção de posições comuns sobre conflitos internacionais.

Essas diferenças ficaram evidentes em março de 2026, durante as tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Brasil, Rússia e China condenaram ofensiva contra o Irã em março

Durante o conflito de março, Brasil, Rússia e China condenaram a ofensiva contra o Irã.

Índia e Emirados Árabes Unidos, porém, adotaram posições mais críticas às retaliações iranianas dirigidas contra países do Golfo.

Falta de consenso impediu declaração conjunta sobre conflito

As diferenças entre os integrantes impediram que o Brics chegasse a um consenso suficiente para publicar uma declaração conjunta sobre o conflito.

O episódio mostrou que a ampliação do grupo não eliminou divergências diplomáticas entre seus membros, mesmo em temas que envolvem diretamente um dos países do bloco.

Resposta foi diferente durante guerra de 12 dias em 2025

A falta de uma posição comum em 2026 contrastou com a reação do Brics à guerra de 12 dias entre Israel e Irã em 2025.

Naquele momento, quando o Brasil exercia a presidência rotativa, os dez países integrantes divulgaram uma declaração conjunta condenando os ataques e defendendo o diálogo.

Entrada no NDB ainda é apresentada como expectativa

A participação iraniana no banco não foi apresentada na fonte como uma adesão já concluída. Hemmati afirmou que o Irã deve se tornar em breve membro do Novo Banco de Desenvolvimento, preservando a expectativa de ingresso.

A eventual entrada aproximaria Teerã de uma instituição criada pelos cinco membros originais dos Brics e voltada ao financiamento de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, em um momento no qual o país procura ampliar alternativas diante das sanções e das restrições financeiras internacionais.

Na sua opinião, a entrada do Irã no Novo Banco de Desenvolvimento pode ampliar o peso financeiro dos Brics ou também aumentar as divergências internas do grupo? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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