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Irlanda está sofrendo com falta de mão de obra e agora busca estrangeiros, incluindo brasileiros, para atuar em setores como construção civil, saúde e até tecnologia.

Irlanda está sofrendo com falta de mão de obra e agora busca estrangeiros, incluindo brasileiros, para atuar em setores como construção civil, saúde e até tecnologia.

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Irlanda está sofrendo com falta de mão de obra e agora busca estrangeiros, incluindo brasileiros, para atuar em setores como construção civil, saúde e até tecnologia.

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 27/08/2026 às 17:43

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Mudanças no sistema irlandês de permissões de trabalho alcançaram 32 ocupações e quotas, com foco em setores que enfrentam escassez de profissionais. Brasileiros podem acessar essas oportunidades quando cumprem os requisitos e já figuram entre as nacionalidades com mais autorizações concedidas pelo país.

A Irlanda ampliou o conjunto de funções que pode ser preenchido por trabalhadores de fora do Espaço Econômico Europeu em áreas nas quais empresas encontram dificuldade para contratar. Para brasileiros, isso significa mais possibilidades dentro de um sistema que exige oferta de emprego e aprovação da permissão correspondente.

O Departamento de Empresa, Turismo e Emprego da Irlanda anunciou 32 mudanças após uma revisão das listas de ocupações do sistema de employment permits. O pacote abrange construção, saúde, transportes e indústria agroalimentar e inclui tanto novas funções elegíveis quanto quotas criadas ou renovadas.

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Do total, seis ocupações foram direcionadas ao Critical Skills Employment Permit, nove passaram a poder acessar o General Employment Permit sem quota, duas receberam novas quotas e outras 15 tiveram quotas existentes renovadas.

Construção e saúde concentram novas funções

Na construção civil, planejadores e programadores de obras e topógrafos geoespaciais passaram a integrar a lista de Critical Skills, destinada a atividades qualificadas nas quais o governo reconhece falta de profissionais com as competências necessárias.

Outras especialidades saíram da lista de ocupações inelegíveis e ficaram acessíveis ao General Employment Permit. Entre elas estão técnicos de revestimento plástico, armadores de aço, operadores e montadores de cercas, instaladores de fachadas cortina e operadores de bombas de concreto.

O governo relacionou a mudança à necessidade de sustentar a construção de moradias e projetos de infraestrutura. A justificativa oficial é que algumas especialidades continuam com escassez mesmo diante de iniciativas voltadas à formação, à qualificação e ao aproveitamento da força de trabalho disponível no país.

A saúde também recebeu novas possibilidades de recrutamento internacional. Funções de atendimento oftalmológico comunitário foram incluídas no Critical Skills, enquanto técnicos farmacêuticos ligados à área da saúde e higienistas dentais passaram a poder acessar o General Employment Permit.

Tecnologia não depende apenas da revisão mais recente para atrair profissionais estrangeiros. Ocupações de tecnologia da informação e comunicação já fazem parte das áreas abrangidas pelo Critical Skills, ao lado de funções em medicina, ciências, engenharia, finanças e negócios.

Critical Skills dispensa teste de mercado

Os dois principais caminhos citados na revisão funcionam de maneira diferente. O Critical Skills Employment Permit é voltado a ocupações qualificadas consideradas escassas e, por essa razão, não exige o Labour Market Needs Test antes da contratação.

No General Employment Permit, esse teste é exigido na maior parte dos casos. O procedimento obriga o empregador a anunciar a vaga no sistema de emprego irlandês e na rede EURES, além de outra plataforma online, antes de solicitar autorização para contratar um profissional de fora do Espaço Econômico Europeu.

A inclusão de uma profissão nas listas, portanto, não representa contratação automática. O candidato precisa ter uma oferta de emprego compatível e atender aos requisitos de qualificação, experiência e remuneração aplicáveis, enquanto a empresa deve cumprir as condições previstas para a modalidade escolhida.

As mudanças também alcançaram hotelaria, alimentação e outros serviços. Foram renovadas quotas para gerentes de hotéis e meios de hospedagem, responsáveis por restaurantes e catering, gestores de pubs e estabelecimentos licenciados, além de ocupações em manutenção automotiva, apoio domiciliar, processamento de carnes e horticultura.

Novas quotas foram estabelecidas para trabalhadores de processamento de pescados e para operários do setor de frutos do mar. O uso desse mecanismo permite liberar determinado volume de permissões para funções específicas, mantendo controle sobre a quantidade de autorizações disponíveis.

Brasil foi a segunda nacionalidade com mais permissões

Os brasileiros já têm presença relevante nesse sistema. Em balanço oficial das permissões emitidas em 2024, o departamento informou que o Brasil foi a segunda nacionalidade com mais employment permits concedidos, com 4.458 autorizações, atrás apenas da Índia, que recebeu 13.147.

Ao todo, foram emitidas 38.189 permissões naquele ano, sendo 32.480 novas autorizações e 5.709 renovações. Mais da metade das novas permissões ficou na categoria Critical Skills, voltada justamente a trabalhadores qualificados em áreas nas quais há escassez reconhecida.

A distribuição por setor ajuda a mostrar por que saúde e tecnologia aparecem entre as principais áreas de contratação internacional. Mais de 12 mil permissões foram destinadas a trabalhadores da saúde e mais de 6.500 a profissionais de tecnologia da informação e comunicação.

A política irlandesa mantém prioridade para trabalhadores disponíveis na Irlanda, na União Europeia e nos demais países do Espaço Econômico Europeu. A contratação de cidadãos de países terceiros é usada para complementar essa força de trabalho quando as necessidades de determinadas ocupações não conseguem ser atendidas localmente.

Para brasileiros interessados nas oportunidades, a ampliação das listas aumenta o número de funções que podem sustentar uma contratação formal, mas não elimina as etapas do processo. A entrada continua condicionada a uma vaga elegível, ao cumprimento dos requisitos e à concessão da permissão pelas autoridades irlandesas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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