O candidato ao Senado Jorge Viana (PT) foi sabatinado pelo ac24horas na noite deste domingo (30), no Via Towers, em Rio Branco, e falou sobre a dependência do Acre em relação a programas sociais e aos recursos federais.
Durante a entrevista, Viana reconheceu que o elevado número de pessoas atendidas por programas de transferência de renda revela a vulnerabilidade social do estado, mas defendeu que essas políticas sejam acompanhadas de mecanismos capazes de garantir autonomia às famílias.“Você tem razão de estar levantando isso. A gente está caminhando para sair do mapa da fome, da dependência do Bolsa Família, que não é também esse escândalo que o pessoal fala. Ajudar quem está precisando é muito importante, mas com a porta de saída.”
Segundo o candidato, a educação é um dos caminhos para permitir que famílias deixem de depender dos programas sociais.“Qual é uma porta de saída que pode ter? Estudar. Tem apoio, o programa vincula isso. E tem saído, gente. Saíram 2 milhões de pessoas do Bolsa Família. Isso está andando.”
Viana critica investimentos nas BRs
O petista também criticou os investimentos realizados nas principais rodovias federais que cortam o Acre. Segundo ele, durante quatro anos do governo anterior, foram aplicados cerca de R$ 432 milhões nas BR-364 e BR-317, sendo aproximadamente R$ 230 milhões destinados à BR-364.
Viana afirmou que, apesar da presença de representantes do Acre no Congresso Nacional e no Executivo, os recursos destinados à infraestrutura rodoviária não seriam suficientes.“Na BR-364 foram R$ 230 milhões em quatro anos. Você divide R$ 230 milhões por quatro e chega a pouco mais de R$ 50 milhões por ano. O asfalto na BR quase acabou de vez.”
Críticas à saída de acreanos para outros estados
Jorge Viana também citou a migração de acreanos para outras regiões do país como um dos sinais das dificuldades econômicas enfrentadas pelo estado.“Vocês acham que é normal sair 34 mil pessoas indo embora do Acre para Santa Catarina e João Pessoa?”
Na avaliação do candidato, a saída de moradores estaria relacionada à falta de oportunidades de trabalho e à ausência de investimentos estruturantes.
Habitação e educação
O candidato também comparou as políticas habitacionais de suas gestões com as administrações mais recentes e afirmou que houve redução na construção de moradias populares no estado.“Vocês acham que é normal ficar oito anos de governo e não fazer uma casa, a não ser a do Papai Noel? Nenhuma casa”, disse.
Viana citou conjuntos habitacionais construídos durante seus governos em municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Jordão e Santa Rosa do Purus.
Ele também criticou a falta de grandes investimentos na educação estadual.“Os caras não fizeram uma escola, Luiz Carlos. Uma escola no Acre. Eu estou falando de escola robusta, como nós fizemos.”
“Crise de gestão”
Ao concluir a avaliação sobre a situação econômica e social do estado, Jorge Viana atribuiu parte dos problemas à condução administrativa do governo.“Isso atrasa o Estado. Isso desemprega. Então o povo tem muito desemprego, tem uma crise de gestão tremenda. As pessoas são ruins de gestão, não põem equipe boa para governar e o povo está pagando a consequência”, encerrou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

