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Jovem de 13 anos passa quase 300 horas diante de uma impressora 3D para construir cadeira de rodas para menina de 1 ano e 9 meses, mas são as peças ajustáveis que impedem o projeto de terminar quando ela crescer

Jovem de 13 anos passa quase 300 horas diante de uma impressora 3D para construir cadeira de rodas para menina de 1 ano e 9 meses, mas são as peças ajustáveis que impedem o projeto de terminar quando ela crescer

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Jovem de 13 anos passa quase 300 horas diante de uma impressora 3D para construir cadeira de rodas para menina de 1 ano e 9 meses, mas são as peças ajustáveis que impedem o projeto de terminar quando ela crescer

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 14/08/2026 às 23:42

Ciência e Tecnologia

Canal

Impressora 3D ajudou Zac Waters, de 13 anos, a produzir uma cadeira ajustável para uma menina de 1 ano e 9 meses após quase 300 horas.

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Zac Waters dedicou parte das férias à fabricação de um equipamento personalizado, usando arquivos abertos, impressão, testes e montagem. A impressora 3D produziu componentes coloridos, enquanto apoios reguláveis, bandeja removível, porta-copos e espaço traseiro para dispositivos médicos buscaram adaptar a mobilidade às necessidades atuais e futuras da criança atendida gratuitamente.

Zac Waters, de 13 anos, passou quase 300 horas trabalhando com uma impressora 3D para fabricar uma cadeira de mobilidade destinada a uma menina de 1 ano e 9 meses, segundo o ND mais. O equipamento recebeu cores, acessórios e regulagens pensados para a rotina da criança.

Segundo o ND Mais, o adolescente utilizou um projeto aberto da organização MakeGood e participou das etapas de impressão, teste, personalização e montagem. A história combina dedicação individual e colaboração: Zac produziu o exemplar, enquanto a estrutura técnica partiu de um modelo desenvolvido para ser reproduzido por fabricantes voluntários.

Interesse pela impressora 3D ganhou uma finalidade concreta

Zac começou a se interessar por impressão 3D ainda jovemFoto: ABC4 Utah/YouTube

Zac conheceu a impressão tridimensional por meio de conteúdos disponíveis na internet e começou a aprofundar o interesse pela tecnologia. Em vez de limitar a experiência à produção de objetos recreativos, ele procurou uma aplicação que pudesse atender a uma necessidade real de outra pessoa.

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Foi nesse processo que encontrou a MakeGood, organização sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de dispositivos assistivos personalizados. A instituição disponibiliza projetos digitais para que voluntários produzam equipamentos e os encaminhem gratuitamente às famílias selecionadas pela iniciativa.

O trabalho ocupou parte das férias escolares do adolescente, segundo reportagem do ND mais. As quase 300 horas não corresponderam apenas ao período em que a máquina permaneceu ligada: a cobertura menciona desenho, impressão, testes e montagem. Transformar arquivos digitais em um equipamento funcional exigiu acompanhar diferentes etapas e organizar numerosas peças em um único conjunto.

Cadeira recebeu acessórios ligados à rotina da criança

Zac começou a se interessar por impressão 3D ainda jovemFoto: ABC4 Utah/YouTube

O equipamento foi personalizado com detalhes em rosa, cor apontada como a preferida da menina, além de elementos verdes e amarelos. A escolha visual aproxima a cadeira de outros objetos infantis e mostra que a adaptação não ficou restrita aos componentes estruturais.

Entre os acessórios estão um porta-copos e uma bandeja removível. Na parte traseira, foi reservado espaço para transportar equipamentos médicos mais pesados. A fonte não identifica esses dispositivos nem apresenta o diagnóstico da criança, informações que não são necessárias para compreender a finalidade do projeto.

As tiras foram produzidas com material macio e flexível, buscando ampliar o conforto durante o uso. Cada detalhe responde a uma questão prática diferente: apoiar, transportar, organizar ou permitir que a estrutura seja configurada conforme a atividade realizada.

Apoios reguláveis permitem acompanhar parte do crescimento

O apoio para os pés e o apoio para a cabeça podem ser reposicionados à medida que a menina cresce. Essa possibilidade prolonga a utilidade do equipamento e reduz a necessidade de substituir imediatamente toda a estrutura quando algumas medidas corporais mudarem.

A expressão “acompanhar o crescimento”, porém, não significa que a mesma cadeira servirá indefinidamente. Crianças apresentam mudanças de altura, peso, postura e necessidades funcionais. As regulagens ampliam a faixa de uso, mas ajustes futuros ainda precisam respeitar encaixe, estabilidade, conforto e orientação dos responsáveis pelo acompanhamento.

Não foram divulgadas as dimensões da cadeira entregue, a capacidade máxima de carga ou o intervalo previsto antes de uma reavaliação. Também não há informação sobre componentes que poderão ser reimpressos futuramente. A matéria limita-se às duas regulagens confirmadas: apoio de cabeça e apoio para os pés.

Modelo aberto permitiu que Zac produzisse o equipamento

Zac começou a se interessar por impressão 3D ainda jovemFoto: ABC4 Utah/YouTube

A MakeGood foi criada em 2021 e trabalha com tecnologia assistiva desenvolvida para pessoas com deficiência. Em vez de concentrar toda a fabricação em uma única oficina, a organização oferece arquivos digitais que podem ser utilizados por uma comunidade de voluntários com acesso a equipamentos adequados.

Esse formato reduz a distância entre o projeto e o usuário. Um fabricante local pode produzir as peças, verificar o conjunto e participar da entrega sem depender do transporte internacional de uma cadeira pronta. A impressora 3D transforma o arquivo compartilhado em componentes físicos, mas o resultado depende de materiais, configuração correta, montagem e controle de qualidade.

