O candidato ao Senado Jorge Viana (PT) foi sabatinado pelo ac24horas na noite deste domingo (30), no Via Towers, em Rio Branco. Durante a entrevista, o petista criticou a polarização política no país e afirmou que pretende adotar uma postura mais moderada caso seja eleito para o Senado.
Jorge Viana avaliou que o ambiente de confronto entre grupos políticos não tem produzido resultados positivos e citou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro ao falar sobre o atual cenário nacional.“Eu acho que o Brasil entrou num modo de enfrentamento que não tem sido bom para ninguém. O ex-presidente Lula foi preso e o ex-presidente Bolsonaro está preso. Isso talvez mostre que tem um país num confronto muito ruim para tudo que é lado. Ninguém ganha nessa disputa”, declarou.
O candidato afirmou que não pretende utilizar sua candidatura para ampliar a polarização.
“Eu não posso, com a minha vivência, com a minha experiência, ser candidato ao Senado para alimentar, jogar gasolina nessa fogueira. Não contem comigo para isso.”
Jorge Viana relembra trajetória política
Durante a sabatina, Jorge Viana também fez uma retrospectiva de sua trajetória eleitoral no Acre e afirmou que diferentes momentos políticos produziram mudanças significativas no comportamento do eleitorado. Ao citar as eleições de 2018 e 2022, o candidato lembrou sua derrota na disputa pelo Senado e, posteriormente, sua candidatura ao Governo do Acre.
Jorge Viana também mencionou o desempenho eleitoral do senador Sérgio Petecão (PSD) e comparou os resultados obtidos pelo político em diferentes eleições.
“Ele que me ganhou em 2018, elegeu o senador Márcio Bittar, e eu fiquei fora. Tudo bem. Fiquei em paz, fui trabalhar. Mas o senador teve 250 mil votos. Quatro anos depois, quando ele disputa o governo, teve 27 mil votos.”
Segundo Viana, a mudança no comportamento do eleitorado demonstra como o cenário político pode se transformar rapidamente de uma eleição para outra.“Não quero entrar nessa de esquerda e direita”
O candidato também afirmou que não pretende pautar sua campanha pela divisão entre esquerda e direita. Ele lembrou que, desde o início de sua trajetória política, procurou se apresentar como alguém disposto a governar buscando equilíbrio.
“Eu não vou entrar nessa. Tem gente que jurava de pé junto que era de esquerda, que era comunista e agora está lá do outro lado. Eu não vou defender esquerda, direita. Eu não tenho mais o que fazer na minha vida.”
Viana relembrou ainda uma situação ocorrida durante sua candidatura à Prefeitura de Rio Branco, em 1992, quando foi questionado se era comunista.
“Eu falei: não, não sou comunista, de jeito nenhum. Então, eu não estou aqui falando mal de esquerda, direita, nada. Só estou contando minha vida.”
Para o petista, suas gestões à frente da Prefeitura de Rio Branco e do Governo do Acre foram marcadas pelo equilíbrio.
“Eu fui prefeito. Foi um governo de esquerda? Foi um governo de direita? Não, foi um governo de equilíbrio. Fui governador. Foi um governo de esquerda, foi de direita? Foi de equilíbrio.”
Críticas ao atual ambiente político
Jorge Viana também criticou o que classificou como uma radicalização da política brasileira e afirmou que o cenário atual teria contribuído para a ascensão de políticos que, segundo ele, não apresentam resultados concretos.
“Esse confronto botou pessoas no Senado e na Câmara que me envergonham. Eu estou falando do país inteiro. Tem senador que não aguenta fazer duas frases seguidas. Tem deputados que envergonham a gente todo dia.”
Ao final, o candidato afirmou que pretende apresentar sua experiência como principal diferencial na disputa pelo Senado.“Eu trago meu passado para essa eleição, trago uma posição mais ponderada, porque eu estou já também com muita experiência na vida. O Senado requer alguém experiente, por isso que se pede o mínimo de 35 anos para ser senador.”
Jorge Viana disse ainda que pretende utilizar essa experiência para defender os interesses do Acre no Congresso Nacional.“Eu trago um desejo danado de ajudar a construir um futuro melhor. É isso que eu quero”, encerrou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