Zac não é apresentado como o único criador intelectual do sistema. Seu mérito está em dedicar tempo e recursos para converter o desenho aberto em uma unidade personalizada. A distinção preserva o trabalho técnico da organização sem diminuir o esforço do adolescente responsável pela fabricação.

Quase 300 horas incluíram impressão, testes e montagem

Zac começou a se interessar por impressão 3D ainda jovemFoto: ABC4 Utah/YouTube

Peças tridimensionais são formadas em camadas, e componentes maiores podem exigir longos ciclos de produção. Um projeto com diversas partes também envolve preparação dos arquivos, acompanhamento da máquina, verificação do resultado e eventual repetição quando uma peça não atende às especificações.

Depois da impressão, os componentes precisam ser organizados e montados na sequência prevista pelo projeto. Zac afirmou que essa era sua etapa preferida. O processo permitia observar elementos separados assumindo a forma final de um equipamento de mobilidade.

A fonte usa uma estimativa próxima de 300 horas e não apresenta planilha que divida o tempo entre desenho, máquina, testes e trabalho manual. O número deve ser entendido como duração aproximada do projeto durante as férias, não como 300 horas contínuas de esforço físico diante do equipamento.

Valor de US$ 150 pertence ao modelo geral da MakeGood

Em dezembro de 2025, a MakeGood apresentou seu treinador de mobilidade infantil impresso em 3D. Segundo a organização, o modelo poderia ser produzido por aproximadamente US$ 150 utilizando uma impressora de uso doméstico compatível.

Esse valor é uma estimativa divulgada para o projeto geral, não um orçamento individual da cadeira fabricada por Zac. A cobertura não detalha quanto foi gasto com filamentos, peças complementares, eletricidade, testes ou eventuais perdas durante a produção do exemplar entregue à menina.

O equipamento foi disponibilizado sem cobrança à família, mas isso não significa que sua fabricação não tenha custos. No modelo comunitário, despesas e trabalho são absorvidos por voluntários, apoiadores ou pela organização, evitando que o valor seja transferido ao destinatário.

Projeto foi planejado para crianças de 1 a 8 anos

O treinador de mobilidade da MakeGood foi apresentado como adequado para crianças entre 1 e 8 anos. A estrutura baixa busca facilitar a interação no ambiente doméstico ou escolar, permitindo que os usuários se aproximem da altura de outras crianças durante atividades compartilhadas.

A organização afirma que o projeto foi pensado para favorecer independência, coordenação e desenvolvimento social na primeira infância. Esses são objetivos gerais do equipamento. Não foram publicados resultados clínicos individuais da menina atendida por Zac, portanto não é possível atribuir a ela avanços específicos de mobilidade ou desenvolvimento.

Uma cadeira de mobilidade não elimina todas as barreiras enfrentadas pela criança, mas pode ampliar as possibilidades de exploração e participação quando é adequada às suas necessidades. O benefício concreto depende do uso, do ambiente, do acompanhamento e da compatibilidade entre o equipamento e o usuário.

Impressão tridimensional facilita reposição e personalização

Uma vantagem de projetos digitais é a possibilidade de produzir componentes em locais diferentes a partir dos mesmos arquivos. Caso uma parte prevista no desenho precise ser substituída, a fabricação localizada pode evitar a troca completa do equipamento, desde que a reposição siga as especificações originais.

A tecnologia também permite variar cores e selecionar acessórios compatíveis com necessidades previamente identificadas. Personalização, nesse contexto, não significa modificar livremente partes estruturais. Alterações sem validação podem afetar resistência, encaixe e estabilidade de um equipamento destinado à mobilidade infantil.

Por isso, a impressora 3D é apenas uma parte da solução. O projeto aberto precisa caminhar junto com testes, materiais apropriados, instruções de montagem e avaliação responsável antes da utilização. A facilidade de imprimir não substitui os cuidados exigidos por um dispositivo que sustentará e transportará uma criança.

Tecnologia assistiva impressa também avança no Brasil

No Brasil, universidades e laboratórios de fabricação digital desenvolvem recursos voltados à acessibilidade. Um exemplo é a prancheta criada pela Universidade Federal de Uberlândia, projetada para ser acoplada a cadeiras de rodas e apoiar estudantes durante atividades escolares.

Embora seja diferente da cadeira produzida por Zac, a iniciativa brasileira utiliza princípios semelhantes: observar uma barreira concreta, desenvolver uma peça adaptada, testar o uso e aproveitar a fabricação digital para tornar a solução reproduzível. A relevância não está em imprimir qualquer objeto, mas em conectar conhecimento técnico às necessidades apresentadas pelos usuários.

Esses projetos também mostram que tecnologia assistiva não precisa começar em grandes linhas industriais. Escolas, universidades, organizações e comunidades podem colaborar, desde que adotem critérios de segurança e envolvam pessoas que compreendam o uso pretendido.

Trabalho de Zac transforma aprendizado em mobilidade compartilhada

O projeto reúne um adolescente interessado em tecnologia, uma organização responsável pelo desenho aberto e uma família que precisava de um recurso adaptado. Nenhuma dessas partes explica sozinha o resultado. A cadeira surgiu da combinação entre conhecimento compartilhado, produção voluntária e personalização.

Zac afirmou que pretende continuar aprimorando suas habilidades com impressão tridimensional e utilizá-las para ajudar outras pessoas. As quase 300 horas ganham significado porque terminaram em um equipamento utilizável, não apenas em uma demonstração técnica.

Na sua opinião, o que mais ajudaria projetos semelhantes a alcançar outras crianças: impressoras disponíveis em escolas, formação de jovens, parcerias com profissionais de reabilitação ou financiamento de materiais? Conte nos comentários qual dessas frentes deveria receber prioridade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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